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Setor de açúcar da Índia quer desviar mais açúcar para etanol com melhora na safra

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O segundo maior produtor de açúcar do mundo limitou no mês passado a quantidade que poderia ser desviada para o etanol na atual temporada, até o final de setembro, em 1,7 milhão de toneladas métricas, depois que as chuvas de monções abaixo do normal entre junho e setembro atingiram a safra de cana.

“Acreditamos que agora o governo pode facilmente permitir o desvio de cerca de 1,8 milhão de toneladas de açúcar adicional para a produção de etanol na atual temporada”, disse a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) em um comunicado.

A National Federation of Cooperative Sugar Factories (NFCSF), outro órgão do setor, defendeu pelo menos 1,5 milhão de toneladas adicionais, argumentando que essa medida ajudaria as usinas de açúcar e as destilarias a resolver os problemas financeiros que estão enfrentando.

As chuvas tardias melhoraram a produtividade da cana-de-açúcar, com a produção de açúcar na temporada 2023/24 sendo vista em 31,4 milhões de toneladas, acima da previsão inicial de 29,15 milhões de toneladas.

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É provável que a Índia termine a atual temporada com estoques de açúcar de 8,45 milhões de toneladas, acima dos 5,6 milhões de toneladas do ano passado, com a produção superando a demanda local em cerca de 28,5 milhões de toneladas, disse a ISMA.

As usinas produziram 18,72 milhões de toneladas de açúcar de outubro a janeiro, um pouco abaixo das 19,5 milhões de toneladas do período anterior, de acordo com a ISMA.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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