AGRONEGÓCIO

Emater/RS-Ascar divulga atualização da estimativa da safra de verão 2023/24

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A Emater/RS-Ascar divulgou nesta terça-feira (05/03), durante o tradicional Café da Manhã para a Imprensa, evento que integra a programação da Instituição na Expodireto Cotrijal e é uma parceria com as secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a atualização da estimativa da safra de grãos de verão 2023/2024. O Rio Grande do Sul deverá colher na atual safra mais de 35,023 milhões de toneladas de grãos, em uma área plantada superior a 8,43 milhões de hectares.

Os dados relativos à segunda estimativa da safra de grãos de verão foram apresentados pelo diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera. Estiveram presentes os secretários estaduais da Seapi, Giovani Feltes, da SDR, Ronaldo Santini, e de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, a presidente da Emater/RS, Mara Saalfeld, o diretor administrativo da Instituição, Alexandre Durans, o prefeito de Não-Me-Toque, Gilson dos Santos, a presidente da Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque, Vanise Fritzen da Silva, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o vice-presidente da Cotrijal, Ênio Schoereder, o gerente regional de Passo Fundo e a gerente estadual de Comunicação da Emater/RS-Ascar, Dartanhã Luiz Vecchi e Carina Venzo Cavalheiro, o presidente da Sicredi Central Sul/Sudeste, Marcio Port, o presidente e o diretor executivo da Sicredi Cooperação RS/SC, Gervásio Jorge Diel e Nélio Heller, entre outras lideranças e autoridades ligadas ao setor do agronegócio gaúcho.

A soja, principal cultura em termos de área e produção no Estado, nesta safra, estima-se que tenha uma produção de cerca de 22,24 milhões de toneladas, em uma área plantada de 6,68 milhões de hectares.

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O arroz irrigado, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ocupa uma área de 900.203 hectares. A Emater/RS-Ascar estima produtividade de 8.325 kg/ha e uma produção de mais de 7,49 milhões de toneladas do grão.

O milho, importante cultura para diferentes atividades produtivas, teve uma área plantada de 812.795 hectares e a projeção de produção é de 5,20 milhões de toneladas.

O feijão 1ª safra, em uma área de 25.264 hectares, alcançou uma produção próxima a 48,54 mil toneladas. Já na 2ª safra, a estimativa é que o feijão seja cultivado em 19.900 hectares e obtenha uma produção de 31,20 mil toneladas.

Correspondente à produtividade destas culturas, na safra de verão 2023/24, a soja apresenta estimativa de produtividade média no RS de 3.329 kg/ha. Comparado à safra anterior, que foi de 1.949 kg/ha, a cultura apresenta um aumento de produtividade de 70,83%.

A cultura do milho também apresentou aumento na produtividade, chegando a 32,23% quando comparado com a safra 2022/2023. A estimativa atual de produtividade média é de 6.401 kg/ha, no ano passado a produtividade foi de 4.841 kg/ha.

“Os números da soja são muito bons e colocam a safra 2023/2024 no topo do ranking da linha do tempo, quando comparamos com anos anteriores. No ano passado a safra ficou em décimo e este ano subimos à primeira posição se confirmada esta estimativa. Em relação à safra anterior, que sofreu os efeitos da estiagem, na soja teremos um acréscimo de 70,83% na produtividade, 71,52% na produção e 0,35% na área plantada”, destaca Baldissera.

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O levantamento dos dados foi feito pelos escritórios municipais, sendo revisados e compilados pelas gerências Técnica (GET) e de Planejamento (GPL) junto aos regionais. “A metodologia adotada pela Emater tem sido utilizada há muitos anos e se mostrado bastante assertiva, pois a estimativa inicial de produtividade é identificada a partir de cálculo de tendência baseado na média alcançada nos últimos dez anos em cada município do Estado e as estimativas parcial e final são sobre as informações levantadas a campo durante o período da safra em cada um dos 497 escritórios municipais da Instituição”, explica Claudinei.

Confira os comparativos de área e de produção, por cultura, em relação à estimativa inicial e à produção da safra passada, na apresentação em anexo. As estimativas por região e de produtividade também estão disponíveis no site institucional da Emater/RS-Ascar.

A transmissão do evento na íntegra, com as falas das autoridades, pode ser conferida no link: https://www.youtube.com/watch?v=dcftFNQhBfM

Fonte: Emater/RS-Ascar

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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