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Panorama da indústria de charutos premium no Brasil: desafios e oportunidades

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A indústria de charutos premium no Brasil navega em um mar de oportunidades e desafios. Apesar da tradição que vem desde a época do Brasil imperial e do potencial de crescimento, o setor enfrenta obstáculos que exigem soluções inovadoras e políticas de governo adequadas.

A JAMM, empresa sediada em Alagoinhas na Bahia, por exemplo, destaca-se por investir em tecnologia de ponta no cultivo do fumo, irrigação automatizada e equipamentos agrícolas modernos que garantem a qualidade da matéria-prima, fundamental para a produção de charutos premium. No entanto, é importante ressaltar que tais inovações se concentram no cultivo e não na etapa artesanal de produção dos charutos.

O setor gera renda e oportunidades de emprego, especialmente para pessoas sem qualificação específica para outras atividades. As charuteiras, responsáveis pela produção manual, representam a alma da indústria. Entretanto, a alta carga tributária e a cobrança indevida do IPI, imposto sobre produtos industrializados, que é de 30%, incidem sobre um produto que não é industrializado, ou seja, feito 100% de forma manual.

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No mercado internacional, o Brasil encontra barreiras à exportação. As taxas de importação brasileiras, que giram em torno de 26%, são consideravelmente mais altas que as de países como Nicarágua, República Dominicana e Cuba, que pagam em média 6%. Essa disparidade coloca o Brasil em desvantagem competitiva no cenário global.

Outro desafio enfrentado pelo setor é a diferença entre a produção manual de charutos e a produção mecanizada de cigarros. A mão de obra qualificada das charuteiras limita a produção a 120-200 charutos por dia, enquanto máquinas produzem até 30 mil cigarros por minuto. Essa disparidade, muitas vezes ignorada nas políticas governamentais, exige reconhecimento da singularidade do charuto premium.

O tabaco, componente essencial do charuto, possui raízes profundas na história e na economia brasileira. Outrora o principal produto agrícola ao lado do café, o tabaco ainda tem 95% da produção exportada. A importância cultural e econômica do tabaco, presente até na bandeira da república, deve ser valorizada e considerada nas políticas que afetam o setor.

Diante dos desafios, o futuro da indústria de charutos premium no Brasil depende de medidas que incentivem a inovação, reduzam a carga tributária e facilitem a exportação. Reconhecer o valor cultural e histórico do tabaco, além do potencial de geração de renda e emprego, é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor.

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Fonte: JAMMCigar

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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