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Conheça os novos desembargadores que passam a compor o TJMT em 2024

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Tomaram posse nesta quarta-feira (21 de fevereiro) oito novos desembargadores que passam a compor a Corte Estadual de Justiça de Mato Grosso. Seis juízes de Direito, um promotor de justiça e um advogado foram empossados como os novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, completando as 39 cadeiras atuais de desembargadores e desembargadoras que integram o Segundo Grau de jurisdição do Estado.
 
A primeira empossada foi a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, aos 63 anos, juíza por 32 anos, promovida pelo critério de antiguidade. Ela é casada, mãe de Carolina e Mateus e avó de Joaquim.
 
A magistrada se emocionou no discurso de posse, enfatizando o sentimento de gratidão e o comprometimento com que sempre desempenhou seu trabalho, de forma eficiente e séria. “O sentimento é de gratidão a Deus, pela saúde por todos esses anos de trabalho, à minha família, meus assessores. Sempre trabalhei muito, vou continuar trabalhando com afinco e perseverança, agora no Segundo Grau, e espero colaborar com o tribunal”.
 
O desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues foi o segundo empossado, aos 68 anos, com 32 anos de magistratura. Natural de Três Passos (RS), formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1982, e ingressou na magistratura mato-grossense em 1992.
 
“É o coroamento de uma trajetória. São mais de 30 anos de dedicação exclusiva com muito afinco para trazer a esperança aqueles que têm alguma questão a ser resolvida e querem justiça. Tenho certeza que será uma experiência muito boa para mim, vou aprender muito e, dentro das minhas possibilidades, espero dar minha contribuição dentro da diversidade que cada um representa nesse aspecto do que é a justiça”, destacou.
 
O desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro foi o terceiro a tomar posse na solenidade, aos 49 anos de idade, dos quais 24 foram dedicados à magistratura mato-grossense.
 
Saboia é natural do Rio de Janeiro, mas cresceu em Cuiabá, é casado e tem três filhos e duas enteadas. Formou-se em Direito pela Universidade de Cuiabá em 1997 e pouco tempo depois passou em primeiro lugar no concurso da magistratura do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, tomando posse em 1999.
 
“Estou me sentindo muito feliz, muito grato e muito honrado. Grato por toda a minha família, que me ajudou sempre, grato por Deus que me deu força para chegar onde cheguei e muito feliz por compor uma Corte como é o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que é referência nacional, que temos resultados para apresentar. Sou muito feliz por ter colaborado com esses resultados no primeiro grau e agora acreditar que podemos potencializar e melhorar isso no segundo grau, principalmente com a ampliação de desembargadores como está acontecendo hoje”, expressou o novo desembargador.
 
Na sequência, foi empossado o desembargador Rodrigo Roberto Curvo, que também falou, em nome dos juízes promovidos pelo critério de merecimento. Ele destacou a importância do trabalho dos assessores, servidores e colaboradores, a premiação do Selo Ouro ao TJMT por quatro anos consecutivos, a pujança do estado de Mato Grosso e a modernização e aprimoramento do Poder Judiciário.
 
“Quando a tocha passa para a mão de outra geração, cabe a esta corresponder à altura. Nós, que estamos agora assumindo esta erguida responsabilidade, vamos arregimentar forças para corresponder com galhardia à expectativa. Esse é o papel que o destino nos reserva. Tranquiliza-nos saber que estamos ladeados por verdadeiras luminárias do Direito, por grandes mulheres e homens públicos, singulares e exemplares juristas”, discursou.
 
O juiz Lidio Modesto da Silva Filho foi o 5º a tomar posse na solenidade, aos 52 anos e 25 anos de magistratura em Mato Grosso. Ele é casado com a servidora Sheila Modesto, tem três filhas: Mariana, Natália e Juliana e é avô de Enrique.
 
“Para um magistrado, sobretudo com 25 anos de carreira, há sempre um sonho de ser desembargador, chegar no ápice da carreira, algo que parecia muito distante. Após tantas experiências, entrâncias, atividades administrativas e jurisdicionais, isso faz com que esse sonho vá se aproximando cada vez mais e nós nos sentimos credenciados para poder colaborar ainda mais com o Poder Judiciário e hoje tivemos a felicidade, eu e toda a minha família, de ser agraciado para ser um membro do Tribunal de Justiça do meu estado”.
 
Em seguida, o desembargador José Luiz Leite Lindote foi empossado pela presidente Clarice Claudino da Silva. O magistrado tem 60 anos, é juiz há 24 anos, é casado com Eva de Almeida Nunes Lindote e pai de Marcus e Susan.
 
“É uma emoção muito grande a posse como desembargador. Espero continuar contribuindo com o Poder Judiciário como sempre fiz em toda a minha carreira trabalhando para engrandecer o Poder do nosso estado ainda mais do que já é. O Poder Judiciário está aqui para prestar serviço, sobretudo às pessoas mais necessitadas e carentes, que devem ter prioridade, sem deixar de prestar a justiça a todos”, ressaltou.
 
Compondo o quinto constitucional pela vaga destinada ao Ministério Público, o desembargador Marcos Regenold Fernandes foi empossado na solenidade. Ele tem 52 anos de idade e foi promotor de justiça em Mato Grosso durante 26 anos.
 
No pronunciamento de posse, o desembargador relembrou a memória de seu pai, Carlos Fernandes, que faleceu quando ele tinha apenas 16 anos, dedicou homenagens aos familiares e amigos, além de agradecer aos colegas do Ministério Público.
 
“Peço licença aos meus novos pares, senhores desembargadores, para adentrar neste plenário com toda a humildade de quem quer aprender sem medo de errar e sem receio de mudar. Estou ciente da importância de trabalharmos em conjunto, com diálogo e respeito mútuo para alcançarmos decisões que estejam à altura da confiança depositada em nós pelos cidadãos. A contribuição que quero desde já trazer está fundamentada em algumas premissas que nesses 30 anos de profissão eu procurei sempre empregar. Primeiro: fora da caridade não há salvação. A verdade uma hora prevalecerá. A luz sempre espanta a escuridão. O bem sempre vence o mal. E nunca devemos perder a fé”, discursou.
 
Por fim, o último empossado foi o desembargador Hélio Nishiyama, que também ascendeu ao cargo pelo quinto constitucional, representando a advocacia por meio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
 
O novo desembargador contou que já foi operário de fábrica no Japão antes de se formar em Direito, agradeceu aos seus pais, irmã e esposa, ressaltou que sempre se sentiu um homem abençoado e fez uma analogia entre a sua chegada ao Poder Judiciário como um rio que desemboca no mar.
 
“Um rio não faz a distinção entre as pessoas. Não lhes pergunta antes de nele entrar qual é a sua condição social, intelectual ou moral. Apenas lhe banha com água e alimento para seu sustento, sem julgamentos. É assim que eu vejo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, um grande rio que passa pelas nossas cidades, banhando-as com justiça e pacificação social. É da maior honra da minha vida servir como desembargador junto aos melhores e mais competentes profissionais do Poder Judiciário”, pronunciou.
 
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro e Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sete projetos do Poder Judiciário de Mato Grosso concorrem ao Prêmio Innovare 2026

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Mais do que cumprir metas de produtividade e reduzir o tempo de tramitação dos processos, o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) vem consolidando uma atuação que ultrapassa os limites dos fóruns e tribunais. Esse trabalho ganha reconhecimento nacional em 2026 com a seleção de sete práticas para a 23ª edição do Prêmio Innovare, uma das mais importantes premiações jurídicas do país.

Criado para identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil, o Prêmio Innovare reconhece iniciativas que ampliam o acesso à Justiça, simplificam procedimentos e geram impacto social. A premiação contempla sete categorias: Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, Justiça e Cidadania e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Neste ano, as iniciativas mato-grossenses mostram que inovar no Judiciário significa, sobretudo, melhorar a vida das pessoas. Conheça as práticas do PJMT selecionadas.

Grande público acompanha programação do TJMT Inclusivo, que reuniu educadores e cuidadores em debate sobre autismo e direitos das pessoas com deficiência.TJMT Inclusivo – Capacitação em Autismo (Categoria Juiz)

Desenvolvido pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, sob a coordenação da vice-presidente do Tribunal de Justiça e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o programa promove formação sobre transtornos do neurodesenvolvimento, direitos das pessoas com deficiência e práticas inclusivas. Somente em abril deste ano, reuniu 2.180 participantes, entre magistrados, servidores, educadores, profissionais da saúde, cuidadores, familiares e representantes da sociedade civil, fortalecendo a construção de ambientes mais acessíveis.

Grupo de corredores com camisas azuis se alonga na linha de largada de uma corrida de rua. Dois instrutores de costas, em cima de um tapete vermelho, orientam os exercícios de aquecimento.2ª Corrida da Justiça e Cidadania (Categoria Juiz)

Realizada pela Comarca de Rondonópolis e coordenada pela diretora do Foro, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, a corrida integra magistrados, servidores e comunidade em torno da promoção da saúde, da qualidade de vida e da solidariedade. Os recursos arrecadados são destinados a instituições sociais do município, reforçando o compromisso do Judiciário com a responsabilidade social.

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Homem de terno discursa em reunião. Ao fundo, tela verde com Sistema Hannah (Categoria Juiz)

Desenvolvido pela vice-presidência do TJMT, sob a tutela do juiz-auxiliar Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, o projeto é uma solução de Inteligência Artificial que auxilia o juízo de admissibilidade de recursos especiais e extraordinários. A ferramenta analisa automaticamente 14 critérios objetivos, organiza as informações do processo e agiliza a elaboração das decisões, tornando mais eficiente o trabalho de magistrados e servidores.

Em fase experimental, o sistema já apresenta resultados na redução do tempo de análise dos recursos. A tecnologia atua como suporte técnico, enquanto a decisão final permanece sob responsabilidade do magistrado, garantindo segurança jurídica e análise individualizada de cada caso.

Embaixo de uma tenda, mulher segurando na mão da filha pequena recebe doação de uma bolsa das mãos de voluntária da Expedição Justiça Sem Fronteiras.Justiça Sem Fronteiras (Categoria Tribunal)

Voltado a comunidades da faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, o projeto leva serviços judiciais, de cidadania, saúde, educação, cultura e orientação jurídica a populações em situação de vulnerabilidade. A iniciativa reúne dezenas de instituições parceiras e amplia o acesso a direitos em regiões de difícil atendimento. O projeto foi idealizado e é conduzido pelo coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho.

Sala de atendimento da Expedição Araguaia-Xingu reúne profissionais e moradores em ambiente simples, com paredes azul e branca e carteiras escolares. Mulheres atendem com notebooks, enquanto pacientes aguardam sorridentes.Expedição Araguaia-Xingu (Categoria Tribunal)

Referência nacional em Justiça itinerante, a ação da Justiça Comunitária percorre milhares de quilômetros para atender comunidades rurais, ribeirinhas e povos indígenas em regiões remotas de Mato Grosso. A força-tarefa oferece emissão de documentos, orientação jurídica, mediação de conflitos, atendimentos de saúde, vacinação, serviços previdenciários e ações ambientais, garantindo cidadania a populações historicamente invisibilizadas. O projeto é coordenado pelo coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho.

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Foto horizontal em plano aberto que mostra um servidor com camiseta cinza do programa Verde Novo entregando muda de planta para duas mulheres, no pátio da Escola Municipal Dom Bosco. Na frente deles, sobre uma mesa, há diversas mudas de plantas. Programa Verde Novo (Categoria Juiz)

Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo, o programa promove arborização urbana, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental. Desde 2017, já distribuiu mais de 250 mil mudas de espécies nativas e frutíferas, incentivando a participação da sociedade na construção de cidades mais sustentáveis.

Homens que Cuidam (Categoria Justiça e Cidadania)

Desenvolvido pelo titular da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, em parceria com a Prefeitura Municipal, o projeto atua na prevenção da violência doméstica por meio de reflexões sobre masculinidade, inteligência emocional, autocuidado e relações familiares. Além dos grupos reflexivos destinados a autores de violência, realiza ações educativas em escolas, empresas, órgãos públicos e instituições religiosas.

Os resultados chamam atenção, já que Barra do Garças está há quase quatro anos sem registrar feminicídio e o índice de reincidência de violência doméstica entre os participantes é de aproximadamente 5%.

Próximas etapas

O Prêmio Innovare está na fase de visitas técnicas dos consultores, realizadas entre 18 de maio e 18 de julho. Nesse período, especialistas conhecem in loco as práticas inscritas, conversam com seus idealizadores e beneficiários e elaboram relatórios que subsidiam a Comissão Julgadora na escolha dos vencedores. O resultado será anunciado na cerimônia de premiação, marcada para dezembro de 2026, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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