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Governo de Goiás orienta produtores de animais aquáticos a realizarem cadastro de atividade junto à Agrodefesa

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Com a Quaresma, há um crescimento na oferta e no consumo de pescado. É por esse motivo que a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás, aproveita este período para orientar os produtores de estabelecimentos com animais aquáticos sobre a necessidade de realizar o cadastramento da atividade, previsto por meio da Instrução Normativa nº 11/2018 e pelo Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos (PNSAA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo é assegurar a padronização de procedimentos sanitários nos estabelecimentos de criação de animais aquáticos e também a qualidade do produto que chega até o consumidor final.

Conforme a Instrução Normativa, os estabelecimentos rurais e seus proprietários ou possuidores, localizados em Goiás, bem como todos aqueles que, a qualquer título, detenham em seu poder animais suscetíveis de fiscalização pela Agrodefesa, deverão ser cadastrados no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). “O cadastro traz mais segurança para os produtores e os consumidores acerca da origem e da qualidade do produto que circula no estado. Além da obrigação legal, a medida serve de oportunidade para ampliar a comercialização, contribuindo assim para que a aquicultura conquiste melhores mercados para fornecimento de produtos sanitariamente adequados”, destaca o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

O gerente de Sanidade Animal da Agência, Rafael Vieira, acrescenta que a medida contribui, ainda, para garantir a prevenção, o controle e a erradicação de doenças nos sistemas de produção de animais aquáticos. “Dessa forma, é possível ampliar a produtividade e, consequentemente, a oferta de pescado para abastecimento nos mercados interno e externo”, informa.

Cadastro

As propriedades rurais classificadas tanto como pessoa física quanto jurídica devem ser cadastradas junto à Agrodefesa. A ficha está disponível no site: http://www.agrodefesa.go.gov.br/acesso-a-informacao/2-institucional/66-programa-estadual-de-sanidade-de-animais-aquaticos.html. Entre os documentos necessários para efetivar o cadastro estão inscrição estadual, documento de identificação com foto, Cadastro de Pessoa Física ou Jurídica; comprovante de endereço, Certidão de Registro de Imóvel, contrato social em vigor e no caso de arrendamento de terra, o contrato de arrendatário.

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Os documentos devem ser entregues na unidade local da Agrodefesa mais próxima para que seja realizado, primeiramente, o cadastro da propriedade e após esse processo, a inclusão dos dados referentes aos animais aquáticos de exploração daquele local. Todas essas informações são inseridas no Sidago. “Na hora de efetuar o cadastro, o produtor terá que informar todas as espécies que são exploradas na propriedade, tipos de tanques, como escavado, alvenaria, de rede ou galpão, quantidades e espécies existentes em cada tanque, a fonte de água e tipo de tratamento utilizado etc. Já quando for feita a criação dos peixes em rio que faz divisa com outros estados é necessário o documento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), liberando o uso dessa água”, revela o gerente de Sanidade Animal, Rafael Vieira.

Periodicamente, são realizadas vistorias na propriedade ou estabelecimento, por meio das quais se podem observar ações de quarentena, certificação da origem dos animais, controle do trânsito de entrada e saída de animais, medidas de controle dos efluentes e de limpeza e desinfecção. A legislação brasileira define, ainda, a obrigatoriedade de prévia inspeção, do ponto de vista industrial e sanitário de todos os produtos de origem animal, incluindo o pescado. Entre os animais aquáticos estão peixes, crustáceos (camarão), répteis hidróbios (jacaré), anfíbios (rãs), moluscos (mexilhões) para fins de engorda, de reprodução, de exposição, de ornamentação, de leilão, por esporte ou para consumo humano.

Vigilância

A fiscal estadual agropecuária da Gerência de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, explica que, em Goiás, não costumam ocorrer Inquérito ou Busca Ativa para enfermidades que acometem os animais aquáticos. Mas ela enfatiza que no caso de ocorrência ou notificação de doenças pelo produtor junto à Agência, os fiscais estão preparados para atuar de forma a eliminar a ameaça para a produção e a comercialização.

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“Em situações de mortalidade ou suspeita de alguma doença, a Agência realiza a vigilância passiva, ou seja, o fiscal se dirige ao local e investiga, realizando a coleta de material. Se for necessário, encaminha para os laboratórios oficiais para que seja realizado o diagnóstico. No caso de doenças que a gente considera de importância para a defesa sanitária é feita a investigação, o bloqueio de trânsito e a eliminação do pescado e o vazio sanitário, para que seja possível novamente explorar a atividade com segurança”, afirma.

Sendo assim, em caso de situações atípicas, como adoecimento e mortalidade de animais, a Agrodefesa deve ser notificada prontamente para a realização da visita de técnicos e tomar as medidas necessárias. O contato pode ser feito na unidade local mais próxima ou por meio do 0800-646-1122.

Garantia de mercado

A fiscal Denise Toledo ressalta que quanto mais produtores cadastrados, melhor a competitividade do Estado no mercado de produtos de animais aquáticos. “A aquicultura, por exemplo, ainda é pouco expressiva em relação a outras áreas, exatamente porque os produtores que não têm cadastro não conseguem emitir documentos zoossanitários necessários para o transporte animal no Brasil, como Guia de Trânsito Animal (GTA). Isso impõe uma comercialização restrita. É preciso que os produtores, especialmente de pequeno porte, tenham essa visão da importância do cadastro para que a gente possa melhorar a cultura no estado e criar oportunidade de crescimento desse mercado”, afirma.

Fonte: Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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