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Enoturismo: Vinícola nos Altos Montes promove passeio de vespa pelos vinhedos

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A região dos Altos Montes, que engloba os municípios de Flores da Cunha e Nova Pádua, na Serra Gaúcha, apresenta inúmeros atrativos para os seus visitantes, especialmente quando a atividade envolve enoturismo. Entre as atrações promovidas está o passeio de vespa, que leva o turista aos vinhedos da vinícola Caetano Vicentino Vinhas e Vinhos.

A ação, promovida em parceria entre a vinícola (que faz parte da Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes) e a empresa Giro di Pádua, mostra os encantos do município através de um divertido passeio com a scooter elétrica.

“O passeio com as Vespas do Giro di Pádua inclui conhecer os principais pontos turísticos do Pequeno Paraíso Italiano e nossa vinícola está neste agradável passeio. Neste vinhedo estão as videiras dos vinhos que futuramente receberão o selo da Indicação de Procedência dos Altos Montes”, comenta a enóloga Graziela Boscato.

O vinhedo e a estrutura da vinícola se localizam na Estrada Curuzu, interior de Nova Pádua/RS, e compreende seis hectares. Durante a atração, o turista tem a liberdade de conduzir a vespa por todas as estradas do vinhedo. “Nós direcionamos para a via Cabernet Franc que passa no meio do vinhedo e conta com a beleza da videira subindo pelos fios de condução do vinhedo”, explica.

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O divertido passeio envolve não só apreciar a vista e aprender a dirigir uma scooter elétrica, mas também degustar de dois a três rótulos da Caetano Vicentino Vinhas e Vinhos, na presença da enóloga e conhecer a charmosa e acolhedora cidade.

A ideia surgiu após um passeio realizado por Rafael Sonda, da Giro di Pádua, durante uma visita à Toscana – Itália. “Quando começamos a montar os roteiros a ideia sempre foi de fazer uma ligação entre os empreendimentos turísticos e o próprio interior do município. […] São sete vespas disponíveis, sendo uma para o guia e seis para o grupo que ainda pode levar alguém na garupa”, disse Rafael.

Os passeios são realizados com pequenas turmas, a partir de quatro pessoas. “São passeios guiados e estamos fazendo uma rota típica pelo interior de Nova Pádua partindo do centro indo até a vinícola Caetano Vicentino. Continuamos o passeio até a Adega Dom Camilo onde também acessamos a área do lago para apreciar a vista além de que podemos fazer um piquenique. Passamos pelo varejo onde encontramos produtos coloniais e retornamos. Em todos os pontos paramos para fotos e curtir as paisagens”, detalha.

A atividade tem duração de 3h30 a 4h, aproximadamente. O roteiro pode ser adaptado de acordo com o desejo do grupo. Podem participar da atividade de enoturismo todos os condutores maiores de 18 anos. Entretanto, é necessário realizar um agendamento prévio diretamente com a empresa Giro di Pádua através do WhatsApp (54) 98126-6044 ou pelo Instagram @girodipadua.

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“É um passeio muito diferente do que o turista é acostumado ou espera. Dolce vita. Essa é a essência que quero passar para as pessoas. Pilotando uma vespa pelo interior e pelos vinhedos sentimos verdadeiramente uma leveza e bem-estar único. Oferecemos memórias para sua vida”, ressalta Rafael.

Ao todo, 18 vinícolas fazem parte da Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes. São elas: Boscato Vinhos Finos, Caetano Vicentino – Vinhas & Vinhos, Cantina Gelain, Casa Eva Vinhos e Vinhedos, Casa Venturini Vinhos e Espumantes, Cave de Angelina – Vinhos & Vinhedos, Famiglia Veadrigo, Fante Bebidas, Luiz Argenta Vinhos Finos, Terrasul Vinhos Finos, Vinhos Fabian, Vinhos Viapiana, Vinícola Bebber, Vinícola Família Ulian, Vinícola Marzarotto, Vinícola Mioranza, Vinícola Monte Reale e Vinícola Panizzon. Mais informações podem ser obtidas em @altosmontesoficial.

Fonte: Usina de Notícias

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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