AGRONEGÓCIO

Bahia encerra plantio de algodão com crescimento de 9,3 % de área

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A área plantada é de 344,4 mil hectares, 9,3% a mais de área em relação à safra passada, que cultivou 312.560,3 hectares. Deste total, 96.943 mil hectares são irrigados, compreendendo 28,1% da safra baiana. A perspectiva deste novo ciclo é que sejam colhidos em média 1.919 quilos de pluma por hectare. A maioria dos produtores intensificou o plantio irrigado no final de janeiro, buscando a melhor janela de plantio e conseguir cumprir a data limite, de 10 de fevereiro, de acordo com o calendário agrícola do fim do plantio do algodão na Bahia.

Segundo o presidente da Associação Baiana nos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, esta foi uma safra de tomadas de decisões importantes por parte do produtor, para colocar as plantadeiras em campo e estabelecer a cultura. “Tivemos essa dificuldade com o clima, em que as chuvas vieram muito irregulares e abaixo da média. Se o tempo correr bem, daqui para frente a perspectiva é de manter a nossa estimativa inicial de 312 arrobas de algodão/hectare, e torcer para que o clima nos favoreça, para obtermos a produtividade e a qualidade reconhecidas pelo mercado em relação ao algodão da Bahia”, afirma.

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Com um início conturbado no plantio, diante da instabilidade do clima, a Abapa registrou 11,5% de replantio, o que corresponde a uma área de 28 mil hectares. O vice-presidente da entidade, Paulo Schmidt, acredita que, a partir de agora, com a semente no solo, os produtores devem fazer o manejo padrão com as melhores práticas agrícolas para manter a produtividade média dos últimos anos. “Além do clima, temos que continuar fazendo a nossa parte, intensificando o manejo do bicudo do algodoeiro, com combate de focos no talhão e monitoramento dos botões florais atacados”, diz.

Fonte: Abapa

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso

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A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.

A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.

Certificação exige alto padrão de sustentabilidade

Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:

  • Cumprimento da legislação ambiental
  • Preservação de áreas sensíveis
  • Condições adequadas de trabalho
  • Relacionamento com comunidades
  • Uso responsável de insumos
  • Rastreabilidade total da produção

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.

Prêmio financeiro amplia acesso a mercados

Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.

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A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.

Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades

Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.

Entre os investimentos estão:

  • Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
  • Modernização de cantinas
  • Aquisição de uniformes e equipamentos
  • Condições mais seguras e adequadas de trabalho

Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes

O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.

Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:

  • Consultoria especializada
  • Organização documental
  • Monitoramento de práticas agrícolas
  • Apoio na comercialização dos créditos

O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.

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Agricultura regenerativa ganha espaço no campo

As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:

  • Plantio direto
  • Rotação de culturas
  • Sistemas agroflorestais
  • Uso racional de insumos
  • Essas práticas contribuem para:
  • Melhoria da saúde do solo
  • Maior retenção de água
  • Redução da erosão
  • Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento

O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.

Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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