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Técnicos da Arco ministram treinamentos em países da América do Sul

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Técnicos da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) estiveram, durante o mês de fevereiro, em países da América do Sul realizando treinamentos para colegas ligados à outras associações. Os destinos foram o Paraguai e a Colômbia.

Márcio Armando Gomes de Oliveira, inspetor tecnico da associação no Estado de São Paulo e coordenador do colégio de jurados das raças ovinas da Arco, esteve na Colômbia, onde recebeu o convite da Federación Nacional de Caprinocultores y Ovinocultores de Colombia (Fedeanco), para ministrar um treinamento de técnicos nas cidades de Uríbia e El Cocuy, com duas turmas de aproximadamente 30 participantes. “O treinamento faz parte de um amplo trabalho de desenvolvimento no setor da caprinovinocultura colombiana, iniciado com o auxílio do uruguaio Daniel Benitez, que já prestou serviços para a Arco, no Brasil. Benitez identificou a necessidade de formação de técnicos colombianos, tanto para os trabalhos de registro genealógico, quanto para as avaliações a fim de melhorar geneticamente os rebanhos colombianos”, destaca.

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Já o inspetor técnico Amaro Mendes de Araújo, do Paraná, esteve no Paraguai ministrando treinamentos para técnicos daquele país. Ele explica que foram quatro dias de encontros, um para cada raça: Santa Inês, Dorper, Texel e Hampshire Down. O treinamento ocorreu em cabanhas dos departamentos de Cordillera y Misiones. “Onze candidatos fizeram aulas teóricas e práticas e ao final realizaram as provas também, teóricas e práticas”, destaca, acrescentando que todo o período contou com o assessoramento de representantes da entidade do país, a Asociación Paraguaya de Criadores de Ovinos (Apco).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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