AGRONEGÓCIO

Emater-MG conclui doação de sementes de feijão para municípios castigados pela seca de 2023

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A Empresa de Assistência e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) concluiu as doações de sementes de feijão para municípios atingidos pela forte estiagem em 2023. Os últimos pacotes foram entregues em Paracatu, no Noroeste de Minas, na segunda-feira (29/1), durante reunião entre diretores da Emater-MG, prefeitos e lideranças da região.

As entregas tiveram início no dia 17 de janeiro. Esta ação emergencial do Governo de Minas irá beneficiar mais de 12 mil famílias de agricultores familiares. Ao todo, 254 municípios foram contemplados nas regiões Norte, Noroeste, Central e nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce.

Os pacotes foram doados para as prefeituras. Para facilitar a logística, a Emater-MG realizou reuniões de entregas em cidades que serviram de base para que cada prefeitura pudesse buscar os sacos de sementes. Foram 13 encontros: Januária, Brasília de Minas, Nova Porteirinha, Montes Claros, Salinas, Almenara, Teófilo Otoni, Governador Valadares, Capelinha, Diamantina, Curvelo, Santana do Pirapama e Paracatu. Cada município define os critérios dos beneficiados e faz a distribuição aos agricultores, com ajuda da Emater-MG.

“A escolha por sementes de feijão foi feita, principalmente, por causa do ciclo curto da cultura, de aproximadamente 75 dias. Cada família recebe um pacote com 10 quilos de sementes e poderá colher cerca de 600 quilos de feijão, na primeira safra. Este feijão poderá ser replantado e gerar um círculo virtuoso, não só garantindo a segurança alimentar, mas também a geração de renda, com a venda do produto colhido”, explica o presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

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Os técnicos da Emater-MG recomendam que o plantio seja feito em fevereiro e março, aproveitando o período chuvoso. A variedade doada permite três gerações de plantio. Como cada saco de dez quilos de semente pode produzir aproximadamente 600 quilos de feijão na primeira safra, é possível produzir até três mil quilos de feijão, desde que plantados 20 quilos na segunda e na terceira safra.

Considerando o feijão a um preço de R$ 8,00/quilo, pode-se dizer que cada uma das famílias beneficiadas poderá obter R$ 20 mil, comercializando 2,5 mil quilos da produção e utilizando outros 500 quilos para consumo, replantio e distribuição. Somente com as 12 mil famílias beneficiadas diretamente, estima-se que sejam gerados R$ 240 milhões com a venda do feijão, garantindo renda aos agricultores familiares.

“Tinha muito produtor esperando por esta doação. As terras já estão prontas. Muitos querem plantar, mas não têm como comprar a semente. Vai ser importante para todos”, afirmou dona Idete Ramos Walquer, do município de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

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Outro produtor que comemorou a chegada das sementes de feijão foi Rui de Albuquerque, de São João da Lagoa, no Norte de Minas. Com o retorno das chuvas, ele espera uma boa colheita de feijão para amenizar os prejuízos do ano passado. “Foi uma das mais cruéis secas dos últimos tempos. Foi muito sofrido. Quem plantou, perdeu. Agora estamos contando com esta chuva para dar uma nova esperança para o povo da nossa região”.

Seleção dos municípios

Os municípios beneficiados foram selecionados conforme a situação de cada um deles, identificada em um levantamento feito pela equipe técnica da empresa. Mais da metade das prefeituras decretou estado de emergência devido à longa estiagem. Para definir a quantidade de sementes doada a cada município, a Emater-MG fez um cálculo que considerou o número de agricultores familiares nas localidades, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a quantidade de sacos disponíveis para esta ação emergencial.

A compra emergencial de 12.195 sacos de sementes, no valor de R$ 2 milhões, foi feita com recursos da Emater-MG, após autorização do Governo do Estado.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio atingem US$ 16 bilhões em maio e representam mais da metade das vendas externas do Brasil

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O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio internacional em maio de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16 bilhões, avanço de 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, consolidando o agro como responsável por 50,2% de todas as exportações brasileiras no período.

Os dados reforçam a relevância estratégica do setor para a economia nacional e mostram um cenário de expansão sustentado tanto pelo aumento dos volumes embarcados quanto pela valorização dos produtos exportados.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as vendas externas do agronegócio somaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6% sobre igual período de 2025 e o maior valor já registrado para o intervalo de janeiro a maio.

Enquanto o volume exportado cresceu 3,6% em maio, os preços médios dos produtos vendidos ao exterior avançaram 4,4%, contribuindo para o desempenho positivo da balança comercial do setor.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, queda de 3,6% na comparação anual. Com isso, o saldo comercial do agronegócio alcançou superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China amplia liderança entre os principais compradores

A China permaneceu como o principal destino das exportações do agro brasileiro. Em maio, o país asiático adquiriu US$ 6,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Com participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor, os chineses seguem como principal parceiro comercial do agronegócio nacional.

A União Europeia manteve a segunda colocação, com importações de US$ 2,4 bilhões e participação de 15% nas exportações do setor. O bloco registrou crescimento de 5,4% nas compras em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos apareceram na terceira posição, com aquisições de US$ 837 milhões. Apesar da participação de 5,2% na pauta exportadora, o mercado norte-americano apresentou retração de 28% em comparação a maio de 2025.

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Além dos grandes mercados tradicionais, países como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia ampliaram significativamente suas compras de produtos brasileiros, fortalecendo a estratégia de diversificação dos destinos das exportações.

Soja mantém liderança e carnes batem recordes históricos

A soja em grãos continuou sendo o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas da commodity alcançaram US$ 6,3 bilhões em maio, crescimento de 14,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

O volume embarcado chegou a 14,8 milhões de toneladas, alta de 5,1%, confirmando a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

Outro destaque foi o desempenho das proteínas animais, que registraram recordes históricos de valor e volume exportado para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura atingiram US$ 1,7 bilhão, avanço expressivo de 50,2% na comparação anual. Os embarques totalizaram 262 mil toneladas, aumento de 20,2%.

A China permaneceu como principal destino da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 1 bilhão em compras, o equivalente a 61,4% das exportações do segmento.

A carne de frango também apresentou desempenho recorde. As exportações somaram US$ 883 milhões, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado alcançou 442 mil toneladas, avanço de 32,3%.

O resultado evidencia a confiança dos mercados internacionais na produção brasileira, com embarques destinados a mais de 135 países ao longo do mês.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo novo recorde para maio.

Complexo soja, algodão e proteínas impulsionam crescimento

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio, o complexo soja liderou com US$ 7,5 bilhões em vendas externas, crescimento de 16,3% em relação a maio de 2025.

As proteínas animais movimentaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto o segmento de fibras e produtos têxteis alcançou US$ 483 milhões, crescimento de 39,6%.

Produtos específicos também apresentaram resultados expressivos. O óleo de milho registrou exportações de US$ 28,5 milhões, aumento de 798%. O algodão alcançou US$ 450 milhões em vendas externas, crescimento de 45,3%, enquanto as miudezas de frango somaram US$ 62,5 milhões, alta de 20,5%.

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A pauta exportadora brasileira também ganhou maior diversificação com o avanço de produtos como sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, arroz, óleo de milho, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG ganha espaço e amplia presença internacional

O DDG (Dried Distillers Grains), subproduto da indústria de etanol de milho amplamente utilizado na alimentação animal, vem se consolidando como uma importante alternativa na pauta exportadora brasileira.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações do produto alcançaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%. O volume embarcado chegou a 555 mil toneladas, avanço de 30,5% e recorde histórico para o período.

O desempenho acompanha o trabalho de abertura de mercados realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, o Brasil conquistou acesso a 21 novos mercados para o DDG.

Nos cinco primeiros meses deste ano, os principais destinos foram China, Turquia, Vietnã e Nova Zelândia.

Diversificação e abertura de mercados fortalecem o agro brasileiro

O desempenho das exportações em maio reforça a capacidade do agronegócio brasileiro de atender à crescente demanda global por alimentos, fibras, energia renovável e insumos agroindustriais.

Além da força de cadeias tradicionais como soja e proteínas animais, o avanço de produtos de maior valor agregado e a ampliação do acesso a novos mercados vêm reduzindo a dependência de poucos compradores e fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Com recordes sucessivos nas exportações e expansão dos mercados consumidores, o agronegócio segue como principal motor do superávit comercial brasileiro e um dos pilares do crescimento econômico do país em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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