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Desempenho vitorioso

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O Sistema S é exemplo cabal das novas estruturas didático-pedagógicas que surgiram com a capacidade de profissionalizar – com elevado grau de eficiência – recursos humanos para os setores da agricultura, da indústria, do comércio e da prestação de serviços. Nessa contextura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), surgiu e consolidou-se como ente especializado no vasto e multifacetado universo rural barriga-verde. Com estrutura enxuta e aplicação superior a 90% dos recursos financeiros na atividade-fim, assumiu um extraordinário protagonismo na identificação das necessidades do setor primário de economia – agricultura, pecuária, pesca, reflorestamento, extrativismo etc. – e na oferta dos melhores e mais adequados produtos educacionais.

Treinamento, conhecimento científico e informação de qualidade são indispensáveis ao sucesso das atividades produtivas. Esses insumos impregnaram todas as linhas de atuação. A amplitude da ação do SENAR/SC em território catarinense pode ser dimensionada pelos números que revelam seu desempenho instrucional em 2023 e que estão assim expressos: 139.846 catarinenses do campo, organizados em 6.380 turmas receberam 367.789 horas/aula de capacitação em Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS), Treinamento de Agentes Externos (TAE), entre outros.

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Mais uma vez sobressaiu-se de forma retumbante e merece registro especial o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) praticado pelo SENAR em território barriga-verde, pois essa notável linha de aperfeiçoamento profissional vem contribuindo significativamente para promover inovações no campo e fortalecer o empreendedorismo rural. A qualificação oferece ao produtor um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que prioriza a gestão da atividade de forma eficiente.

Organizados em 296 turmas, 8.710 produtores e trabalhadores rurais foram capacitados pela ATeG em 2023. A implementação da ATeG aliada às demais ações do SENAR/SC e de outras entidades e órgãos transformou as propriedades catarinenses em excelentes exemplos de empreendedorismo e inovação no campo. O programa capacitou mais de 12.000 produtores rurais de vários segmentos em todas as regiões catarinenses nas 10 cadeias produtivas: agroindústria; agroindústria apícola; apicultura; bovinocultura de leite; bovinocultura de corte; fruticultura; maricultura; olericultura; ovinocultura de corte e piscicultura.

Outra exponencial alternativa de formação disponibilizada para o público rural foram os cursos da Rede e-Tec, que se constituíram em importantes ferramentas de formação e preparação de produtores rurais: Técnico em Agronegócio, Técnico em Zootecnia, Fruticultura e Florestas. Por outro lado, mantiveram sua performance as linhas tradicionais, como a Formação Profissional Rural (FPR) e as atividades de Promoção Social.

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O caráter gratuito de todos os produtos educacionais, linhas de atividades e programas instrucionais permite ampla abrangência e capilaridade da ação do SENAR/SC, beneficiando milhares de produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. Esse acesso facilitado à ciência e ao conhecimento tem a capacidade de melhorar o desempenho profissional e/ou empresarial dos agentes econômicos do universo rural, catapultando-os para uma melhor qualidade de vida mediante o aumento da renda da propriedade rural.

As prioridades da instituição são orientadas para a melhoria geral da qualidade de vida da população rural, elevação da produção/produtividade e implantação de um círculo virtuoso de desenvolvimento. Subsidiariamente, busca-se a obtenção de um nível superior de análise e de abstração que permita a interpretação de cenários e leve a decisões mais consistentes, transformando as propriedades rurais em verdadeiras empresas rurais. Sem dúvida, o SENAR/SC teve um desempenho vitorioso.

José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC).

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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