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WASDE: hEDGEpoint analisa as tendências para soja, trigo e milho

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Soja: destaque para o Brasil e a divergência entre USDA e Conab

O USDA, como de costume, não trouxe muitas alterações em sua leitura de Oferta e Demanda dos EUA neste mês de fevereiro. Apenas as exportações foram reduzidas por conta de dois fatores. Um diz respeito ao lento ritmo dos embarques nos portos norte-americanos em janeiro. E um segundo aspecto tange à competição com o Brasil.

“Falando de Brasil, o corte na estimativa de produção de soja aconteceu como esperado, porém em menor intensidade. Enquanto os agentes apontavam na média corte de 3M mt, o USDA foi mais conservador e reduziu apenas 1M mt para 156M mt. Esse movimento, combinado com a atualização feita também na última quinta-feira pela Conab, aumentou a diferença entre as duas leituras. Enquanto USDA espera a safra brasileira em 156M mt, a Conab já trabalha abaixo dos 150M mt, com leitura de 149,4M mt, diferença de 6.6M mt”, destaca Alef Dias, analista de Grãos e Macroeconomia da hEDGEpoint Global Markets,

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Milho: Brasil ganha os holofotes

Na mesma linha do que foi visto na soja, o USDA fez apenas ajustes marginais no balanço de milho dos EUA. O consumo de milho para uso em alimentos, sementes e indústria foi reduzido, refletindo em maior estoque. Já as exportações permaneceram inalteradas, contrariando as expectativas.

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“Olhando para a América do Sul, onde a oferta é o centro das atenções no momento, a estimativa de safra da Argentina ficou estável em 55M mt, enquanto a do Brasil foi reduzida de 127 para 124M mt. Por mais que tenha ocorrido em linha com o esperado pelo mercado, o fato de a Conab já ter diminuído ainda mais sua projeção de safra, coloca em questionamento a leitura do departamento norte-americano. A Conab projeta a safra brasileira de milho em 113,7M mt (corte de 3,9M mt vs janeiro) e 10,3,M mt abaixo do USDA”, observa o analista.

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Trigo: mais produção com estoques mais apertados

De acordo com Alef, “O WASDE do trigo foi calmo, mas as mudanças foram mais baixistas em geral. Apesar dos estoques finais mundiais um pouco mais apertados do que o esperado, as estimativas de produção global, na verdade, aumentaram no mês a mês, sendo a Argentina o principal ajuste para cima (+0.5M mt – em linha com as estimativas locais)”.

E segue: “A queda nos estoques foi liderada pela maior demanda na Índia, onde o governo continua a vender reservas para lidar com a inflação de preços. O uso doméstico do país foi elevado em 1M mt. O fluxo comercial se inclinou para o lado baixista com um aumento de 2M mt nas exportações da Ucrânia (que segue com preços competitivos por conta dos altos estoques). A Argentina e a Austrália também tiveram suas estimativas de exportação aumentadas”.

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“Por fim, os estoques finais dos EUA foram estimados mais folgados do que o esperado, já que o uso para alimentos foi reduzido em 10M bu por conta da menor moagem de farinha de trigo, conforme indicado no relatório NASS Produtos da Moagem de Farinha divulgado em 1º de fevereiro”, conclui.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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