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Qual é o cenário para o mercado de açúcar se o Centro-Sul produzir apenas 611 Mt de cana em 24/25?

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Assumindo certa estabilidade, o Brasil pode produzir 620 Mt de cana, aproximadamente 41,8Mt de açúcar e 33,3Mt para exportação. Esse cenário base leva a um fluxo de comércio global bem equilibrado e em acordo com o atual patamar dos preços e o posicionamento dos fundos.

Entretanto, como as chuvas não têm sido ideais, surge a pergunta: o que aconteceria se o Brasil produzisse menos cana e, portanto, açúcar? Nossa simulação mostra que o volume potencial de açúcar varia de 41,2Mt a 42,3Mt, impactando os fluxos comerciais -mas apenas mudando de um pequeno superávit para um pequeno déficit. Os riscos incluem quedas mais acentuadas na produção e a influência do padrão La Niña. Espera-se um suporte de curto prazo para os preços durante o período de entressafra no Brasil, mas seus ganhos podem ser limitados por uma precipitação menor, que impulsiona a produção tardia de açúcar.

No relatório anterior, “Açúcar: Efeitos do clima adverso no Centro-Sul podem reduzir a safra 24/25 se persistentes” (Açúcar – 12.02.docx), a hEDGEpoint analisou os desafios de rever o volume de cana da próxima safra do Centro-Sul brasileiro e, portanto, o açúcar. “A principal razão por trás dessa dificuldade é que a precipitação foi bastante irregular e dispersa por toda a região”, diz Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da hEDGEpoint.

Ainda segundo Lívea, “enquanto algumas das principais microrregiões produtoras de cana, como Ribeirão Preto e o Triângulo Mineiro, tiveram chuvas abaixo da média, outras, como São José do Rio Preto e Araçatuba, tiveram níveis de precipitação mais típicos. Além disso, observamos que algumas entidades preveem uma expansão significativamente maior no mix de açúcar em comparação com nossa projeção. Embora reconheçamos que investimentos substanciais tenham sido feitos ao processo de cristalização, a extensão exata desses investimentos permanece incerta. Como resultado, nossa estimativa de 50,9% pode ser considerada conservadora por alguns”, explica.

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Consequentemente, há duas variáveis a serem exploradas:

  1. A possibilidade de um volume menor de cana;
  2. Um mix de açúcar mais elevado.

“Em primeiro lugar, é essencial enfatizar que a análise que estamos prestes a realizar pressupõe que todo o resto permaneça constante (ceteris paribus). Nossa estimativa atual sugere que o Brasil poderia produzir 620Mt de cana. Com um mix de açúcar de 50,9%, isso renderia aproximadamente 41,8Mt de açúcar e 33,3Mt para exportação, garantindo fluxos comerciais equilibrados”, pontua a analista.

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“De acordo com nosso modelo para produtividade da cana, a faixa potencial vai de 79,7 a 82,8 t/ha, com nosso caso base de 80,8 t/ha. Assumindo o nível inferior para a produtividade, 79,7 t/ha, e o mesmo pequeno aumento na área cultivada de cana, seu volume total seria de 611 Mt. Agora, surge a pergunta: Quanto açúcar pode ser produzido com essa quantidade de cana?”, observa.

E prossegue: “Dependendo do mix de açúcar, o volume de açúcar pode variar entre 41,2 Mt e 42,3 Mt. O último cenário garantiria uma perspectiva mais baixista, com um superávit de 875 kt no total dos fluxos comerciais entre o 1T/24 e o 1T/25, enquanto o primeiro é mais altista, com-249 kt para o mesmo período”.

É importante observar que, independentemente do cenário, o mercado parece estar bastante equilibrado, com o Brasil desempenhando um papel significativo para essa situação com seu possível segundo melhor ano de produção. O principal risco, portanto, é ter uma queda mais acentuada na produtividade.

“Entretanto, com os últimos resultados de precipitação, acreditamos que seria prematuro considerar uma redução maior no momento. Ainda existe um intervalo para o desenvolvimento da cultura até o início de 24/25. Outro ponto que merece ser monitorado é a formação do padrão La Niña”, pontua.

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Um evento climático menos severo pode ter um impacto positivo na concentração de sacarose no Centro-Sul e ajudar no desenvolvimento da safra no Hemisfério Norte. No entanto, se o evento for mais intenso, ele poderá reacender a tendência de alta, penalizando a disponibilidade. Atualmente, a previsão do ENSO mostra um aumento na probabilidade de o padrão climático começar em junho.

No curto prazo, ao entrarmos no período de entressafra no Brasil, os preços podem encontrar apoio, especialmente devido à aproximação das festividades do Ramadã. No entanto, a menor precipitação no Centro Sul continua impulsionando a produção de açúcar no final da safra. No total, a região já moeu 646Mt e produziu 42,1Mt de açúcar.

“O relatório anterior destacou os desafios na previsão da próxima safra do Centro-Sul do Brasil devido à precipitação desigual nas principais regiões. Assumindo a estabilidade, nossas estimativas sugerem uma produção de 620 Mt de cana, com aproximadamente 41,8 Mt de açúcar e 33.3Mt para exportação em 24/25”, afirma Lívea.

As possíveis variações na produtividade da cana e no mix de açúcar podem afetar os fluxos comerciais, enquanto os principais riscos incluem novas quedas de produtividade e a influência do La Niña no desenvolvimento da safra. Prevê-se um suporte de preço de curto prazo durante o período de entressafra do Brasil, mas a produção tardia de açúcar pode limitar seus ganhos.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão Fiscal entra na reta final e termina em cinco dias em Cuiabá

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Contribuintes de Cuiabá têm até a próxima segunda-feira (30) para aderir ao Mutirão Fiscal 2026 e aproveitar as condições especiais oferecidas pela Prefeitura para regularização de débitos municipais. O programa entra na reta final com descontos que podem chegar a 95% sobre juros e multas, conforme previsto na legislação vigente.

A iniciativa contempla débitos tributários e não tributários com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025, independentemente de estarem inscritos em dívida ativa. A medida busca ampliar as possibilidades de regularização fiscal para pessoas físicas e jurídicas.

A prorrogação do prazo foi oficializada pelo Decreto nº 12.076, publicado em 27 de maio, garantindo mais tempo para negociação das pendências. As condições do programa estão previstas na Lei nº 7.527/2026, que alterou a Lei nº 6.399/2019.

Os maiores descontos são destinados aos pagamentos à vista. Nessa modalidade, o abatimento pode chegar a 95% sobre juros de mora e multas moratórias e punitivas, desde que o IPTU do exercício corrente seja quitado integralmente. Nos demais casos de pagamento à vista, o desconto é de 90%.

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Para quem optar pelo parcelamento, os percentuais variam conforme o número de parcelas.

  • O desconto é de 60% para acordos entre duas e doze parcelas;
  • 50% para parcelamentos de 13 a 24 vezes;
  • 40% para negociações entre 25 e 36 parcelas;
  • e 30% para pagamentos realizados entre 37 e 48 parcelas.

A adesão pode ser feita presencialmente, mediante formalização do acordo junto à Procuradoria Fiscal do Município, ou pela internet, por meio do portal do Refis Municipal.

Além de facilitar a regularização de pendências financeiras, o Mutirão Fiscal contribui para o fortalecimento da arrecadação municipal, permitindo que os recursos retornem em investimentos e na manutenção dos serviços públicos prestados à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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