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Para driblar desafios climáticos e de mercado, produtores rurais buscam soluções digitais para alavancar resultados no campo

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O segundo semestre de 2023 foi marcado por instabilidades climáticas constantes no território brasileiro, com fortes chuvas na região sul e ondas de calor acima de 40 graus em diversos estados, sob influência do El Niño. A falta de regularidade nas chuvas em todo o país, somada à queda na comercialização de maquinário agrícola, tem afetado diretamente a produção agrícola e impactado o setor.

Para se ter uma ideia, de acordo com o IBGE, a previsão para a safra de 2024 é de 306,2 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,2% em relação ao ano passado. A CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento -, também aponta para uma redução de 2,4% na produção em comparação com a safra anterior.

Embora o cenário não seja tão promissor, os produtores rurais brasileiros têm se mostrado resilientes diante dos desafios atuais. Buscando alternativas para driblar os obstáculos, eles têm adotado novas práticas na hora de gerenciar suas lavouras.

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Makoto Kamitani, produtor rural na região de Itaquiraí, Mato Grosso do Sul, é um exemplo de como a tecnologia e as parcerias estratégicas podem levar ao sucesso na agricultura. Na Fazenda Dom Francisco, onde cultiva soja e milho, Makoto conta com o apoio da Orbia e da Bayer para otimizar sua produção e alcançar resultados positivos. “Ao longo dos anos, enfrentamos diversos desafios, como algumas safras frustrantes e condições climáticas adversas. No entanto, a resiliência, a busca constante por aprimoramento e o apoio de parceiros estratégicos foram fundamentais para superar os obstáculos e alcançar safras positivas”, conta Kamitani.

Investindo em insumos da Bayer, o produtor Kamitani acumula pontos no programa de fidelidade da Orbia, que podem ser trocados por outros produtos e serviços agrícolas. “Já resgatamos medidores de vento e de umidade, instrumentos essenciais para o monitoramento das condições climáticas, e até mesmo cursos e treinamentos”, conta.

A história de Makoto faz parte de uma série de retratos da força do agricultor brasileiro, que serão apresentados nas redes sociais oficiais da Orbia durante a campanha “Firme & Forte: toda safra tem sua história”, promovida até o dia 17 de março. A campanha tem como objetivo destacar a importância das parcerias e mostrar como a tecnologia pode auxiliar os produtores a superar as adversidades e alcançar o sucesso na safra 2024.

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Até o final da ação, os produtores terão acesso a inúmeras ofertas, como frete grátis, descontos em produtos e serviços, entre outras ativações. “O cenário atual é desafiador, mas o produtor rural brasileiro é firme e forte, e nossa campanha é uma homenagem à resiliência desses homens e mulheres que trabalham incansavelmente para alimentar o país. Muito mais que uma empresa parceira do produtor, a Orbia quer contar essas histórias e mostrar que está ao lado deles, com soluções inovadoras e personalizadas”, enfatiza Ivan Moreno, CEO da Orbia.

Fonte: NR7 Full Cycle Agency

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ferramenta de IA ajuda pecuarista a fazer melhoramento genético grátis

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar pecuaristas a escolher reprodutores Brangus, raça que combina características do Angus com a adaptação dos bovinos zebuínos ao clima tropical. Gratuito, o sistema permite consultar avaliações genéticas e identificar animais conforme objetivos como produzir bezerros mais pesados ou aumentar a resistência do rebanho ao carrapato.

A tecnologia, divulgada pela instituição em 22 de setembro, acrescenta uma interface de conversa ao Brangus+, programa de melhoramento genético lançado em 2023 em parceria com a Associação Brasileira de Brangus (ABB). O produtor escreve o que procura e recebe respostas em textos, tabelas ou gráficos, a partir das informações disponíveis no programa.

O desenvolvimento foi conduzido pelo Laboratório de Bioinformática e Estatística Genômica (Labegen), da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, no Rio Grande do Sul. A unidade tem uma ligação histórica com a raça: ocupa a área da Fazenda Experimental Cinco Cruzes, onde começaram, em 1946, os trabalhos de formação do Brangus brasileiro, então conduzidos pelo Ministério da Agricultura.

A origem internacional do Brangus remonta a cruzamentos realizados nos Estados Unidos no início do século passado. A proposta era reunir qualidade de carne e precocidade do Angus com rusticidade, tolerância ao calor e resistência a parasitas dos zebuínos. Nos Estados Unidos, a formação utilizou Angus e Brahman; no Brasil, os trabalhos iniciais combinaram Angus e Nelore.

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Os animais brasileiros foram inicialmente chamados de Ibagé, depois de Brangus-Ibagé e, posteriormente, de Brangus. Na composição clássica, a raça reúne cinco oitavos de Angus e três oitavos de zebu, equivalentes a 62,5% e 37,5%, respectivamente. É uma raça composta, formada pela combinação planejada de populações de origens diferentes.

Essa combinação explica seu espaço na pecuária. Em relação ao Angus, o cruzamento busca ampliar a adaptação às condições tropicais. Ao incorporar genética Angus a animais zebuínos, procura agregar precocidade e características de carcaça valorizadas pelo mercado. O resultado depende da seleção dos animais, da alimentação, da sanidade e do manejo adotado na propriedade.

A resistência a parasitas também é relativa: animais com avaliações favoráveis para essa característica continuam sujeitos à infestação e precisam de acompanhamento sanitário. A seleção genética permite trabalhar diferenças entre os indivíduos para melhorar o rebanho ao longo das gerações.

É nesse processo que entra o Brangus+IA. O criador pode solicitar uma lista de touros com avaliações favoráveis para peso à desmama e combinar esse critério com resistência ao carrapato. Também pode atribuir importância diferente a cada característica, ajustando a pesquisa às prioridades da fazenda.

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A ferramenta explica indicadores como a Diferença Esperada na Progênie (DEP), usada para comparar o potencial dos animais de transmitir características aos descendentes. Também esclarece a posição de cada indivíduo entre os avaliados e o grau de confiança das estimativas genéticas.

O Sumário Brangus+ 2025/2026 informa que a base do programa reúne dados de mais de 82 mil animais, com 13.884 genotipados, isto é, submetidos à análise de marcadores do DNA. Esses números dimensionam o trabalho de avaliação genética e não correspondem à contagem de animais vivos da raça no país.

A associação informou neste ano reunir 357 associados em 18 estados. Fora do Brasil, o Brangus tem criadores em países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Austrália e África do Sul, além de entidades representativas em outras regiões.

Para o produtor, a contribuição da ferramenta está em facilitar a consulta às informações que sustentam a seleção. O acesso gratuito está disponível na plataforma do programa, e o site da Associação Brasileira de Brangus reúne, na seção Brangus+, os sumários e materiais de orientação ao criador.

Fonte: Pensar Agro

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