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Ações da China sobem com expectativa de resgate do mercado

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As ações da China ampliaram os ganhos nesta quarta-feira, com os investidores aguardando medidas mais substanciais de resgate do mercado depois que Pequim sinalizou que estava aumentando os esforços para sustentar os mercados.

As ações de Hong Kong, entretanto, encerraram em baixa, indicando que os investidores ainda estão avaliando a eficácia das medidas.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 0,96%, avançando pelo terceiro dia consecutivo, enquanto o índice de Xangai subiu 1,44%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 0,34%.

As autoridades chinesas anunciaram uma série de medidas para ajudar os mercados de ações nos últimos dias, depois que as ações domésticas caíram para mínimas de cinco anos na semana passada.

Algumas das medidas incluem restrições às vendas a descoberto e a ampliação da compra de ações pelo fundo estatal Central Huijin Investment.

“A recente turbulência no mercado pode levar a movimentos mais decisivos e rápidos por parte da equipe nacional para ajudar a restaurar a confiança …”, disseram economistas do HSBC em uma nota.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,11%, a 36.119 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,34%, a 16.081 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,44%, a 2.829 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,96%, a 3.343 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,30%, a 2.609 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX permaneceu fechado.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,97%, a 3.156 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,45%, a 7.615 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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