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Adjuvantes minimizam impactos das oscilações de clima

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Hora é seca severa, hora é chuva em excesso. A atual safra está caracterizada pelas oscilações climáticas, com destaque para as temperaturas mais elevadas e que realmente tem esquentado a cabeça de muitos produtores. Umas das opções disponíveis e que pode auxiliar a minimizar os impactos desse cenário na produção, seja qual cultivo for, são os adjuvantes. Estes, desempenham papel crucial, já que oferecem diversos benefícios com sua adoção.

O engenheiro agrônomo, coordenador técnico e marketing Latam da DVA Agro, Daniel Petreli, destaca os principais ganhos que a classe agrícola tem ao fazer uso dessas ferramentas. O primeiro deles é obter maior resistência à chuva. Pois as estações secas podem estar associadas a precipitações imprevisíveis. “Os adjuvantes que melhoram a resistência dos produtos à chuva podem ajudar a garantir que estes após aplicados, permanecem eficazes mesmo que chova logo após a operação devido a capacidade de adesão e absorção. Isto é essencial para manter a eficácia das medidas de controle de pragas, por exemplo”, diz.

Outro benefício para situações adversas que os adjuvantes proporcionam, está relacionado a evaporação e deriva reduzidas, já que temperaturas mais altas e condições mais secas podem levar a uma evaporação rápida das soluções pulverizadas. “Os adjuvantes desenvolvidos para reduzir a evaporação ajudam a prolongar o tempo que os agroquímicos permanecem no estado líquido nas superfícies das plantas. Além disso, diminuem a deriva, evitando a perda de partículas pulverizadas para o ar circundante, garantindo que o defensivo ou agroquímico atinja o alvo”, relata Petreli.

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A melhor penetração através das cutículas das plantas é outra característica que deve ser levada em conta na hora de optar por utilizar a tecnologia. Em períodos de estresse hídrico, as plantas se encontram com o seu metabolismo alterado em condições normais o que altera a capacidade de absorção e podem apresentar cutículas mais espessas ou mais resistentes e conforme o especialista endossa, os adjuvantes melhoram a capacidade de absorção de ingredientes ativos.

Mais ganhos contra o estresse climático

Com a utilização dos adjuvantes específicos de impacto da radiação ultravioleta (UV), a fotodegradação também é reduzida, protegendo os agroquímicos aplicados. O profissional da DVA aponta também que a adesão aprimorada às superfícies das plantas proporcionada pela tecnologia é importante para melhor eficiência.

Não menos importante, é válido lembrar que os adjuvantes podem contribuir para a compatibilidade de diferentes agroquímicos e insumos agrícolas quando misturados em tanques.

Petreli completa alertando os produtores para que selecionem cuidadosamente os adjuvantes com base nos desafios específicos colocados pelas condicoes climaticas em sua região, o objetivo é sempre realizar as aplicações nas melhores condições principalmente temperatura, umidade e vento pois impactam diretamente na eficiência da aplicação se não utilizar das tecnologias de aplicação disponível nos equipamentos de pulverização e as tecnologias em adjuvantes.

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“Além disso, é fundamental seguir as taxas de aplicação e diretrizes recomendadas para garantir o uso seguro e eficaz de adjuvantes em diversas situações de clima. A consulta de serviços locais de extensão agrícola ou agrônomos pode fornecer informações valiosas adaptadas às necessidades específicas da cultura e da região”, completa o especialista.

Não esqueça!

É importante ressaltar que o produtor não deve esquecer de verificar, antes de escolher o melhor adjuvante, fatores como a formulação do defensivo que vai utilizar junto e as condições ambientais. “A compatibilidade dos adjuvantes com tipos específicos de defensivos varia, eles interagem de maneira diferente com os adjuvantes, assim como os produtos biológicos. Já a eficácia pode ser influenciada por fatores ambientais como temperatura, umidade e vento”, finaliza Petreli.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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