Tribunal de Justiça de MT

Novos desembargadores conhecem estrutura administrativa e definem áreas de atuação

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Os novos desembargadores e nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participaram, na manhã desta quinta-feira (22 de fevereiro), da primeira reunião administrativa no cargo, em que foram recebidos pela desembargadora presidente, Clarice Claudino da Silva, e seus juízes auxiliares, no Palácio da Justiça.
 
“Nós mantivemos um diálogo inicialmente de boas-vindas, de tira-dúvidas, de acolhida para que todos se sintam pertencentes e bastante engajados na nossa nova trajetória de cada uma deles dentro da nossa casa. Também cuidamos de ouvir cada um para a lotação que gostariam de ter. Eles também ouviram as áreas mais próximas envolvidas para obter informações iniciais de sistemas, de gabinete, de como iniciar os trabalhos. Então foi um bate papo bastante produtivo, descontraído. Acredito que todos saíram alegres e confiantes para dar o pontapé inicial nessa nova etapa da carreira”, diz a presidente.
 
Conforme Clarice Claudino, os novos desembargadores e nova desembargadora também já foram convidados a participar do webinário sobre o Prêmio CNJ de Qualidade e reunião administrativa estratégica, que ocorrerão nesta sexta-feira (23), para que se juntem também na meta de obter para o Judiciário mato-grossense o Selo Diamante de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Há quatro anos consecutivos, o TJMT é detentor do Selo Ouro.
 
“Nós temos a preocupação de manter esse ritmo que o nosso tribunal tem. É um dos tribunais que tem a menor taxa de congestionamento do país e nós esperamos melhorar ainda mais essa performance, com a integração desses novos membros. Alguns deles vão para gabinetes que já tem um estoque bastante atraente para começar num ritmo bastante acelerado. E é isso que eles estão se disponibilizando a fazer: continuar nessa busca pelo selo Diamante para o nosso tribunal”, avalia a presidente.
 
Para o desembargador Hélio Nishiyama, a reunião foi produtiva. “Tivemos uma excelente recepção, tanto da presidente quanto de seus auxiliares, das coordenadorias. Foi nos apresentada a estrutura do Poder Judiciário internamente. Houve já a definição da lotação dos novos desembargadores. Foi um primeiro contato excelente, produtivo em todos os aspectos. E encerramos essa reunião de forma muito realizada”, afirma.
 
O novo membro da Corte estadual, oriundo da vaga destinada ao Quinto Constitucional da Advocacia, comenta ainda a forma como pretende atuar na magistratura. “A advocacia, assim como a magistratura, está para a população, para o sistema de justiça. E eu penso que o eixo principal que eu defendo é a eficiência. E ela se pauta em vários pilares: qualidade de decisão, urbanidade ao advogado, ao jurisdicionado, ao servidor público, ao colega. São as principais características que eu quero sim e vou imprimir no meu gabinete”.
 
Também participaram da reunião de boas-vindas aos novos membros do TJMT os juízes auxiliares da Presidência, Túlio Duailibi Alves de Souza, Jones Gattass e Viviane Brito Rebello, a diretora-geral Euzeni Paiva de Paula e as coordenadoras de magistrados e judiciária, Renatta Tirapele e Rose Pincerato.
 
Lotações dos desembargadores – Na oportunidade, os novos desembargadores e nova desembargadora foram lotados nas Câmaras Recursais. Os desembargadores Rodrigo Roberto Curvo e José Luiz Leite Lindote atuarão na 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, que é presidida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Os desembargadores Marcos Regenold Fernandes e Jorge Luiz Tadeu Rodrigues foram lotados na 2ª Câmara Criminal, presidida pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro.
A desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo e o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia trabalharão na 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.
 
Já os desembargadores Lídio Modesto da Silva Filho e Hélio Nishiyama serão responsáveis por julgar processos da 4ª Câmara Criminal, presidida pelo desembargador Pedro Sakamoto.
 
Com a ampliação de 30 para 39 vagas de desembargadores, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ampliou o número de Câmaras Recursais, visando atender com maior agilidade as demandas judiciais no segundo grau. As instalações da 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, da 4ª Câmara Criminal e da 5ª Câmara de Direito Privado foram oficializadas na quarta-feira (21 de fevereiro), com a publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJE).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto em plano aberto que mostra a sala de reunião da Presidência do TJ, com a presidente Clarice Claudino sentada na cabeceira da mesa, ladeada pelos juízes auxiliares, diretora-geral, coordenadoras e novos desembargadores e nova desembargadora. A sala tem o piso preto; no canto esquerdo, estão os mastros com as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e da Justiça. Segunda imagem: Presidente Clarice Claudino concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma senhora de pele clara, olhos verdes, cabelos curtos, lisos e loiros, usando vestido na cor vinho, brincos e colar de pérolas. Atrás delas, há mastros com bandeiras. Terceira imagem: Desembargador Hélio Nishiyama concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem com traços orientais, cabelo preto e curto, barba e olhos escuros, usando camisa branca, gravata e terno cinza e óculos de grau.
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça de MT não cumpre reintegração de posse há 19 anos e gera prejuízo milionário

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O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça
O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça

A demora de quase duas décadas no cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse da Fazenda Poconé, em Querência (945 km de Cuiabá), segundo a defesa, teria causado prejuízo na ordem de R$ 500 milhões referente a lucros cessante do Espólio de Itagiba Carvalho Diniz.

O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça, para apurar a conduta do juiz e diretor da Comarca, Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, e da secretaria da Vara Única de Querência-MT, que é responsável pela ação.

A matéria voltará à pauta da Corte no próximo dia 29 de julho, quando os desembargadores analisarão mais de dez incidentes processuais que, conforme o espólio, ainda impedem a conclusão da fase de execução e a restituição integral da propriedade.

“Embora a sentença que reconheceu o direito possessório do espólio tenha transitado em julgado em 2007 e uma segunda sentença tenha definido os limites da fazenda após extensa produção de provas e perícias técnicas que se prolongou por quase 30 anos, a maior parte da área permanece fora da posse dos proprietários”, sustentam os advogados.

Levantamentos técnicos anexados ao processo indicam que a Fazenda Poconé possui 7.237 hectares, dos quais aproximadamente 3.921 hectares são agricultáveis.

Desse total, apenas 604 hectares estariam atualmente sob posse direta do espólio. Outros 3.317 hectares permanecem pendentes de restituição e continuam sendo explorados economicamente por terceiros, segundo a petição.

O espólio afirma que cerca de 1.653 hectares de lavouras seguem sendo cultivados por empresas e produtores que figuram na própria ação judicial, enquanto outros ocupantes apresentaram embargos de terceiro para tentar impedir ou retardar o cumprimento das decisões judiciais.

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Para os proprietários, a demora na execução permitiu que a área permanecesse produzindo riqueza por mais de 20 anos, apesar da existência de decisões judiciais favoráveis ao espólio.

Compromisso firmado antes da disputa

Um dos documentos anexados aos autos, revela um ‘Termo de Compromisso’, firmado em 5 de maio de 1997 pelos então proprietários das áreas envolvidas na futura ação demarcatória.

No documento, os signatários assumiram o compromisso de preservar a situação existente até a definição técnica dos limites das propriedades. O texto estabelece que eles se obrigavam a “não realizar alteração alguma e expansão das respectivas posses atuais enquanto não se proceder o levantamento topográfico que as delimite e as caracterize segundo a titulação legítima”, prevendo que a demarcação seria realizada “por meio judicial ou amigável”.

O compromisso também registra que “a atual localização das posses não representa em definitivo a coerência destas com os respectivos títulos de domínio que cada um detém” e determina que o grupo tinha a obrigação de “promover a demarcatória a fim de definir a propriedade e em consequência a posse”.

Na avaliação do espólio, o documento demonstra que os próprios signatários concordaram em submeter a definição dos limites ao resultado da futura demarcação judicial, comprometendo-se a respeitar a solução técnica do conflito.

Patrimônio continua produzindo riqueza

Enquanto a execução permanece pendente, a atividade agrícola continua em ritmo intenso na região. Segundo o relatório consolidado de capacidade financeira que A Gazeta teve acesso, diversos ocupantes ou pessoas ligadas às áreas em disputa possuem patrimônio rural expressivo, empresas e participações societárias relevantes.

Entre eles está a Indústria e Comércio de Máquinas Agrícolas Mantovani Ltda., empresa com capital social de R$ 3 milhões e proprietária da Fazenda Paraíso, em Ribeirão Cascalheira, com mais de 2.400 hectares.

O relatório também aponta que Benildo Carvalho Teles possui patrimônio rural no Pará, participação na AgroGalaxy, da qual alienou ações em operação superior a R$ 31 milhões, além de integrar empresas do agronegócio com capital superior a R$ 15 milhões.

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Outro é Claudio Augusto Diniz, proprietário de fazendas em Mato Grosso e Goiás, sócio de empresas rurais e credor da recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy em mais de R$ 3,2 milhões.

O levantamento ainda relaciona a JMSW Agropecuária Ltda., empresa voltada ao cultivo de soja com capital social de R$ 17,6 milhões e proprietária de fazenda superior a 7 mil hectares em Querência.

Também aparecem produtores rurais e empresários como Leandro De Conti, Adalberto Backes, Carlos Caneppele, Gelson Caneppele, Sérgio Caneppele, Ivanete Lurdes Caneppele, Leandro Caneppele, Fernando Passinatto, José Adelar Jaenisch, além das empresas AGL Administradora e Participações Ltda. e MPS Empreendimentos Imobiliários Ltda., todos descritos como proprietários de imóveis rurais, beneficiários de financiamentos públicos ou integrantes de grupos empresariais ligados ao agronegócio.

O relatório atribui a esse conjunto de pessoas físicas e jurídicas patrimônio imobiliário rural, empresas e ativos considerados de elevada expressão econômica.

Julgamento

O espólio sustenta que a controvérsia deixou de ser sobre quem é o proprietário da Fazenda Poconé. Segundo os advogados, a discussão atual restringe-se ao cumprimento de decisão já transitada em julgado e à retirada dos ocupantes remanescentes.

A expectativa é que o julgamento marcado para 29 de julho pelo TJMT destrave a fase de execução e permita a efetiva restituição da área, encerrando um litígio que se arrasta há quase duas décadas e que, segundo o espólio, gerou perdas patrimoniais estimadas em aproximadamente R$ 500 milhões em razão da exploração agrícola contínua da fazenda.

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