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Cadastro Vitícola Nacional e SIVIBE impulsionam o setor de uvas e vinhos

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De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no que diz respeito à viticultura no Brasil, a estimativa é de que sejam colhidas 1.633.157,0 toneladas de uva em 2024. Nesse sentido, a fim de elaborar uma base de dados mais robusta e detalhada, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implementou o Cadastro Vitícola Nacional.

Para efetuar e gerir o Cadastro Vitícola Nacional, por sua vez, o Mapa desenvolveu e tornou oficial o Sistema de Informações da Área de Vinhos e Bebidas (Sivibe). O Sivibe é um sistema eletrônico que permite cadastrar e acessar informações sobre a atividade vitícola brasileira, através do qual é obrigatório que todos os produtores de uva do país declarem, anualmente, a sua produção.

Estruturado em diversas telas de entrada de dados, o Sivibe permite o envio pelos produtores das declarações sobre áreas cultivadas, quantidade produzida na safra por variedade e a destinação desta produção. Também permite a comprovação e análise desses dados por parte da fiscalização agropecuária, visando o controle da produção vinícola nacional.

As declarações em questão devem contemplar toda a produção registrada no ano safra, que corresponde ao ano agrícola. Esse ano compreende o período que inicia em primeiro de julho e termina no dia 30 de junho do ano seguinte. Na prática, o total de uvas produzidas dentro do período citado deve ser formalmente registrado no sistema até, no máximo, 10 dias depois de concluídas todas as colheitas (vindimas).

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Pela Lei Federal estabelecida, para que o viticultor possa, por exemplo, vender as uvas produzidas para uma indústria de processamento, junto com a nota fiscal do produtor rural a ser encaminhada ao comprador, deve ser anexado o recibo da declaração de produção de uvas da sua propriedade, relativa ao ano safra imediatamente anterior ao ano base atual. Essa regra obriga que, anualmente, sejam mantidos atualizados todos os dados associados com o desenvolvimento da atividade vitícola de cada propriedade.

Nesse sentido, o produtor que comercializar uvas sem estar cadastrado no Sivibe, ou com dados desatualizados, será considerado infrator, bem como o vinicultor ou vitivinicultor que adquirir uvas de produtores não cadastrados. A sanção vai desde advertência e multa até a interdição e cassação do registro.

O atendimento à obrigatoriedade do Cadastro Vitícola está associado a dois grandes objetivos. O primeiro é gerar informações que permitam, ao Mapa, desenvolver ações de fiscalização junto ao setor produtivo, especialmente confrontando informações de produção de uvas e de destinação dessa produção (como elaboração de vinhos, espumantes e sucos e comercialização de uvas de mesa para consumo in natura).

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O segundo é formar uma base de dados da viticultura brasileira, permitindo, por exemplo, efetuar análises sobre a evolução e a dinâmica dessa atividade nos diferentes polos produtores do Brasil e, desse modo, subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o setor produtivo como um todo.

“As informações obtidas através do cadastro vitícola pelo Sivibe permitirá a análise produtiva, a partir de uma série histórica, trazendo dados e informações fundamentais para a elaboração de políticas públicas que envolvam a produção de uvas viníferas no Estado de Goiás”, explica a Superintendente de Produção Rural da Seapa, Patrícia Honorato.

Dessa forma, a implementação do Cadastro Vitícola Nacional e Sivibe representa um marco significativo para o setor vitivinícola brasileiro. Além de garantir maior controle e transparência na produção e comercialização de uvas, essas iniciativas proporcionam dados detalhados e atualizados sobre a atividade em todo o país.

Essa base de informações serve como um importante instrumento para o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas ao setor, o que impulsiona o crescimento e a excelência do segmento, promovendo benefícios tanto para os produtores quanto para toda a cadeia produtiva de vinhos e derivados de uva.

Fonte: Comunicação Setorial da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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