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Baixa produtividade e queda no preço da soja deve endividar ainda mais produtores rurais

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De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) também está prevista perda de produtividade da soja no Estado. Em média, os agricultores devem colher 49,68 sacas por hectare nesta safra, ante 62,3 sacas por hectare em 2022-23.

O cenário é preocupante e a possibilidade da quebra de safra em 2024 deve fazer com que o número de recuperações judiciais de produtores rurais, que terminaram 2023 em alta, continue crescendo. No geral, a quantidade de empresas em recuperação judicial explodiu no terceiro trimestre do ano passado e o ano deve registrar índices recordes. Segundo a Serasa Experian, cerca de 40% de todos os pedidos registrados em 2023 foram feitos entre julho e setembro.

De acordo com o advogado Allison Sousa, da ERS Advocacia, escritório especializado em Recuperação Judicial e referência nos processos envolvendo produtores rurais, o panorama para 2024 deve seguir o mesmo roteiro do ano anterior, quando a retração nos preços dos grãos causou grande parte dos pedidos de recuperação judicial.

“Vimos significativo aumento nas recuperações judiciais do agronegócio em 2023. Mas lembramos que essas recuperações são ajustes de expectativas de quem emprestou com quem pegou o crédito. O recurso foi aplicado, mas o resultado foi menor do que o esperado com os preços das commodities, que caiu 30% no ano. Agora é preciso saber como ajustar e a recuperação judicial é um meio negocial para todos continuarem produzindo e remunerando, tanto quanto possível, o capital”, conclui.

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O crescimento dos pedidos de recuperação judicial nos últimos anos também é visível nos atendimentos realizados pela ERS Advocacia. Em 2021 a empresa atuou em dois processos, já em 2022 foram três pedidos, e em 2023 foram 13 processos de recuperação judicial. “Esse número é bem maior se levarmos em conta a quantidade de empresas que pediram recuperação judicial, já que em alguns processos existem casos de várias empresas de um mesmo grupo de empresários que entraram em um único processo de recuperação judicial”, explica Sousa.

Os 13 processos de recuperação judicial em andamento na ERS Advocacia totalizam um passivo de R$ 3,213 bilhões.

O advogado explica que o processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários. Com esse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação.

“Para o produtor rural, o deferimento da recuperação judicial impede que ele sofra expropriações contra bens e equipamentos essenciais para a manutenção da sua atividade e até mesmo o arresto de sua produção por parte dos credores. Além disso, a recuperação judicial se mostra uma ferramenta extremamente importante para a manutenção de negócios que geram emprego, renda e trazem desenvolvimento para o país”, afirma Allison.

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Nova legislação para produtores rurais Pessoa Física

Sancionada em 2021, a Nova Lei de Recuperação Judicial e Falência estabelece que o Produtor Rural Pessoa Física pode requerer um plano semelhante àquele destinado aos empresários.

Até então, apenas empresas de produção rural poderiam fazer o pedido. Agora, porém, produtores que desenvolvam suas atividades enquanto pessoa física também podem, com determinadas condições, solicitar a recuperação.

Fonte: ÍconePress

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Zelensky endurece discurso e alerta Rússia após ataques: “Se a Ucrânia pegar fogo, Moscou também pegará”

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, elevou o tom contra a Rússia nesta quinta-feira (18) ao afirmar que Moscou poderá enfrentar consequências cada vez mais severas caso os ataques russos ao território ucraniano continuem. A declaração foi feita após uma nova onda de ataques com drones atingir a capital russa durante a madrugada.

Segundo Zelensky, a ofensiva ucraniana foi uma resposta direta aos recentes bombardeios promovidos pela Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos à infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo um ataque que atingiu o histórico Mosteiro de Pechersk Lavra, em Kiev.

“Não queremos essa guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso. Mas, se a Ucrânia pegar fogo, a sua Moscou pegará fogo”, declarou o presidente ucraniano em mensagem enviada a jornalistas.

Ataques atingem Moscou e refinaria de petróleo

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades russas, dezenas de drones foram lançados contra Moscou durante a madrugada. Entre os alvos atingidos está uma refinaria de petróleo da capital, que sofreu impactos pela segunda vez na mesma semana.

Os ataques refletem uma intensificação das operações de ambos os lados do conflito, que já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectivas concretas de encerramento.

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Analistas avaliam que a ampliação das ofensivas em território russo busca aumentar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin, especialmente em um momento de crescente desgaste econômico e militar provocado pela guerra.

Ataque em Kiev deixou mortos e atingiu patrimônio histórico

Na última segunda-feira, uma ofensiva russa com drones e mísseis deixou pelo menos dez mortos em diferentes regiões da Ucrânia. Um dos alvos foi o tradicional Mosteiro de Pechersk Lavra, considerado um dos principais símbolos religiosos e históricos do país.

O episódio provocou forte reação do governo ucraniano e ampliou os pedidos por apoio internacional para reforçar a defesa aérea do país.

Defesa aérea e novas medidas serão debatidas na Otan

Zelensky participa nesta quinta-feira de reuniões com aliados da Ucrânia em Bruxelas, onde a ampliação da assistência militar estará entre os principais temas da agenda.

Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento dos sistemas de defesa aérea fornecidos pela OTAN e o desenvolvimento de uma estrutura integrada de defesa contra mísseis balísticos envolvendo Ucrânia e países parceiros.

O presidente ucraniano argumenta que a ampliação dessas capacidades é fundamental para proteger cidades, instalações estratégicas e a população civil dos ataques russos.

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Ucrânia pede novas sanções contra a Rússia

Além do apoio militar, Zelensky voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano pediu que Europa, Estados Unidos e demais aliados ampliem as restrições aos setores de energia, defesa e finanças da Rússia.

Segundo ele, o aumento da pressão econômica é uma das principais ferramentas para forçar o Kremlin a rever sua estratégia militar e buscar uma solução para o conflito.

“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, europeus, norte-americanos e também os russos. É hora de encarar a realidade e pressionar seu líder”, afirmou.

Guerra segue sem perspectiva de trégua

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais focos de instabilidade geopolítica global, com impactos diretos sobre os mercados internacionais, energia, fertilizantes, commodities agrícolas e cadeias de abastecimento.

A escalada dos ataques em ambos os territórios aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação da guerra e seus reflexos sobre a economia mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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