AGRONEGÓCIO

Programa leva brasileiros para trabalhar no exterior; veja como participar

Publicado em

Muitos brasileiros têm o sonho de morar e trabalhar no exterior. Busca por melhor qualidade de vida, novas experiências culturais, aperfeiçoamento de língua estrangeira, são algumas das motivações que despertam o desejo de transformar em realidade uma carreira profissional fora do Brasil.

Depois de oito anos atuando na linha de produção da JBS de Marabá, no Pará, Henrique Mendes da Silva, 27 anos, natural do Tocantins, embarcou para a JBS Canadá para realizar um desejo antigo. “Quando eu soube da oportunidade fiquei encantado com a possibilidade de morar num país de primeiro mundo, algo raro para quem vive na minha região, no Norte do Brasil. Para não perder essa chance e me preparar, iniciei o treinamento para a função pretendida na JBS no Brasil. No processo seletivo, passei na primeira tentativa, estava muito focado e obstinado para conquistar esse sonho.”

Para Esdras Mota da Silva, de 40 anos, que é casado e tem dois filhos, trabalhar no exterior representava além de uma guinada na carreira, uma oportunidade de condições melhores para a família. “Estou vivendo o dia mais importante da minha vida, que é a realização de um sonho, uma oportunidade de dar uma vida melhor para os meus filhos, que terão a fluência no inglês, tão importante para o futuro deles”, diz. Nascido em Itapetinga, na Bahia, ele também embarcou para a JBS Canadá para um novo emprego com toda assistência de intercâmbio para a família. Seja para quem embarca imediatamente ou não com os familiares de primeiro grau – cônjuge e filhos –, a JBS custeia a moradia e alimentação por quatro semanas no novo país e assessora na busca de uma residência fixa e de escola para as crianças.

Leia Também:  Polícia Militar orienta competidores que irão participar da 23ª edição da Corrida Homens do Mato

Desde a adolescência, Gabriel Antunes Oliveira Lima, 27 anos, tinha o sonho de morar na Austrália. O colaborador da JBS de Dourados, embarcou no último dia 21 de janeiro para trabalhar em Rockhampton, no estado de Queensland. Ele foi aprovado no maior processo seletivo que o programa já abriu, ano passado, com mais de 1,5 mil vagas para o país da Oceania. “Trabalhar na Austrália é uma grande realização na minha vida e, graças as possibilidades ofertadas pela Companhia, e da minha parte, pelo meu esforço e disciplina nos estudos, esse sonho se tornou realidade”, conta.

JBS Sem Fronteiras

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, possui um processo seletivo permanente em aberto para os colaboradores interessados em trabalhar em unidades nos EUA, Argentina, Austrália, Canadá e Reino Unido. Através do programa JBS Sem Fronteiras, a Companhia global oferece a chance de seus funcionários internacionalizarem a carreira profissional, mudando de função ou estendendo seus conhecimentos para outro país, fortalecendo a cultura organizacional da JBS em todo o mundo.

Para participar do programa, os candidatos precisam estar trabalhando na JBS há, pelo menos, 12 meses e ter, no mínimo, seis meses de experiência na função. Para a inscrição, não é necessária fluência em inglês, nem em outro idioma. Em parceria com o Instituto J&F, a JBS capacita os colaboradores selecionados na língua inglesa. A formação requerida para o processo é Ensino Fundamental completo, além das qualificações técnicas exigidas para a função disponível. Todos os colaboradores inscritos são submetidos a um processo seletivo interno. Ao final, os aprovados iniciam uma etapa de orientação e acompanhamento específicos, com todo o suporte da JBS, incluindo auxílio no processo do visto, compra de passagem aérea e documentação.

Leia Também:  Mais de 100 idosos do Projeto "Vida Plena" visitam o Aquário Museu do Rio

O JBS Sem Fronteiras foi criado em 2015 voltado especialmente para promover o intercâmbio profissional de operadores da Friboi e da Seara para a cidade de Brooks, em Alberta, no Canadá. O projeto cresceu, e hoje em dia, há vagas para todos os níveis hierárquicos e departamentos, incluindo administrativo, comercial e de gestão, para unidades da JBS espalhadas pelo mundo.

O diretor de RH da JBS Brasil, Fernando Meller, explica que a JBS é uma empresa que estimula o desenvolvimento das pessoas: “Temos como missão dar oportunidade de um futuro melhor a todos os nossos colaboradores, e o JBS Sem Fronteiras é um exemplo de como a Companhia faz isso na prática. Somos uma empresa global, e isso possibilita a construção de carreira tanto no Brasil quanto no exterior.”

Como se inscrever para trabalhar na JBS

Aos interessados que quiserem fazer parte do quadro da JBS, a Companhia atualmente está com 4.453 vagas disponíveis para suas unidades e escritórios espalhados pelo Brasil. Exceto para as posições de operador de produção, em que a entrega do currículo precisa ser feita pessoalmente na unidade, no site jbs.com.br/carreiras é possível consultar e se inscrever nas oportunidades em posições administrativas e de gestão.

Maior empregadora do Brasil, a Companhia tem atualmente mais de 150 mil colaboradores em todas as regiões do Brasil, além de 270 mil pessoas empregadas em fábricas e unidades comerciais em 24 países de todos os continentes.

Fonte: JBS

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

Published

on

A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

Leia Também:  Museu de História Natural de MT oferece atividades inclusivas em programação de evento nacional

No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

Leia Também:  Atleta de 14 anos do programa de bolsa do Governo de MT é convocado para Sul-Americano de Tênis

A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA