AGRONEGÓCIO

Plataforma Sillus é destaque da Sementes NK durante o Show Rural Coopavel 2024

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A Plataforma Sillus, que auxilia o produtor rural durante todo o ciclo de silagem, será o grande destaque da Sementes NK, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel. O evento, reconhecido como um dos mais relevantes do calendário do agronegócio brasileiro, será realizado de 5 a 9 de fevereiro.

A Sementes NK é uma das principais marcas do mercado brasileiro, focada em rentabilidade ao produtor rural, por meio de inovações na área genética e tecnologia. A Plataforma Sillus é um programa de silagem de milho que acompanha o cliente desde o plantio do híbrido até a colheita, dando suporte nas mais importantes etapas de silagem como ponto de corte, processamento das partículas e de grãos, compactação e vedação e, posteriormente, na retirada desse material do silo e oferta aos animais.

“A Plataforma Sillus ainda oferece ferramentas para identificar qual o híbrido mais eficiente para silagem, aliando produtividade com qualidade, suporte técnico, treinamento e capacitação para produtores que buscam rentabilidade para sua lavoura e rebanho”, diz Marcos Pontillo, líder de marketing Campo Sul da Sementes NK.

Lançamento em híbrido de milho

Comemorando seus 4 anos de atuação no Brasil, a marca também apresentará aos agricultores da região de Cascavel seu lançamento em híbrido de milho: o NK 501VIP3, que possui alta sanidade foliar, capacidade produtiva e boa tolerância ao complexo de enfezamento com manejo adequado.

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Boas práticas

Durante o Show Rural Coopavel, os consultores da Sementes NK também irão orientar produtores sobre boas práticas agronômicas. O conjunto de ações, quando aplicadas de maneira integrada, colaboram para o manejo da resistência dos insetos-praga às tecnologias Bt (Bacillus thuringiensis), bem como, ajudam na proteção do potencial produtivo dos híbridos de milho. Serão distribuídos brindes sobre o tema no stand da marca.

Confira cada técnica detalhada:

  • Refúgio: é a principal prática na estratégia de manejo de resistência de insetos-praga em culturas com tecnologia Bt. Trata-se do plantio de uma parcela da área total cultivada com sementes não Bt (10% para milho e 20% para soja). O objetivo é criar um ambiente propício para a reprodução de insetos suscetíveis, promovendo o cruzamento com eventuais insetos resistentes. Essa mistura reduz a taxa de evolução da resistência.
  • Dessecação antecipada: ação que deve ser realizada 30 dias antes do plantio da safra subsequente. Visa eliminar toda a vegetação existente na área. Essa prática abrange o controle de plantas daninhas e de plantas voluntárias das culturas anteriores, melhorando a plantabilidade e reduzindo a competição inicial com a cultura que vai ser instalada. Se houver a presença de insetos-praga na área, recomenda-se a aplicação de inseticida para controle.
  • Manejo de plantas daninhas e voluntárias: o manejo de plantas daninhas e voluntárias é importante pois algumas plantas podem hospedar insetos-praga que sobrevivem e atacam a lavoura, além de eliminar a mato-competição por água, nutrientes e luz.
  • Uso de sementes certificadas: é uma prática fundamental para garantir lavouras uniformes e produtivas. Com controle de qualidade assegurando a presença da biotecnologia dentro dos limites mínimos estipulados, nossos híbridos são exemplos de sementes certificadas que apresentam ótimos resultados aos(às) agricultores(as).
  • Tratamento de sementes: protege o potencial produtivo da semente, por meio do revestimento com ingredientes químicos/biológicos que ajudam a controlar pragas e doenças nos estágios iniciais de desenvolvimento da cultura.
  • Monitoramento de pragas: prática que avalia os danos, ajudando o(a) agricultor(a) a determinar o momento ideal para intervenções, guiando, assim, decisões de manejo.
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Fonte: Oboé

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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