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Marco Histórico: Austrália aprova a primeira banana transgênica do mundo

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A Food Standards Australia New Zealand (FSANZ), agência reguladora australiana e neozelandesa, anunciou hoje à Reunião de Ministros de Alimentos (FMM) que deu aprovação ao evento de biotecnologia “QCAV-4” para bananas como seguro para o consumo humano. Agora, o FMM, composto por ministros dos governos estaduais e territoriais da Austrália, além dos governos da Austrália e Nova Zelândia, tem um prazo de 60 dias para ratificar a decisão da FSANZ ou solicitar uma revisão.

A banana QCAV-4 marca um avanço notável como a primeira banana geneticamente modificada do mundo a obter aprovação para produção comercial. Além disso, é a primeira fruta australiana geneticamente modificada aprovada para cultivo no país. Essa variedade de banana apresenta potencial para oferecer uma rede de segurança contra o fungo tropical devastador da raça 4, responsável pela Doença do Panamá (TR4), uma ameaça séria para a indústria global da banana, avaliada em 20 bilhões de dólares.

O professor James Dale, renomado pesquisador da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), e sua equipe dedicaram mais de 20 anos ao desenvolvimento e cultivo de bananas Cavendish geneticamente modificadas. A aprovação do QCAV-4 representa um avanço significativo na pesquisa biotecnológica, oferecendo uma solução potencial para proteger a indústria da banana contra a ameaça constante da Doença do Panamá.

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A decisão do FMM nos próximos 60 dias será crucial para determinar a implementação e aceitação efetiva dessa inovação biotecnológica na indústria agrícola australiana. “Este é um passo crucial para o QCAV-4 e ocorre após muitos anos de desenvolvimento”, afirmou o professor Dale.

“Acolhemos positivamente esta decisão, pois representa um avanço significativo na construção de uma rede de segurança para as bananas Cavendish em todo o mundo contra o TR4, que já causou impactos em diversas partes do globo.”

As bananas QCAV-4, resultado da colaboração entre academia, governo e indústria, passaram por testes de campo no Território do Norte por mais de sete anos, demonstrando alta resistência à Doença do Panamá TR4.

A propagação da Doença do Panamá TR4 já resultou na paralisação da produção de banana Cavendish na Ásia, começou a se disseminar na América do Sul e atualmente está presente na Austrália, abrangendo o Território do Norte e o norte de Queensland.

O QCAV-4 é uma variedade de banana Cavendish Grand Nain bioengenheirada com um único gene de resistência à banana, RGA2, proveniente de uma banana selvagem do sudeste asiático, Musa acuminata ssp malaccensis. Embora as bananas Cavendish já possuam o gene RGA2, ele se encontra inativo até a intervenção bioengenheirada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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