Nove mandados judiciais contra integrantes de uma associação criminosa são cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (31.01), em cidades de Mato Grosso e Goiás. A operação Salvo Conduto é coordenada pela 1ª Delegacia de Barra do Garças.
Das prisões preventivas, buscas e apreensão domiciliares e outras medidas cautelares deferidas pela Comarca de Barra do Garças, seis foram cumpridas em Barra do Garças e três na cidade de Goiânia.
Os investigados têm diversas passagens criminais e respondem por sequestro e cárcere privado, extorsão, associação criminosa, coação no curso do processo e tortura.
O crime
Em dezembro de 2023, um homem de 39 anos conduzia sua motocicleta pelo bairro Ouro Fino, em Barra do Garças, quando foi abordado por ocupantes de um automóvel de cor prata, ambos monitorados por tornozeleira eletrônica.
A vítima foi colocada no carro e com um pano preto cobrindo o rosto foi levada para outro local, sendo agredida com golpes na cabeça, no pescoço, e constantemente ameaçada de morte durante o trajeto.
Depois de ser torturada, a vítima, mesmo amarrada, conseguiu se desvencilhar e fugir, pedindo socorro a uma equipe da Polícia Militar.
Apuração
Durante as diligências para esclarecer o crime, a 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, constatou que a motivação do crime foi um desacordo comercial entre a vítima e dois dos autores.
Em setembro de 2023, a vítima foi contratada por um dos investigados para fazer reparo mecânico em um automóvel e pagou parte do valor combinado no momento da contratação.
No entanto, antes do término dos serviços, o suspeito em companhia de outra pessoa, retirou o veículo da oficina alegando que a vítima era procurada pela polícia.
Mesmo a vítima já tendo iniciado os serviços, inclusive adquirido peças para o conserto, o suspeito passou a exigir a devolução do valor pago na contratação. A vítima se negou a devolver o dinheiro recebido. A partir de então, o suspeito iniciou uma série de intimidações para a restituição do dinheiro, inclusive enviando imagens da residência dos familiares da vítima, com graves ameaças.
Na ocasião, temendo pela sua vida e de seus parentes, a vítima registrou um boletim de ocorrência. Dias depois, foi abordada pelos suspeitos armados, que levaram R$ 1,8 mil. Já no dia 19 de dezembro, a vítima foi sequestrada, mantida em cárcere privado e torturada.
Investigação
A Polícia Civil identificou seis envolvidos na ação criminosa. Diante dos indícios e evidências de autoria, a 1a Delegacia de Barra do Garças representou pelas prisões preventivas, busca e apreensão domiciliar, além quebra do sigilo de dados eletrônicos e autorização para acesso e compartilhamento de dados de monitoramento eletrônico.
A Polícia Civil de General Carneiro cumpriu, nesta quinta-feira (7.5), quatro ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido no município, em abril deste ano.
Na ação foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra suspeitos apontados como envolvidos no crime.
Os suspeitos foram encaminhados para as providências legais cabíveis e deverão passar por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
A investigação
A vítima, um homem de 29 anos, foi encontrada morta no quintal de uma residência localizada na Avenida Marechal Rondon, em General Carneiro, no dia 28 de abril de 2026. A vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na testa, braço e axila.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Civil iniciou diligências investigativas que resultaram na identificação de dois suspeitos, ambos apontados como integrantes de facção criminosa com atuação na região. Um dos investigados, de 54 anos, foi preso em General Carneiro, enquanto o segundo suspeito, de 21 anos, foi localizado e preso em Barra do Garças.
Durante as investigações, os suspeitos também foram identificados como envolvidos em um crime de tortura praticado contra uma mulher. Segundo apurado, a vítima teria sido submetida a agressões conhecidas como “salve”, ocasião em que sofreu queimaduras provocadas por bitucas de cigarro nos seios.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado responsável pelo caso representou pelas prisões preventivas dos investigados e pelos mandados de busca e apreensão, medidas que foram deferidas pelo Poder Judiciário.
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