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Colheita de milho no Paraná avança com produtividades aquém do esperado, indica Deral

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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou seu relatório semanal, fornecendo uma análise detalhada das condições climáticas e do cultivo das principais safras do estado.

Segundo o levantamento, as lavouras da safra de verão de milho 2023/24 apresentam-se com 3% em floração, 27% em frutificação e 70% em maturação. Até a última segunda-feira (29), 19% da área destinada ao milho já foi colhida. Os técnicos do Deral classificaram 68% das lavouras em boas condições de desenvolvimento, 27% em condições médias e 5% em condições ruins.

Simultaneamente, as lavouras de milho segunda safra atingiram 22% do total previsto, com 53% em germinação e 47% em desenvolvimento vegetativo. As áreas consideradas em boas condições somam 99%, enquanto 1% está em condições médias.

Analisando as regiões paranaenses, o Deral destaca o início da colheita com produtividades regulares na região Sudoeste, mas ressalta que o potencial produtivo foi comprometido. Nas regiões Oeste e Centro-Oeste, a colheita da primeira safra avança com produtividades abaixo das expectativas iniciais. Para a segunda safra, prevê-se uma área maior devido à antecipação da colheita de verão.

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Na região Sul, onde a colheita ainda não começou, o desenvolvimento das lavouras é prejudicado pelo clima adverso e pela pressão de doenças. O Deral observa que os agricultores enfrentam dificuldades devido às chuvas, destacando a necessidade de aplicação de fungicidas e inseticidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do cavalo Crioulo cresce com novas modalidades e maior participação de proprietários

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O mercado do cavalo Crioulo segue em trajetória de crescimento no Brasil e em outros países da América Latina, impulsionado principalmente pela ampliação das modalidades esportivas e pela maior participação de proprietários nas competições da raça.

A avaliação é do leiloeiro Marcelo Silva, diretor da Trajano Silva Remates, que observa uma expansão consistente do setor, ainda que em ritmo mais moderado nos próximos anos devido ao cenário econômico e político.

Novas modalidades ampliam participação no cavalo Crioulo

Segundo Silva, provas como Freio do Proprietário, Freio Jovem e outras modalidades voltadas a diferentes perfis de competidores têm desempenhado papel importante na expansão do mercado.

Na avaliação do leiloeiro, a diversificação das disputas permitiu maior aproximação de criadores, investidores e apaixonados pela raça, ampliando a base de participantes e fortalecendo toda a cadeia econômica ligada ao cavalo Crioulo.

“As provas mais voltadas aos proprietários fizeram com que a raça tivesse uma pulverização muito importante. Isso aproxima mais pessoas, aumenta o envolvimento com os animais e amplia o mercado em torno da raça”, afirma Marcelo Silva.

Internacionalização amplia oportunidades de negócios

O crescimento também é percebido fora do Brasil. Durante a realização da FICCC, em Montevidéu, Silva observou maior presença de participantes de países como Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil, além dos tradicionais criadores uruguaios.

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Segundo ele, o mercado do cavalo Crioulo deixou de estar concentrado apenas nos três principais polos históricos da raça — Brasil, Argentina e Uruguai — e passou a despertar interesse em novos mercados internacionais.

“Hoje já vemos negócios com o Paraguai e interesse de outros países. A raça não está mais limitada apenas a Uruguai, Argentina e Brasil. Esse é um sinal claro de que o mercado ganhou outra dimensão”, destaca.

Cenário econômico pode desacelerar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, Marcelo Silva avalia que fatores econômicos e políticos podem reduzir temporariamente a velocidade dos negócios até meados de 2027.

Entre os pontos de atenção estão o ambiente macroeconômico, o calendário eleitoral e a proximidade de grandes eventos esportivos internacionais, fatores que podem influenciar decisões de compra e investimentos no curto prazo.

“A raça continua e continuará crescendo. Talvez em um ritmo um pouco mais lento, principalmente até meados de 2027, por causa do ambiente econômico, das eleições e de outros fatores que acabam interferindo nas decisões de compra”, explica.

Calendário de eventos fortalece mercado e liquidez

Outro fator apontado como decisivo para o fortalecimento do setor é a ampliação do calendário de eventos ligados ao cavalo Crioulo.

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Segundo Silva, o mercado passou por forte descentralização nos últimos anos. Antes, os principais negócios estavam concentrados em cidades tradicionais como Bagé, Uruguaiana, Jaguarão, Pelotas e na Expointer.

Hoje, a multiplicação de provas, exposições e remates contribui para aumentar a circulação de animais, criadores e investidores em diferentes regiões, ampliando as oportunidades comerciais.

“A associação vem fazendo uma gestão muito positiva, e a multiplicação dos eventos ajudou a dar mais movimento ao mercado. Antes eram poucos pontos de concentração. Agora, a raça anda em um ritmo muito mais amplo”, ressalta.

Esporte e negócios sustentam expansão da raça

Nos próximos meses, a agenda de leilões e competições deve seguir aquecendo o mercado do cavalo Crioulo. Para o setor, a combinação entre esporte, internacionalização, calendário de eventos e liquidez em pista continuará sendo o principal motor de crescimento da raça nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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