Estudantes brasileiros protestaram contra xenofobia na Universidade de Lisboa
Dados do Governo de Portugal apontam que os brasileiros são 29% de toda a população estrangeira residente no país. Segundo as estatísticas oficiais, com última atualização em setembro de 2023, mais de 204 mil pessoas do Brasil residem em terras portuguesas, com visto oficial.
O número é alto, comparativamente a outras nacionalidades. Para se ter uma ideia, as pessoas do Reino Unido representam 6,9% dos estrangeiros em Portugal. Além disso, cidadãos de Cabo Verde são 4,9%, da Itália são 4,4%, da Índia são 4,3% e da Romênia são 4,1%, sendo que todas as demais nacionalidades ficam abaixo do percentual de 4%.
É preciso observar que os imigrantes significam impacto aos cofres públicos portugueses, em questões como, por exemplo, a seguridade social e a rede de ensino que absorve os filhos das famílias estrangeiras. Por outro lado, eles são uma força de trabalho importante, com peso econômico inegável em um país com baixa taxa de natalidade e população cada vez mais velha.
É justamente em razão da crise demográfica que o Governo de Portugal tem incentivado a migração de pessoas em idade produtiva e facilitado a emissão de vistos para a Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP). E é nessa onda que os brasileiros estão surfando.
Boa parte dos cidadãos portugueses, no entanto, é contrária ao recebimento dos imigrantes e estão cada vez mais comuns os casos de xenofobia, especialmente contra os brasileiros. Temos a impressão de que a situação se agravou a partir de 2020, com a chegada da pandemia do coronavírus, porque a tensão econômica provocada pela pandemia tornou as pessoas mais intolerantes e, de forma geral, aumentou os casos de ódio contra os brasileiros com residência em Portugal. Mas, afinal, qual é a amplitude desse cenário hoje?
Na última semana, o instituto Paraná Pesquisas divulgou levantamento que mediu o sentimento dos portugueses em relação aos brasileiros que moram no país. Os dados mostram que 20,5% têm “visão negativa” sobre os cidadãos vindos do Brasil, dando-nos uma ideia mais clara sobre qual é a parcela da população portuguesa que alimenta o ódio e o preconceito contra os brasileiros. A mesma pesquisa indica que 36,9% dos portugueses têm visão neutra, ou seja, são indiferentes, à presença dos brasileiros no país.
Outro dado que revela o sentimento de preconceito dos portugueses é o fato de 64,4% dos entrevistados terem afirmado que “nunca se mudariam para o Brasil” caso tivessem uma oportunidade. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas telefônicas e ouviu 840 portugueses com idade acima de 18 anos.
Felizmente, há também uma parte considerável de portugueses, 41,4%, que é favorável aos cidadãos brasileiros que residem em Portugal. Essas pessoas são importantes instrumentos de paz caso sejam capazes de espalhar a semente da complacência pelo país.
É importante ainda que o governo português atue mais fortemente na realização de campanhas contra a xenofobia. Só assim os brasileiros não terão mais de pagar a conta amarga da intolerância, que, além de absurda, é injusta. Afinal, neste saldo que se acumula há mais de 500 anos, é Portugal quem deve ao Brasil.
O Mato Grosso Horse Show, em sua primeira edição, se consolida como um dos principais eventos do país dedicados ao cavalo Quarto de Milha. A programação começou na quarta-feira (27) e termina nesta quinta-feira (28), no Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá, reunindo criadores de todo o Brasil para um leilão exclusivo com 56 lotes. O encerramento contará com um show especial do cantor Xand Avião.
Segundo os organizadores, esta edição atingiu um patamar inédito ao apresentar uma tropa de altíssimo nível. Mais de 70% dos animais ofertados são de linhagens importadas, reforçando a qualidade técnica do Horse Show. “A gente conseguiu reunir aqui a melhor tropa em nível mundial em um único leilão. É um marco para o nosso Estado”, destacou Dudu Campos.
A realização tem projetado Mato Grosso como referência nacional no mercado do cavalo. “Esse leilão traz, de fato, Mato Grosso como protagonista do cenário nacional. Além de atrair investidores de outros estados, fomenta os criadores daqui e incentiva o surgimento de novos nomes no setor”, acrescentou Eduardo.
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