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Frequente entre bezerras na fase do aleitamento, desidratação pode levar a óbito

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A desidratação representa um dos maiores desafios para as bezerras leiteiras doentes, frequentemente sujeitas a esse estado devido a diversos fatores – o que também pode resultar em desequilíbrios eletrolíticos e ácido-base. Por definição, a desidratação caracteriza-se pela deficiência de água e eletrólitos no organismo. Essa condição pode ser desencadeada por diferentes causas, incluindo a restrição do acesso à água, o fornecimento de água de baixa qualidade (com alterações de pH, temperatura, presença de sujidades, entre outros) e, principalmente, a perda excessiva de fluidos decorrentes de episódios de diarreia e outras enfermidades, como as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.

Há quatro diferentes graus de desidratação (conforme apresentado abaixo), classificados com base no percentual de perda de água, bem como na presença e intensidade de sinais clínicos. Esses estágios demandam abordagens distintas de cuidados e apresentam variados riscos para a viabilidade da bezerra.

Graus de desidratação

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A desidratação decorrente da diarreia neonatal é o quadro mais frequentemente observado em condições de campo. Conforme apontado pelo levantamento de 2023 do Programa Alta Cria, 96% das fazendas identificam a diarreia como a doença mais prevalente entre as bezerras durante a fase de aleitamento. Nesse contexto, o quadro geralmente se inicia com apresentações leves (estágio 1 ou 2) e manifesta rápida progressão, podendo até culminar em óbito. Importante ressaltar que, nos casos de diarreia, a desidratação assume papel crucial como principal causa de mortalidade. Portanto, é altamente recomendado iniciar prontamente o protocolo de reidratação ao detectar a presença da doença, para evitar a evolução do quadro, sendo, em alguns casos, suficiente para a resolução do problema, sem a necessidade do uso de medicamentos.

Os protocolos de reidratação oral são considerados o padrão-ouro para a reidratação de bezerras, uma vez que a solução pode ser fornecida facilmente por meio de mamadeira, nos casos em que o interesse por este método é mantido, ou por sondagem, nos casos em que o animal perde o interesse pela mamadeira, o que ocorre principalmente em situações de apatia.

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No mercado, encontram-se diversas soluções comerciais; portanto, durante a escolha do soro oral é crucial manter uma atenção em relação à formulação. Recomenda-se evitar soluções que contenham bicarbonato de sódio em sua composição, dando preferência a soluções com acetato, uma vez que o bicarbonato eleva o pH do abomaso por períodos prolongados. Essa elevação compromete a eficácia da neutralização bacteriana pela ação do pH ácido do estômago, que, neste caso, é prejudicada devido à alcalinização do ambiente. Tal condição reduz a capacidade natural do organismo de combater a proliferação excessiva de alguns microrganismos.

Adicionalmente, diversos outros fatores devem ser ponderados ao selecionar uma solução eletrolítica oral para bezerras. Alguns parâmetros específicos devem ser considerados, incluindo concentrações de sódio na faixa de 90-130 mM/L, potássio entre 10 e 30 mM/L, e cloro entre 40 e 80 mM/L. Além disso, é indispensável que a solução oral contenha agentes que facilitem a absorção intestinal de sódio e água, sendo que tal absorção pode ser otimizada por meio de componentes, como acetato de sódio e glicose. O acetato, adicionalmente, desempenha uma função alcalinizante, crucial para a correção de desequilíbrios ácido-base. Já a glicose atua como fonte de energia.

A preferência pelo uso de acetato de sódio em detrimento do bicarbonato de sódio na formulação de soluções é respaldada por diversas razões. Apesar de implicar em um custo superior, as soluções contendo acetato, em vez de bicarbonato, conferem diversos benefícios aos bezerros. Estes incluem um maior aporte energético, maior eficiência na absorção de sódio e água, redução no crescimento de determinadas bactérias e a ausência de interferência na coagulação do leite.

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O fornecimento de soro oral não deve ser empregado como substituto do aleitamento; ao contrário, deve ser administrado como uma forma de tratamento suporte. É recomendável manter a rotina de aleitamento, enquanto o soro oral é introduzido como complemento. A administração do soro oral é preferencialmente realizada duas vezes ao dia, sendo o volume total diário indicado de 10% do peso corporal do animal, dividido em duas porções em cada fornecimento.

Alta LYTE

O Alta LYTE, produzido pela Alta, conta hoje com uma das fórmulas de soro oral mais conceituadas do mercado. O produto recebeu aprovação de diversos pesquisadores norte-americanos. Sua formulação é reconhecida por sua segurança e eficácia na reidratação de bezerras leiteiras, apresentando proporções ideais de todos os eletrólitos necessários. Contendo maltodextrina como fonte de energia consistente e acetato de sódio como agente alcalinizante específico para animais em aleitamento, o Alta LYTE demonstra alta capacidade de reidratação e correção de desequilíbrios eletrolíticos e ácido-base. Adicionalmente, proporciona um significativo aporte nutricional.

São necessários 35 gramas de Alta LYTE por litro de água de qualidade. Cada embalagem do produto proporciona a preparação de 25 litros de solução. O dosador é fornecido juntamente com o produto, facilitando a diluição e o fornecimento de maneira mais conveniente. Embora a solução possa ser administrada em temperatura ambiente, é recomendável fornecê-la preferencialmente em água morna, com temperatura variando entre 36 e 45°C.

  • Rafael Azevedo – Gerente de neonatos da Alta
  • Ana Luiza Resende – Universidade Federal de Varginha
  • Paula Tiveron – Coordenadora de neonatos da Alta

Fonte: Alta

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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