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Projetos de exportação beneficiam cadeia produtiva da noz-pecã

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O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) iniciou um novo programa em seu canal de YouTube nesta terça-feira, 30 de janeiro, com o objetivo de levar aos sócios e interessados informações relevantes para a cadeia da pecanicultura. Nesta primeira edição do “Segredos da Pecan”, o tema abordado foi “O Caminho da Exportação”, que contou com a apresentação do associado Lailor Garcia. A live será transmitida sempre na última terça-feira do mês.

Garcia enfatizou que o tema proposto é de alta relevância para o sucesso da cadeia produtiva da noz-pecã e “impacta todos os envolvidos direta ou indiretamente”. “Este espaço criado pelo Instituto se propõe a falar sobre importantes assuntos de interesse dos produtores de pecan e que muitas vezes não são tratados”, afirmou, destacando que nesta primeira edição do programa foram convidados nomes com grande expertise em exportação. A estreia contou com Arturo Muttoni, diretor da Exteriorize Consultoria em Comércio Exterior, e Demian Segatto da Costa, pecanicultor com experiência em exportação consorciada e ex-presidente do IBPecan, que responderam a perguntas formuladas pelo apresentador.

Arturo Muttoni, que há seis anos iniciou a sua consultoria e criou o programa Exportação pela Mão, ressaltou que as vendas externas contribuem para o aumento de receita, para o reconhecimento da marca e a qualidade do produto. “São pontos que ajudam tanto para o mercado externo quanto para o consumidor interno”, observou, destacando também a questão da sazonalidade como uma vantagem da pecan brasileira. “Os grandes players estão nos Estados Unidos e no México e nós temos a vantagem de oferecer o produto em momentos de baixa nestes países”, observou, colocando que a diversificação de mercados também é mais uma vantagem. “A venda externa abre um leque de oportunidades que irão ajudar o produtor a manter o nível de vendas mesmo em cenários mais desfavoráveis internamente”, destacou.

Muttoni ressaltou, ainda, que no Brasil existe o mito de que a exportação é só para os grandes produtores, mas colocou que isso não é verdade. “Quem conseguir atender os requisitos necessários pode exportar. O essencial é que tenha capacidade produtiva e não desabasteça o mercado interno”, disse, lembrando que o Brasil é um grande mercado. Pontuou também que o produtor sempre deve cumprir com a questão da qualidade, “principalmente quando se fala em alimentos”, além de ter capacidade de investimento para a divulgação do seu produto.

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O especialista destacou quatro ações que devem ser levadas em conta na hora de exportar. Segundo Muttoni, o primeiro passo é se preparar e entender que é um processo de médio e longo prazo; em segundo lugar, pesquisar, ou seja, conhecer o mercado e entender as diferentes realidades, o que vai ser exigido; em terceiro, fazer a promoção do produto para que ele chegue aos olhos do potencial cliente; e em quarto lugar, manter o relacionamento com o cliente, sempre trocando informações, em especial sobre o setor em geral.

Em relação à participação em projetos de exportação, Muttoni salientou que beneficia toda a cadeia produtiva. Afirmou que pela parte do produtor, um projeto setorial facilita o acesso a mercados internacionais. Citou a ApexBrasil que, de acordo com ele, faz um excelente papel, prospectando oportunidades de exportação. “A ideia de um projeto setorial é fortalecer a imagem da pecan brasileira oportunizando a participação em missões empresariais, rodadas de negócios e feiras”, concluiu.

Já o advogado e pecanicultor com experiência em exportação consorciada, Demian Segatto da Costa, observou que nos últimos 15 anos, desde que entrou no mercado de produção de noz-pecã, o nível de informação vem crescendo bastante no meio. Tanto que a própria fundação do IBPecan, em 2018, ocorreu no sentido de trabalhar melhor os problemas na cadeia produtiva. Costa lembrou que, naquela época, já se conversava questões como área plantada de pecan, aumento da produção, o que aconteceria com o consumo no mercado interno e o que seria feito com o excedente, uma vez que não se falava tanto em exportação.

Costa ressaltou que nesta questão das vendas externas do produto, o Instituto decidiu liderar os contatos com o Ministério da Agricultura e atuar no processo de abertura do mercado chinês. “Também participou de outras iniciativas junto à ApexBrasil e à Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Todos estes projetos visam profissionalizar cada vez mais o produtor”, pontuou.

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Sobre exportação consorciada, Costa explicou que a iniciativa possibilita que o produtor de noz-pecã, que não tenha volume suficiente para exportar individualmente, possa se associar com outros produtores e, consequentemente, maximizar os lucros. “Para fazer uma exportação, eu preciso encher um contêiner. O custo de logística para uma exportação individual em um pallet não justifica uma exportação. Ela ficaria inviabilizada,” observou.

Quanto aos critérios para participar da Exportação Consorciada, Costa apontou que o produtor precisa basicamente atender os parâmetros de qualidade exigidos pelos clientes internacionais. Observou, neste sentido, que os produtores precisam conhecer a qualidade da fruta. Como exemplo, destacou que se a noz-pecã não tiver 52% de rendimento ou mais, não será possível exportar. Para um rendimento alto, frisou a necessidade de um beneficiamento profissional pós colheita como armazenamento em câmara fria, secagem e separação das nozes por tamanho e categoria dentro dos lotes de cada produtor devidamente identificado.

Demian Segatto da Costa, por fim, enfatizou que o mercado exportador de noz-pecã está se consolidando aos poucos contra concorrentes mais tradicionais como Estados Unidos e México. Num primeiro momento, ele entende que a disputa poderá ser por preço, mas aos poucos o desafio será mostrar que a pecan brasileira pode disputar em qualidade com estes outros mercados. Para isso, voltou a enfatizar a necessidade de os produtores se aproximarem cada vez mais dos projetos governamentais intermediados pelo IBPecan: “não faz mais sentido um produtor de pecan pensar em exportar e não estar inscrito em um programa como o Agro BR, não faz mais sentido nós como setor achar que a pecan deve estar posicionada no mundo sem estar inserida em um programa da ApexBrasil.” concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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