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Impacto de medidas para escoamento da safra não será imediato, avalia setor

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Em entrevista ao Agro Estadão, o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, disse que a maioria dos investimentos será destinada para obras que estão em construção e que por isso não tem previsão de impactar positivamente nesta safra. Apesar disso, ele diz que é necessário manter os recursos para que os projetos sejam executados.

Para 2024, o Ministério dos Transportes deve aportar R$ 4,7 bilhões em rodovias e ferrovias ligadas ao escoamento da produção agrícola. Enquanto o Ministério de Portos e Aeroportos colocará mais R$ 639 milhões em projetos em terminais fluviais, hidrovias e portos.

Durante o anúncio, o ministro Carlos Fávaro ressaltou o impacto das malhas de escoamento. “Não tem nada mais relevante na formação de preço do que uma infraestrutura eficiente”, afirmou.

Questão ambiental também impacta

Uma das travas apontadas por Vaz é o licenciamento ambiental. Ele reconheceu que o governo vem tratando do tema, mas pediu mais celeridade nas liberações.”O governo está procurando atender todas as prioridades que nós colocamos. Agora, o impedimento do governo federal é na questão do licenciamento ambiental”, disse.

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“Algumas rodovias nós estamos esperando que após o licenciamento ambiental elas possam começar as obras. É o caso da BR-242 aqui no Mato Grosso, a BR-158 também no Mato Grosso, e da adequação de capacidade da BR-158, no Pará”, completou o representante do Movimento Pró-Logístico.

Durante a apresentação, o ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que o ministério já está tentando as liberações. “Nós estamos trabalhando para liberar o licenciamento da BR-158 [em Mato Grosso], da BR-242 [em Mato Grosso], da BR-135 na Bahia, da BR-242 em Tocantins”, indicou o ministro.

Escoamento de safra pelo Arco Norte

Um destaque na proposta apresentada pelo governo é o Arco Norte – malha que integra rodovias, ferrovias, hidrovias e portos dos estados do Norte e Nordeste. Na soma de milho e soja, esse sistema escoou 51,5 milhões de toneladas em 2023 frente aos 45,4 milhões em 2022. Os investimentos nesse arco serão na ordem de R$ 2,6 bilhões.

O representante do setor logístico também destacou a importância deste arco. O volume só cresceu nos últimos anos, segundo ele.

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“O crescimento do arco norte é notório, com escoamento por Porto Velho, por Miritituba e Itaqui. Se a gente comparar 2009, onde a gente exportava pelo Arco Norte 7,2 milhões de toneladas, e exportamos no último ano 61,1 milhões de toneladas. Esse crescimento é graças à melhoria de rodovias. Agora nós estamos em outro passo. Nós precisamos implantar as hidrovias, continuar melhorando rodovias e fazer o trabalho de dar continuidade a implantação das ferrovias”, apontou Vaz.

Fonte: Estadão Conteúdo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

UFV lidera projeto de melhoramento genético participativo de pimentas para fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais

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A Universidade Federal de Viçosa (UFV), por meio de uma equipe coordenada pelo professor Dr. Agustin Zsögön, está desenvolvendo um projeto inovador que busca fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais por meio do melhoramento genético participativo de pimentas. A iniciativa integra o Programa Participa Minas – Edital nº 01/2024 e tem como foco a construção conjunta de soluções entre pesquisadores e agricultores familiares.

O projeto pretende selecionar e desenvolver variedades de pimentas mais adaptadas às diferentes condições de cultivo da Zona da Mata mineira, promovendo ganhos de produtividade, sustentabilidade, segurança alimentar e geração de renda para os produtores rurais.

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Agricultores participam diretamente da pesquisa

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação ativa dos agricultores em diversas etapas do processo de pesquisa. O modelo de melhoramento genético participativo permite que produtores e pesquisadores definam conjuntamente as prioridades de seleção das variedades, considerando características de interesse econômico, agronômico e comercial.

O projeto será desenvolvido em dez propriedades rurais localizadas nos municípios de Viçosa, Guaraciaba, Muriaé, Barão de Monte Alto, Raul Soares e Espera Feliz, envolvendo agricultores orgânicos vinculados ao Sistema Participativo de Garantia (SPG) Floriô.

Segundo os pesquisadores, a diversidade geográfica das áreas participantes permitirá avaliar o desempenho dos materiais genéticos em diferentes ambientes de produção, ampliando as possibilidades de adaptação das futuras cultivares.

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Ciência e tecnologia impulsionam o desenvolvimento de novas variedades

O trabalho envolve o cultivo e avaliação de variedades comerciais e acessos provenientes do Banco de Germoplasma de Hortaliças da UFV e da Embrapa Hortaliças. Os materiais serão submetidos a análises agronômicas, fisiológicas, metabólicas e genéticas para identificar características de interesse para os agricultores e para o mercado.

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Entre os parâmetros avaliados estão produtividade, crescimento das plantas, qualidade dos frutos, resistência a condições adversas, eficiência fisiológica, composição nutricional e presença de compostos responsáveis pela pungência das pimentas.

A equipe também utilizará técnicas modernas de genotipagem por sequenciamento para identificar variedades promissoras e compreender melhor a diversidade genética existente nos materiais avaliados.

Capacitação e transferência de conhecimento

Além da pesquisa científica, o projeto prevê uma ampla agenda de capacitação voltada para agricultores, estudantes e profissionais das ciências agrárias. Serão realizados cursos presenciais e online abordando temas como melhoramento genético participativo, produção de sementes, avaliação de cultivares, manejo sustentável e coleta de dados em campo.

O projeto também terá uma vertente formativa, envolvendo estudantes de graduação em Agronomia da UFV em atividades de pesquisa, extensão e interação direta com agricultores. A participação dos estudantes proporcionará experiência prática em melhoramento genético, coleta e análise de dados em campo, produção de sementes e avaliação de cultivares, além de ampliar o contato com os desafios reais da produção agrícola e com os processos de construção conjunta do conhecimento entre universidade e produtores rurais.

A proposta busca fortalecer a autonomia dos produtores e ampliar o acesso às tecnologias de inovação agrícola, promovendo a formação de uma rede regional de conhecimento voltada ao desenvolvimento sustentável.

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Agricultura sustentável e preservação da biodiversidade

De acordo com o projeto, um dos objetivos centrais é promover sistemas produtivos mais resilientes e ambientalmente responsáveis. A iniciativa pretende incentivar o uso sustentável dos recursos genéticos vegetais, ampliar a biodiversidade agrícola e reduzir a dependência de insumos externos.

A expectativa é que as variedades selecionadas apresentem melhor adaptação às condições locais e de cultivo, maior resistência a pragas e doenças e melhor desempenho produtivo, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

Resultados devem beneficiar produtores e consumidores

Entre os resultados esperados estão o desenvolvimento de novas variedades de pimentas com características superiores de produtividade, qualidade e adaptação regional, além do fortalecimento da participação dos agricultores nos processos de inovação tecnológica.

O projeto também prevê impactos positivos na geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, criando oportunidades para a diversificação produtiva e agregação de valor nas propriedades rurais mineiras.

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Divulgação dos resultados e fortalecimento da extensão rural

Os conhecimentos gerados serão compartilhados por meio de artigos científicos, cartilhas técnicas, cursos, workshops, eventos presenciais e plataformas digitais. A estratégia busca ampliar o acesso às informações e aproximar ainda mais a universidade das comunidades rurais.

Ao unir ciência, extensão rural e participação dos agricultores, o projeto coordenado pela UFV reforça o papel da pesquisa pública na construção de uma agricultura mais sustentável, inovadora e adaptada aos desafios do campo em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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