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Como o valor genético impacta a produção e a lucratividade bovina

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O valor genético desempenha um papel importante na produção e lucratividade na bovinocultura, já que se refere às características genéticas inerentes e ao potencial que um animal individual possui, podendo influenciar no desempenho, na produtividade e no valor econômico da indústria pecuária. Ao selecionar animais com características desejáveis, é possível aumentar a produtividade, melhorar a eficiência, reduzir os custos e atender as demandas do mercado.

Entre as características buscadas com a seleção genética, se destacam o aumento da produção de leite, maior produção e melhor qualidade da carne, aumento da fertilidade, maiores taxas de crescimento e melhores índices de conversão alimentar. Ao focar nessas características, os produtores podem otimizar a atividade e o desempenho do rebanho bovino, elevando os resultados financeiros.

Para a produção de carne, tanto em clima temperado como em clima quente ou tropical, existem raças de desempenho produtivo satisfatório, como Angus, Hereford, Brahman, Nelore e outros, que tendem a apresentar boa eficiência biológica e elevadas taxas de crescimento. Por outro lado, raças direcionadas para a produção de leite ou ainda raças de gado locais e animais SRD (Sem Raça Definida) geralmente possuem características únicas, como resistência a doenças, robustez e compatibilidade com os recursos alimentares locais, mas apresentam taxas de crescimento e produtividade geral inferiores em comparação com raças especializadas.

Nesse sentido, a bovinocultura de corte visa direcionar a seleção de características associadas à eficiência alimentar, como melhores taxas de conversão do alimento em carcaça, e maiores ganhos de peso por unidade de ração consumida. Quanto melhor for essa conversão para uma mesma dieta, menor será o custo da arroba engordada, sendo o grupo racial um dos principais fatores de impacto para a característica. Além disso, padrões raciais distintos podem interferir diretamente no tempo até que os animais cheguem ao ponto ótimo de abate (precocidade) e em características de carcaça desejáveis.

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A superioridade de determinadas raças para a produção de carne se dá especialmente por diferenças significativas na eficiência biológica, um importante índice que avalia a necessidade de consumo de alimento para conversão em carcaça. Isso significa que animais com maior potencial genético consomem menor quantidade de alimento para produzir o mesmo quilo de carne, apresentando vantagens consideráveis em relação ao custo, o que torna a atividade pecuária mais rentável.

A análise econômica dos sistemas de produção é essencial para ajudar o produtor a tomar decisões. A avaliação dos custos com a alimentação de bovinos é fundamental, uma vez que estes representam mais de 70% do custo de produção de forma geral e está diretamente relacionada ao potencial produtivo dos animais. Recentemente, a equipe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Premix realizou um estudo que avaliou o desempenho de três grupos genéticos: um composto por Nelore PO, outro por bovinos SRD de valor genético e fenótipo mediano e um outro de animais SRD de valor genético e fenótipo inferior.

A pesquisa mostrou que os animais da raça Nelore obtiveram melhor conversão, apresentando valores de eficiência biológica 14,5% superiores ao grupo SRD mediano, e 18% superiores ao grupo SRD inferior. Esses resultados influenciam diretamente no custo de produção, apontando a necessidade de consumo de alimento para o ganho de carcaça, levando a um impacto significativo na análise econômica do sistema.

Os resultados de ganho de carcaça diário foram de 1,119 kg/dia para a raça Nelore, 0,923 kg/dia para animais SRD medianos e 0,870 kg/dia para animais SRD inferiores, o que resulta em aproximadamente 3 dias a mais de confinamento para o ganho de uma arroba de carcaça na comparação entre SRD mediano e Nelore e aproximadamente 4 dias a mais de confinamento quando comparado SRD inferior com o Nelore. Transformando os dados em diferenças econômicas, é possível inferir um custo por arroba produzida 17% superior para animais SRD medianos e 22% superior para animais SRD inferiores, comparados com os animais Nelore, deixando evidente o diferencial de valor de animais com mais qualidade.

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É importante ressaltar que todo animal pode se tornar viável para os diversos sistemas de produção, desde que todas as variáveis, produtivas e econômicas, sejam analisadas em conjunto, levando em consideração índices como eficiência biológica, custo da dieta e também o mercado de compra e venda de animais. Isso significa que a produção de animais com valores de eficiência biológica insatisfatórios ou menor potencial de desempenho necessitam de compensação no momento de tomada de decisão, como por exemplo, melhores preços de aquisição por kg de peso corporal ou por arroba comprada.

Por fim, a seleção de animais com valor genético favorável contribui para a sustentabilidade da operação pecuária. Buscando características que melhorem a eficiência, a saúde e a produtividade, os produtores podem otimizar a utilização de recursos, reduzir os impactos ambientais e garantir a viabilidade dos negócios diante das mudanças na dinâmica do mercado e nas práticas industriais em evolução.

É importante observar que a eficiência de grupo genético é altamente dependente do ambiente em que ele está inserido. Fatores como clima, recursos alimentares disponíveis, práticas de manejo e desafios sanitários também podem afetar diretamente o desempenho. Os produtores precisam então escolher raças que se alinhem com seus objetivos de produção, condições locais e capacidade de gerenciamento para otimizar a eficiência, a sustentabilidade e a rentabilidade.

As referências bibliográficas encontram-se com os autores.

  • Msc Lauriston Bertelli Fernandes é zootecnista e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Premix.
  • Wellington Luiz de Paula Araújo é zootecnista, doutor em Nutrição e Produção Animal e analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Premix.

Fonte: DS Vox

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

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O Dia dos Namorados segue como uma das datas mais importantes para a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil. Impulsionado pela tradição de presentear com flores, arranjos e buquês, o setor projeta crescimento nas vendas e intensifica as operações logísticas para atender à demanda em todo o país.

Segundo estimativas do Ceaflor, principal mercado atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, as vendas devem registrar crescimento entre 5% e 7% em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a movimentação de cargas na semana que antecede a data deverá ser cerca de 50% superior à observada em períodos considerados normais.

Mercado mantém ritmo positivo após o Dia das Mães

O bom desempenho do setor no Dia das Mães, tradicionalmente a principal data para o segmento, contribuiu para fortalecer as expectativas dos produtores, distribuidores e comerciantes para o Dia dos Namorados.

A combinação entre demanda aquecida, oferta equilibrada e reforço logístico tem garantido um ambiente favorável para os negócios, estimulando toda a cadeia produtiva da floricultura brasileira.

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Rosas vermelhas lideram preferência dos consumidores

Símbolo clássico do romantismo, a rosa vermelha permanece como o principal produto procurado pelos consumidores nesta época do ano. A preferência abrange tanto as flores cultivadas no Brasil quanto as variedades importadas, especialmente da Colômbia e do Equador.

As orquídeas também figuram entre os presentes mais desejados, oferecendo diversidade de cores, formatos e tamanhos para diferentes perfis de consumidores.

De acordo com Daniel Silva, da Flor Fácil, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, com produção nacional consistente e volume suficiente para atender ao aumento das compras.

Importações reforçam abastecimento para a data

Para garantir o atendimento ao mercado brasileiro, importadores ampliaram suas operações nas últimas semanas. Desde o final de maio, carregamentos internacionais de flores começaram a desembarcar no país.

A Prime Flowers informou que disponibilizará mais de 1,25 milhão de hastes colombianas para o mercado nacional. Já a ZT Flores reforçou sua estrutura logística e fretou uma aeronave cargueira para transportar aproximadamente 1 milhão de hastes provenientes da Colômbia e do Equador.

A estratégia busca assegurar oferta adequada, qualidade dos produtos e estabilidade no abastecimento durante o período de maior demanda.

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Flores, plantas e acessórios ampliam oportunidades de vendas

Além das tradicionais rosas e orquídeas, o mercado registra forte procura por flores coloridas, plantas ornamentais, suculentas e arranjos personalizados.

A data também impulsiona a comercialização de produtos complementares que agregam valor aos presentes, como chocolates, cestas, cachepôs, embalagens especiais e itens decorativos.

Essa diversificação contribui para ampliar o ticket médio das vendas e cria novas oportunidades para produtores, atacadistas e varejistas do segmento.

Ceaflor reforça posição como principal centro de distribuição do setor

Com logística ampliada, oferta diversificada e expectativa de crescimento nas vendas, o Ceaflor reforça sua relevância como principal polo de abastecimento de flores e plantas do Brasil.

A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha o ritmo positivo observado ao longo do primeiro semestre, fortalecendo toda a cadeia da floricultura e movimentando milhões de reais em negócios em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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