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Frango, boi e suíno vivos: desempenho em fevereiro e no primeiro bimestre de 2024

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Mesmo sendo preliminares, os dados acumulados no decorrer do mês indicam que apenas o frango vivo deve registrar evolução mensal positiva de preço em fevereiro. Mesmo assim com ganho mínimo, algo em torno de meio por cento acima do que foi registrado em janeiro passado. Ou seja: tende a ficar aquém da inflação que, pelo IPCA-15, evoluiu 0,78% em fevereiro.

De toda forma, é uma situação melhor que a do boi e do suíno. Este deve fechar o mês com estabilidade em relação a janeiro, mas com pequena queda em comparação aos valores alcançados no primeiro mês do ano. Já o boi em pé sinaliza queda de quase 5% em relação a janeiro e o pior desempenho dos últimos três meses.

A situação é praticamente a mesma ao comparar-se o desempenho atual com o de um ano atrás. Apenas os índices de variação se tornam mais significativos. Assim, recuperando-se do fraco desempenho de fevereiro de 2023, o frango vivo registra neste ano preço quase 6,5% superiores.

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O boi em pé, no entanto, não obteve qualquer recuperação. Um ano atrás seu preço registrou recuo de quase 15% sobre fevereiro de 2022. Agora, acumula nova queda anual – de, praticamente, 18% . Ou seja: o preço corrente se encontra, nominalmente, 30% abaixo do alcançado dois anos atrás. De toda forma é oportuno lembrar que, naquela época, os preços do boi em pé alcançavam recordes históricos.

O suíno, por sua vez, fecha fevereiro com um preço médio quase 14% inferior ao do mesmo mês de 2023. E, curiosamente, esse índice de redução também sobe para 30%, como o do boi, quando a base é o recorde histórico de preço do suíno – R$9,49/kg, valor registrado em novembro de 2022.

É óbvio que, com tais desempenhos, os resultados acumulados nos dois primeiros meses do ano não poderiam ser muito diferentes. Efetivamente, o frango vivo fecha o bimestre inicial de 2024 com valorização anual próxima de 5%, enquanto boi e suíno amargam resultados negativos. O suíno com queda em torno de 9%; o boi em pé com redução de mais de 15%.

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Como foram feitas menções aos recordes históricos de preço do boi e do suíno, é oportuno acrescentar que o frango vivo, em relação ao seu recorde histórico – R$6,41/kg em abril de 2022 – registra agora valor cerca de 20% inferior.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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