AGRONEGÓCIO

89ª ExpoZebu já tem 39 leilões e 4 shoppings de animais confirmados

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Com projeções otimistas para o mercado pecuário em 2024, vêm aí a 89ª ExpoZebu e a temporada de leilões mais aguardada do ano. A maior feira de raças zebuínas do mundo realizará, nesta edição, 39 leilões e 4 shoppings de animais, entre os dias 25 de abril e 5 de maio.

Serão ofertados matrizes e reprodutores PO criteriosamente selecionados nos melhores plantéis do país, disponibilizando genética aprimorada para quem busca o melhoramento de seu rebanho.

Vale destacar que, pela primeira vez, a ExpoZebu terá um leilão de Nelore Pintado, raça com demanda crescente no mercado. Além disso, depois de anos, a feira terá novamente um leilão de Indubrasil, raça genuinamente brasileira de dupla aptidão. E, ainda, para os amantes e criadores de equinos, a ExpoZebu terá dois leilões das raças Pêga, Mangalarga Marchador e Quarto de Milha.

Em 2023, a ExpoZebu realizou 35 leilões e 4 shoppings com faturamento recorde de mais de R$ 140 milhões – crescimento de 26% no faturamento em relação à ExpoZebu anterior. “A ExpoZebu cresce a cada ano, assim como os leilões. Ano passado tivemos sucesso em todos os sentidos, tanto em faturamento quanto em público. E neste ano, não será diferente. Acreditamos muito no potencial da pecuária zebuína e a Diretoria da ABCZ está de portas abertas para receber criadores, parceiros e todo o público nesta 89ª edição”, ressalta o Diretor de Leilões da ABCZ, Ângelo Tibery.

  • Confira a agenda completa de leilões e shoppings da 89ª ExpoZebu, clicando aqui.
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Fonte: ABCZ

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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