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Fapesp vai financiar pesquisa sobre indicação geográfica com participação do Mapa

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Foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) um projeto de pesquisa coordenado pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq/USP) que vai avaliar indicações geográficas brasileiras. A demanda foi discutida no âmbito do Fórum Paulista de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, cuja coordenação-geral atual está com a Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP).

O fórum reúne entidades públicas e privadas que trabalham com indicação geográfica (IG), uma política pública fomentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que tem como finalidade valorizar produtos ou serviços diferenciados e vinculados a determinado território, cultura e métodos específicos de produção. Com o selo de indicação geográfica, atribuído pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), os participantes envolvidos agregam valor aos produtos e fortalecem a cultura de associativismo.

A Fapesp aprovou o projeto no âmbito do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP). A Esalq será a instituição executora líder e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), representando a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado, será formalizada como instituição parceira. O acordo de cooperação técnica entre as duas instituições será assinado em breve.

O Mapa atuará como instituição colaboradora, tendo participado ativamente da concepção da proposta e das articulações institucionais. “Teremos ações de revisão, discussões conceituais e de interpretação de resultados, reuniões presenciais ou remotas, além de visitas técnicas ou treinamento”, aponta Francisco José Mitidieri, auditor fiscal federal agropecuário da SFA-SP e coordenador do Fórum Paulista.

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O título do projeto é “Fomento das indicações geográficas para o desenvolvimento sustentável no campo: indicações geográficas, relação custo-benefício para agroalimentos e difusão da prática como forma de agregar valor aos sistemas agrícolas brasileiros”.

OPORTUNIDADE

O professor Eduardo Spers, titular do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq e líder do projeto de pesquisa, disse que informalmente o trabalho já começou, pois várias reuniões das equipes estão em andamento. O financiamento será de aproximadamente R$ 300 mil para quatro anos de atividades. Bolsistas de graduação e pós-graduação devem ser contemplados pela iniciativa e há expectativa de que teses, dissertações, monografias e artigos científicos demonstrem os principais resultados.

Segundo ele, pesquisas envolvendo IG são relevantes para o Brasil por envolverem pequenos produtores. “É uma oportunidade de adicionar valor ao produto. A IG tem um papel econômico e social, além de gerar uma possibilidade de escolha para o consumidor”, afirmou. O projeto vai atuar como uma lupa sobre as circunstâncias em que as IGs foram criadas e como se desenvolveram. Serão estudados casos que deram certo e os que não avançaram. “Todo esse conhecimento será repassado ao poder público para que as futuras IGs tenham acesso a esses parâmetros”, explicou.

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Márcia Moraes, assessora da Cati, também demonstrou muito entusiasmo com o projeto. A coordenadoria é famosa pela capilaridade no Estado, tendo fácil acesso aos produtores rurais, o que poderá ajudar na aplicação de questionários e eventuais mobilizações. “O que é importante para se ter uma IG? São os fatores mais objetivos? Mais subjetivos? Mais quantitativos ou qualitativos? Sabemos que não é tão fácil definir isso e a participação de várias entidades nesse estudo é fundamental”, disse ela.

Desde 2019, Mitidieri, do Mapa, vem sendo convidado a fazer palestras em universidades sobre o tema. Como coordenador do Fórum Paulista, ele vislumbrou a importância da academia no colegiado e tem estimulado estudos envolvendo as IGs e marcas coletivas. “A academia tem um papel importante na formação dos alunos, futuros profissionais multiplicadores do tema”, disse o auditor fiscal. “Mitidieri tem sido o garoto-propaganda das IGs”, completou o professor Spers.

Para o superintendente do Mapa em São Paulo, Guilherme Campos, iniciativas como essa representam um divisor de águas para a agricultura brasileira. “O conhecimento científico sobre as indicações geográficas dará um norte para os produtores rurais e facilitará o processo de obtenção do selo. Todos ganham com isso”, afirmou.

Fonte: Assessora de Comunicação Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá divulga primeira lista de desclassificados do Programa Casa Cuiabana

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, publicou a primeira relação de candidatos desclassificados no âmbito do Programa Casa Cuiabana, referente ao sorteio realizado em 12 de dezembro de 2025. A informação consta da Portaria nº 07/2026 divulgada na Gazeta Municipal desta sexta-feira (22). Confira AQUI a lista dos candidatos desclassificados.

A relação inclui também candidatos que apresentaram recurso entre os dias 12 e 16 de janeiro de 2026, conforme previsto na Portaria nº 03/2025. Com o encerramento da fase recursal administrativa, não cabem novos recursos perante a Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, explicou que ainda há alguns nomes que dependem de retorno da Caixa Econômica Federal. Segundo ela, a divulgação da primeira lista de desclassificados foi feita para não atrasar o andamento do processo.

“Se o seu nome não está nesta lista, isso não significa que você já foi contemplado com a casa. Ainda há alguns nomes que dependem de retorno da Caixa Econômica Federal. Para não atrasar o processo, estamos publicando a lista neste momento, mas esses casos ainda estão em análise e podem sofrer alterações. Os nomes já publicados não têm mais recurso nesta etapa”, afirmou Michelle.

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De acordo com a portaria assinada pela secretária Michelle Dreher, durante o processo foram assegurados aos participantes os princípios do contraditório e da ampla defesa, com abertura de prazo para interposição de recursos.

Entre os motivos de desclassificação estão o não atendimento aos critérios estabelecidos na legislação habitacional vigente, nas normativas do Programa Casa Cuiabana e no edital de seleção. Cada candidato pode conferir o motivo da desclassificação por meio da codificação correspondente.

A relação foi divulgada após a conclusão de todas as etapas previstas no processo de seleção, incluindo análise documental, avaliação socioeconômica, cruzamento de informações cadastrais, diligências técnicas e apreciação dos recursos administrativos apresentados pelos candidatos.

Confira a codificação dos motivos de desclassificação:

D01 – NIS e dados cadastrais: NIS excluído, desatualizado, vinculado a outro município, inexistente, irregular, com tempo insuficiente de cadastro ou divergência de informações cadastrais e/ou autodeclaratórias.

D02 – Restrições conforme as normativas do programa: não enquadramento como responsável familiar e/ou existência de impedimentos conforme as regras do programa.

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D03 – Renda: renda familiar superior ao limite estabelecido ou incompatibilidade identificada em bases oficiais, como RAIS, FGTS e MEI.

D04 – Análise técnica e restrições: inconsistências apontadas em análise técnica e/ou por agente financeiro, incluindo registros no CADIN, SIACI, CADMUT, restrições cadastrais, propriedade, posse ou financiamento de imóvel.

D05 – Documentação e situação habitacional: não apresentação de documentos obrigatórios, documentação incompleta ou entregue fora do prazo.

D06 – Desistência: manifestação expressa de desistência do beneficiário em prosseguir no programa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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