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Variações nos contratos futuros de açúcar refletem incertezas climáticas no Brasil

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Os contratos futuros do açúcar apresentaram uma performance mista nas bolsas internacionais, encerrando o dia 22 de forma variada. Essas oscilações ainda refletem as incertezas relacionadas aos impactos climáticos no Brasil, que é o maior produtor mundial dessa commodity.

Na ICE Futures em Nova York, o açúcar bruto registrou movimentos diversos. O contrato de março/24, marcado por uma maior liquidez, encerrou o dia com uma valorização de 6 pontos, estabelecendo-se em 22,83 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, as cinco telas subsequentes fecharam no vermelho, com variações entre 6 e 17 pontos. Destaca-se ainda o aumento de 2 e 3 pontos nas telas de julho e outubro/25, respectivamente.

No cenário europeu, na ICE Futures Europe de Londres, as seis primeiras telas do açúcar branco apresentaram desvalorizações. O vencimento de maio/24 foi negociado a US$ 619,70 por tonelada, registrando um recuo de 5,80 dólares em relação ao dia anterior. A tela de agosto/24 também experimentou uma queda de 5,50 dólares, sendo negociada a US$ 606,50 por tonelada. Os demais contratos oscilaram entre uma baixa de 4,30 e uma alta de 1,70 dólar.

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No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, indicou um aumento nas cotações do açúcar cristal, com as usinas negociando a saca de 50 quilos a R$ 145,25. Esse valor representou uma valorização de 0,16% em comparação com o dia anterior.

Quanto ao etanol hidratado, após quatro dias consecutivos de alta, observou-se uma queda. O Indicador Diário Paulínia registrou a negociação a R$ 2.258,50 o m³ nesta quinta-feira, contra R$ 2.263,50 o m³ no dia anterior, refletindo uma desvalorização de 0,22%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CTNBio aprova nova biotecnologia do CTC para cana com resistência à broca e tolerância a herbicidas

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O setor sucroenergético brasileiro deu mais um passo no avanço da biotecnologia aplicada à produção de cana-de-açúcar. O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) anunciou a aprovação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do primeiro evento da tecnologia VerdPRO2, nova geração de cana geneticamente modificada desenvolvida pela companhia.

A nova plataforma biotecnológica reúne resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma única solução, ampliando as ferramentas de manejo para produtores e usinas em um cenário de crescente busca por produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo.

Nova tecnologia busca reduzir perdas bilionárias nos canaviais

Segundo o CTC, a VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura da cana-de-açúcar: o controle da broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas.

A broca está presente em praticamente todos os canaviais brasileiros e provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando diretamente a produtividade, o peso da cana e o teor de açúcar.

Já o controle de plantas invasoras exige elevados investimentos em herbicidas e operações agrícolas, gerando custos superiores a R$ 6 bilhões anuais ao setor.

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Com a nova tecnologia, o objetivo é ampliar o controle da praga e simplificar o manejo de espécies invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduzindo riscos de fitotoxicidade e aumentando a estabilidade produtiva ao longo do ciclo da cultura.

Plataforma VerdPRO2 amplia soluções para o setor sucroenergético

De acordo com o CEO do CTC, César Barros, a aprovação representa um novo marco para a biotecnologia no setor sucroenergético brasileiro.

A tecnologia é resultado de um amplo processo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, consolidando uma abordagem integrada para o manejo agrícola nos canaviais.

Além da resistência genética à broca-da-cana, a plataforma oferece maior eficiência operacional e deverá contar com mais de 14 produtos comerciais voltados ao mercado.

Chegada ao mercado está prevista para a safra 2026/27

Após a conclusão dos trâmites legais e regulatórios, a previsão é de que a VerdPRO2 chegue ao mercado na safra 2026/27.

Segundo o CTC, a introdução da tecnologia será realizada de forma gradual e próxima aos clientes, permitindo demonstrações práticas em condições reais de cultivo.

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O modelo prevê acompanhamento técnico das áreas comerciais, geração de dados de desempenho no campo e adaptação das recomendações de manejo conforme as necessidades dos produtores e usinas parceiras.

Biotecnologia reforça meta de dobrar produtividade da cana até 2040

A aprovação da VerdPRO2 reforça a estratégia do CTC de ampliar o uso da biotecnologia no desenvolvimento da cana-de-açúcar brasileira.

A nova plataforma representa uma evolução em relação à primeira geração de biotecnologia lançada pela companhia em 2017 e integra o plano da empresa de desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cultura até 2040.

A estratégia combina avanços em genética, biotecnologia, novas técnicas de plantio e manejo agrícola, em linha com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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