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Febre entre os consumidores, pistache atinge marca de US$ 8,8 MM em importações no Brasil em 2023

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Nos últimos anos, o pistache conquistou o gosto dos brasileiros e se tornou um dos ingredientes mais requisitados no universo culinário, especialmente em doces e sobremesas. Como resultado desse fenômeno, as importações desta oleaginosa, típica da região mediterrânea, presenciaram um aumento significativo para suprir a procura, atingindo o total de US$ 8,8 MM, equivalentes a 608 toneladas. É o que revela um estudo realizado pela Vixtra, fintech de comércio exterior, com base em dados disponibilizados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O período analisado compreende as últimas duas décadas, a partir de 2003, quando as importações do pistache ainda apresentavam um tímido montante de US$ 0,4 MM no Brasil. Entretanto, em 2013, os números expressaram um pico significativo, atingindo US$ 7,3 MM. Depois disso, os anos seguintes apresentaram queda, despencando para US$ 2,8 MM até 2021.

O cenário tornou a crescer em 2022, quando o pistache começou a aparecer como protagonista de inúmeras receitas, despertando a curiosidade dos brasileiros e resultando no total US$ 4,5 MM em importações. Já em 2023, a oleaginosa vivenciou seu auge no país, quando filas foram feitas para provar o novo sabor em uma sorveteria, com um impressionante crescimento de 97% em relação ao ano anterior, decorrente dos US$ 8,8 MM no total das importações.

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Gráfico: Vixtra.

“É importante destacar que o Brasil não cultiva esse produto em escala comercial devido a fatores como condições climáticas, o que explica a necessidade de importação para atender à demanda crescente”, diz Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra.

O levantamento aponta a origem dos três principais países exportadores do pistache para o Brasil: os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar, com 77,7% (US$ 6,8 MM) das exportações, seguido pela Argentina com 18,2% (US$ 1,6 MM) e Irã com 4,1% (US$ 0,4 MM).

“Os Estados Unidos são um dos principais exportadores de pistache por conta da extensa área cultivada na Califórnia, especialmente no Vale Central, onde o clima similar ao território mediterrâneo oferece as condições ideais para o crescimento da castanha. A Argentina também se destaca devido ao solo e clima adequados em regiões como San Juan, além de estar mais próxima do Brasil, diminuindo os custos de transporte. O Irã, por sua vez, é reconhecido como um dos maiores produtores e exportadores de pistache do mundo devido à longa tradição na cultura e cultivo desse produto”, analisa.

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“Para 2024, as expectativas em relação ao mercado de pistache no Brasil são de continuidade no aumento das importações, impulsionado por datas comemorativas como a Páscoa, trazendo os clássicos ovos de chocolate recheados com a iguaria. Diante desse cenário, é esperado um esforço contínuo para encontrar fontes confiáveis de fornecedores globais, visando garantir um abastecimento consistente”, conclui Baltieri.

Fonte: Vixtra

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abrapa, Aprosoja, Ampa, Famato e CNA querem um “Fundo Garantidor” para custeio rural

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Cinco das principais organizações do setor agropecuário brasileiro encaminharam ao Governo Federal uma proposta para criar um Fundo Garantidor para operações de custeio rural. A iniciativa, assinada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Aprosoja Brasil, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), busca facilitar o financiamento da safra, que está travado para muitos produtores, mesmo com dinheiro disponível para empréstimos.

O setor explica que a situação financeira está complicada. O lucro diminuiu, os custos subiram e os bancos estão mais rigorosos na hora de liberar empréstimos, exigindo garantias que muitos produtores não conseguem oferecer. Com isso, produtores que têm plena capacidade de produzir acabam ficando sem o crédito necessário para plantar a próxima safra.

A proposta técnica sugere uma solução em duas etapas. A medida emergencial consiste na criação de uma carteira segregada dentro do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), com aporte de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional. A estimativa das entidades é que esse mecanismo tenha potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em crédito rural. O desenho do modelo preserva a análise de risco das instituições financeiras e prevê a participação dos produtores, que contribuiriam com 1% do valor de cada operação garantida, reforçando a solidez do fundo.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio

Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), a medida representa uma virada de chave estratégica para a sustentabilidade do setor: “Estamos diante de uma proposta que não busca o refinanciamento de passivos antigos ou a transferência integral do risco ao Estado, mas sim a criação de um ambiente de previsibilidade. O fundo permitirá que o produtor, que possui viabilidade técnica e econômica, consiga atravessar momentos de maior volatilidade do mercado sem descontinuar a sua produção”, pontua.

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O dirigente destaca ainda que o modelo proposto é um exercício de corresponsabilidade. “Não estamos propondo um subsídio puro e simples. Ao manter a análise de risco pelos bancos e exigir que o próprio setor contribua com 1% do valor da operação, garantimos que o fundo seja eficiente e focado em produtores que realmente possuem capacidade de pagamento, mas que foram momentaneamente travados por um ambiente de mercado excessivamente conservador”, completa.

Por fim, Rezende reforça a importância da visão de longo prazo contida no documento. “O objetivo central é institucionalizar o crédito rural. Ao propormos um fundo permanente a partir de 2027, queremos evitar que o setor fique refém de medidas paliativas a cada safra. Com essa estrutura, fortalecemos a segurança alimentar do país e damos ao produtor a tranquilidade necessária para investir em tecnologia e produtividade, sabendo que o financiamento será um pilar estável, e não uma incerteza”, conclui.

Além do caráter imediato, o documento propõe que o mecanismo evolua, a partir de 2027, para um Fundo Garantidor permanente. A estrutura, inspirada no modelo do Garantia-Safra, envolveria a União, os estados, municípios, bancos e o próprio setor produtivo.

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A expectativa das entidades é que essa governança reduza a dependência de medidas emergenciais e fomente o desenvolvimento regional, consolidando a estabilidade necessária para a segurança alimentar do país.

O Fundo Garantidor funciona como uma rede de segurança para as instituições financeiras. Quando um agricultor solicita crédito, o banco muitas vezes teme o risco de inadimplência. O fundo entra para reduzir esse medo: caso o produtor não consiga quitar o empréstimo, a garantia cobre parte do prejuízo, incentivando o banco a liberar o recurso. O aporte inicial para essa estrutura seria de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional, e para manter o fundo sustentável, cada produtor contribuiria com 1% sobre o valor de cada financiamento contratado.

Fonte: Pensar Agro

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