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Produção de biodiesel atinge 7,52 milhões de litros em 2023, recuperando-se de desafios recentes

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No ano de 2023, as usinas brasileiras alcançaram a marca de 7,52 milhões de metros cúbicos (m³) de biodiesel fabricado, marcando um retorno do setor a uma sequência de recordes consecutivos. Esse desempenho positivo é notável, considerando que o setor enfrentou desafios nos últimos anos, interrompendo brevemente sua trajetória de crescimento.

Ao analisar o retrospecto, é possível observar que apenas em dois momentos essa sequência de recordes foi interrompida: durante a crise econômica de 2016, no segundo governo Dilma, e em 2022, quando o governo Bolsonaro optou por reduzir a mistura obrigatória de biodiesel como medida para conter a inflação.

A turbulência entre maio de 2021, quando o primeiro corte na mistura foi anunciado, e abril de 2022, quando o mercado se normalizou, representou quase dois anos desafiadores para o setor, resultando em uma perda de demanda significativa, aproximadamente 4,1 milhões de m³. Dessa perda, 2,38 milhões de m³ ocorreram em 2022.

Contudo, as perspectivas melhoraram consideravelmente, evidenciadas pelo crescimento de mais de 20,6% na produção das usinas entre 2022 e 2023. Em comparação com o recorde de produção anterior, o avanço foi de 11,3%, sinalizando uma fase de recuperação e crescimento para o setor de biodiesel no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizante fosfatado começa a ser produzido no RS com operação em Caçapava do Sul e reforça oferta regional de insumos

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Caçapava do Sul entra no mapa da produção de fertilizantes fosfatados

A Águia Fertilizantes iniciou oficialmente as operações do Pampafos, primeiro fertilizante fosfatado produzido no Rio Grande do Sul. A unidade industrial está localizada em Caçapava do Sul e marca a etapa inicial do Projeto Fosfato Três Estradas, que tem base mineral no município de Lavras do Sul.

O empreendimento representa um avanço estratégico para o agronegócio gaúcho ao ampliar a oferta regional de insumos agrícolas, reduzindo a dependência de fertilizantes importados de outras regiões e países.

Projeto nasceu de descoberta inédita de rocha fosfática no Estado

O projeto tem origem na identificação da primeira jazida de rocha fosfática do Rio Grande do Sul, localizada em um distrito de Lavras do Sul. As pesquisas minerais começaram em 2011, conduzidas pela própria Águia Fertilizantes.

Os estudos geológicos apontaram um depósito com recursos estimados superiores a 100 milhões de toneladas de minério, consolidando a viabilidade econômica do empreendimento e abrindo caminho para a implantação industrial.

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Licenciamento ambiental foi concluído em maio

O início das operações ocorre após a concessão da Licença de Operação do Projeto Fosfato Três Estradas, emitida em 15 de maio no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O documento foi liberado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), concluindo uma etapa decisiva para o início da produção.

Produção inicial e expansão do complexo industrial

A produção inicial do Pampafos terá capacidade de até 150 mil toneladas por ano. A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026.

Com a implantação do novo complexo industrial previsto para Lavras do Sul em 2027, a capacidade produtiva poderá chegar a 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

Esse volume é estimado para atender aproximadamente 15% da demanda de fertilizantes fosfatados do Rio Grande do Sul, fortalecendo a autonomia regional no fornecimento de insumos agrícolas.

Investimentos já somam R$ 230 milhões

Desde 2011, a Águia Fertilizantes já investiu cerca de R$ 230 milhões no desenvolvimento do projeto. Os recursos foram aplicados em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina, adequações industriais e no processo de licenciamento ambiental.

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Impacto para o agronegócio gaúcho

A entrada em operação do Pampafos representa um marco para a cadeia produtiva do agronegócio no Estado. Além de ampliar a oferta de fertilizantes fosfatados, o projeto contribui para o fortalecimento da indústria mineral e para a segurança no abastecimento de insumos essenciais à produção agrícola.

Com a expansão prevista, o Rio Grande do Sul passa a consolidar uma nova frente produtiva estratégica no setor de fertilizantes, com potencial de impacto direto na competitividade do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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