Tribunal de Justiça de MT

Reunião Estratégica amplia metas para 2024 com foco no Selo Diamante de Qualidade CNJ

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Com periodicidade quadrimestral, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, abriu a primeira Reunião de Análise Estratégica (RAE) de 2024, realizada de forma virtual, com a participação de desembargadores (as), juízes (as), coordenadores e líderes das áreas técnicas, enfatizando sobre a importância do trabalho em equipe para a superação de desafios internos e o atendimento dinâmico da sociedade.
 
Na RAE são avaliados os resultados obtidos em relação ao Plano de Diretrizes e Metas estabelecido para o biênio 2023/2024, que alinhado ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, também atende o cumprimento dos macrodesafios nacionais colocados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme previsto na Resolução 325/2020.
 
“Estamos diante da oportunidade de fortalecer nossos alicerces, adotar inovações e aprimorar nossos processos, sempre com a perspectiva de proporcionar uma justiça que atenda plenamente as necessidades da sociedade a que servimos. Encerramos o primeiro ano da gestão, mantendo o foco nas diretrizes que pautam a gestão: a pacificação social, a gestão de pessoas, a gestão por processos e a tecnologia da informação. A colaboração e o engajamento de cada um de nós são fundamentais para o processo de crescimento conjunto do Poder Judiciário de Mato Grosso. Juntos, como uma equipe comprometida com a eficiência e a excelência, superaremos os desafios, transformando obstáculos em oportunidades de crescimento”, evidenciou a presidente Clarice Claudino.
 
A vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, ressaltou o espírito de união entre as equipes e a necessidade de que todos estejam coesos rumo ao enfrentamento dos desafios que se apresentam no horizonte. “Temos uma equipe unida, forte e comprometida em fazer com que o Tribunal de Justiça não só avance, como principalmente, cumpra seu papel maior, que é a entrega de uma justiça célere e cada vez mais humana. E para a vice-presidência está pronta para dar a sua contribuição”, ressaltou a vice-presidente.
 
O corregedor-geral da Justiça (CGJ-MT), desembargador Juvenal Pereira da Silva, parabenizou o trabalho realizado pela presidente Clarice Claudino à frente do Judiciário mato-grossense, e o desempenho da equipe técnica pela exposição e análise dos dados. “Quero parabenizar a desembargadora Clarice, assim como toda a equipe técnica pelos números apresentados, e desde já coloco o trabalho de toda a corregedoria à disposição para auxiliar nos avanços necessários”, definiu o corregedor-geral.
 
Como é de praxe, a Reunião de Análise Estratégica é conduzida pela Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Tribunal de Justiça, responsável por sintetizar e acompanhar a evolução dos principais indicadores locais e nacionais da gestão.
 
Cenários internos e externos com capacidade de impactar sobre o cumprimento das estratégias, como a desaceleração da economia mundial pelo terceiro ano consecutivo pós pandemia, a invasão da Ucrânia, a guerra no Oriente e a queda da produção de soja e milho em Mato Grosso, foram avaliados pelo coordenador da Coplan, Afonso Maciel, como condições que devem ser tratadas com atenção por todos, assim como o crescimento em 5% a.a. da Receita Corrente Líquida (RCL) e a redução gradativa da taxa de juros, com potencial de impactar positivamente para o desempenho das metas.
 
“É imensamente importante mantermos a integração e a transversalidade das áreas técnicas do Poder Judiciário, se quisermos melhorar nossos indicadores, cumprir nossas metas e atingir nossos maiores objetivos, entre eles, a conquista do Selo Diamante de Qualidade”, defendeu Afonso.
 
Selo Diamante de Qualidade – No ano em que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso comemora 150 Anos de instalação, a meta é superar os números que compõem os principais indicadores avaliados pelo CNJ.
 
Entre as principais metas nacionais avaliadas pelo CNJ estão: o Índice de Atendimento à Demanda, que mede a relação entre processos baixados e novos processos; a Taxa de Congestionamento Bruta, que mede o percentual de processos que ficaram parados sem solução, em relação ao total tramitado no período de um ano; e o Tempo de Tramitação dos Processos, que avalia o tempo médio da distribuição do processo até a sentença.
 
Para o Prêmio CNJ de Qualidade 2024, serão considerados os dados atualizados e compilados pela Base Nacional de Dados do Poder Judiciário – DataJud, no período de 1º de agosto de 2023 a 31 de julho de 2024, relativos ao desempenho dos eixos Governança, Produtividade, Transparência e de Dados e Tecnologia.
 
Das 11 metas nacionais avaliadas pelo Prêmio CNJ, seis (06) delas sofreram alterações para a edição 2024, ampliando os percentuais que deverão ser cumpridos pelos Tribunais, são elas: Julgar processos mais antigos; Estimular a Conciliação; Priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra a mulher; Estimular a inovação no Poder Judiciário; Impulsionar os processos de ações ambientais e os processos relacionados aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas, e Promover os direitos da Criança e do Adolescente.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), desembargadora Juvenal Pereira da Silva também participou da reunião.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida. Imagem da sala virtual de reunião com os rostos dos participantes da Reunião de Análise Estratégica.
 
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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