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Biossoluções: alternativas sustentáveis para agricultores enfrentarem com sucesso mudanças climáticas

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O fenômeno El Niño vem interferindo, e muito, no desempenho da atual safra. Diante desse cenário problemático, os agricultores estão apostando em biossoluções para combater as adversidades climáticas, minimizando riscos e mantendo a produtividade. “Soluções sustentáveis, como os extratos da alga marinha Ascophyllum nodosum, por exemplo, fortificam as raízes das plantas desde o estabelecimento dos cultivos, além de maximizar o rendimento e a qualidade da cultura contribuindo para um sistema radicular saudável”, explica Ricardo Dias, Head Business da Acadian Plant Health (APH) no Brasil e no Paraguai.

O especialista detalha que os extratos da alga Ascophyllum nodosum são eficazes justamente pelas características ambientais da alga de zonas intermaré, proveniente de áreas frias do Atlântico Norte “proporciona maior eficiência no uso de nutrientes, ajudando em programas de gerenciamento de fertilizantes e proporcionando melhor eficiência hídrica nas plantações durante eventos de estiagem prolongada”. Esses ganhos são fundamentais em períodos de incerteza sobre o fluxo das chuvas, causados por El Niño.

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Ricardo Dias esclarece que, por suas características de enfrentamento às temperaturas extremas, a Ascophyllum nodosum se torna cada vez mais uma importante aliada dos produtores rurais, não apenas na época de plantio, mas durante todo o período da safra. Afinal, conforme demonstrou relatório do Copernicus, observatório do planeta ligado à União Europeia, 2023 foi o mais quente da história.

“Sabemos que você não pode controlar o clima, mas pode decidir como suas plantas de defendem, nossos produtos e extratos são uma grande ferramenta agronômica que trabalha com os sistemas internos das plantas.” O diretor da APH afirma que, além de diversos benefícios para as culturas agrícolas, os extratos da Ascophyllum nodosum são sustentáveis, não causando nenhum dano ao planeta. “As algas marinhas são um recurso regenerativo e participam da cadeia de abastecimento sustentável, sem retirar recursos do planeta.”

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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