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Sistema de gestão para produção leiteira fomenta o conceito de ‘fazenda do futuro’

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O uso da tecnologia tem se mostrado como um dos diferenciais decisivos para que fazendas produtoras de leite permaneçam no mercado. A implementação de sistemas de gestão, como o Horizon, tem contribuído para o aprimoramento do manejo das propriedades, para a saúde animal, aumento da produção e sua qualidade, entre muitos outros benefícios. O setor está em constante evolução e é preciso estar “munido” para esse cenário.

O Horizon, desenvolvido pela Lely, empresa multinacional referência em automação para fazendas de leite, é uma ferramenta digital de gestão voltada exclusivamente para a produção, que proporciona um universo amplo de dados da atividade como um todo, em especial dos animais, antecipando informações de saúde, produção, reprodução, facilitando a tomada de decisão com maior precisão e oferecendo mais segurança ao produtor e, consequentemente, aos laticínios e ao consumidor final.

A plataforma digital funciona em conjunto com os equipamentos de automação da Lely na fazenda, em especial com o robô de ordenha Lely Astronaut o sistema é responsável por concentrar e armazenar todas as informações captadas pelo robô e gerar, diariamente, dados por animal, relatórios, comparativos e avisos caso haja alguma alteração.

“Me refiro ao Horizon como a principal ferramenta de mudança nesse processo de automatização da atividade, colaborando para o conceito de ‘fazenda do futuro’. A tecnologia é um dos fatores que impulsiona a melhoria contínua de produtividade, qualidade e da eficiência na pecuária leiteira”, destaca o sócio-proprietário e gerente comercial do Lely Center CBM em Francisco Beltrão (PR), Marcos Borba.

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“A Lely está na vanguarda das tecnologias e creio que entendeu muito bem as necessidades dos produtores no que diz respeito ao processo de gestão das informações. Certamente é uma ferramenta que cria uma tendência e ao mesmo tempo supre uma necessidade das fazendas brasileiras. Acredito que o Horizon unificado com todos os equipamentos Lely é o divisor das fazendas do futuro”, compartilha Borba.

E também acreditando na necessidade cada vez maior da implantação de sistemas automatizados nas produções, Alexandre Rigon, produtor em São José do Cedro (SC), utiliza o Horizon há três anos na fazenda administrada por ele, sua mãe e seu pai.

“O Horizon é um intermediador entre as vacas, o produtor e o robô. Falando do sistema em si, o que ele mais traz de benefício é a melhora da produção diária, a maior sanidade animal, principalmente a prevenção de casos de mastite, além dos diversos relatórios diários gerados, que oferecem informações essenciais para controle de produção e gestão como um todo”, explica.

Outro benefício citado pelo produtor é em relação a forma de como as informações são apresentadas. Nesta função, por exemplo, o produtor pode planejar as tarefas, como secar uma vaca, e o operador recebe a tarefa em seu celular, executa e registra. “Você alcança um padrão melhor de gestão e execução das tarefas rotineiras, que são muitas, não passando nada desapercebido e com um fácil planejamento e registro da execução”.

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Em um dos relatórios gerados, no ápice de produção, mostra que foram produzidos 3.304kg de leite com o robô de ordenha. A média diária de produção dos últimos 30 dias foi de 2.900kg, sendo 43kg diários em média por animal.

“O uso dessa tecnologia vem prioritariamente para aumentar a produtividade e reduzir a mão de obra. Na prática, com o aumento da produção e sua qualidade, a diminuição de gastos com medicamentos e uma visão mais ampla e detalhada de gestão, é possível ter o retorno de investimento do robô, do sistema”, conclui.

O Lely Horizon foi lançado em 2020, após dois anos de testes com cerca de 100 produtores de diferentes países. Seu desenvolvimento contou com mais de 75 técnicos, designers, consultores de gestão da exploração, veterinários e especialistas em IA para tornar o conceito mais inteligente e fácil de usar.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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