AGRONEGÓCIO

Recuo nos preços da arroba do boi gordo reflete desafios no escoamento da carne

Publicado em

O mercado físico do boi gordo enfrentou uma semana de preços estáveis a mais baixos, refletindo o lento escoamento da carne no início deste ano, que tem apresentado uma queda generalizada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a indústria demonstra cautela diante desse cenário, realizando tentativas de compras em patamares mais baixos.

Iglesias destaca que o quadro limitado de demanda não favorece a recuperação dos preços, pelo menos no curto prazo. O suporte aos preços ainda é proporcionado pelo comportamento dos pecuaristas, que ajustam o ritmo dos negócios diante das boas condições das pastagens.

Preços da Arroba do Boi Gordo nas Principais Praças:

  • São Paulo (Capital): R$ 240,00 a arroba (queda de 2,04% em relação a 18 de janeiro).
  • Goiás (Goiânia): R$ 235,00 a arroba (estável).
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 245,00 a arroba (queda de 2,00% em relação a 18 de janeiro).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 235,00 a arroba (inalterado).
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 214,00 a arroba (sem alterações).
Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá comunica tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria Municipal de Saúde
Cenário no Mercado Atacadista

O mercado atacadista registrou queda nos preços da carne bovina, refletindo as dificuldades no escoamento do produto neste início de ano. O ambiente de negócios sugere uma redução nas indicações, com as indústrias apontando para um grande volume de produto estocado. O perfil de consumo, mais restrito nesse período, destaca a preferência por produtos mais acessíveis, como carne de frango, ovos e embutidos.

Na última quinta-feira (25), o quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, uma queda de 5,26% em relação à semana anterior. O quarto do dianteiro foi negociado a R$ 12,60, representando uma baixa de 3,08% em comparação aos R$ 13,00 praticados na última semana.

Exportações de Carne Bovina

As exportações brasileiras de carne bovina em janeiro renderam US$ 554,764 milhões, com uma média diária de US$ 39,626 milhões em 14 dias úteis. O país exportou um total de 123,021 mil toneladas, com uma média diária de 8,787 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.509,50.

Leia Também:  Secretaria de Agricultura publica análise do comércio exterior do agronegócio mineiro

Comparado a janeiro de 2023, houve um aumento de 12,4% no valor médio diário da exportação, um ganho de 20,7% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 6,9% no preço médio, conforme divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produto Interno Bruto da agropecuária cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2026

Published

on

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária iniciou o ano de 2026 em crescimento, registrando uma leve alta de 0,7% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação aos três últimos meses de 2025, o avanço do setor foi de 2,0%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29.05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o PIB total do País cresceu 1,8% na comparação anual e 1,1% frente ao trimestre anterior.

Apesar do ritmo moderado na comparação interanual, o resultado é classificado como positivo por entidades do setor, dado que ocorre sobre uma base comparativa recorde do ano anterior. De acordo com o Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a safra passada foi excelente, o que torna o avanço de 0,7% um desempenho expressivo que ajuda a sustentar o resultado econômico nacional.

Integrando a leitura do cenário macroeconômico, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto) destaca que o acompanhamento de longo prazo reflete melhor a realidade do campo. “A análise da variação anual é a mais pertinente, em função das sazonalidades existentes na produção agropecuária”, afirma.

Segundo Rezende, “embora o conflito no Oriente Médio tenha afetado o setor e gerado um resultado inicialmente mais fraco em termos de expectativas, o saldo final foi muito mais positivo do que negativo para o agronegócio brasileiro, já que o setor ainda impulsionou os resultados neste trimestre”.

“O agro vive muito de ciclos. Lá atrás, você tinha um ciclo muito favorável, e acho que isso explica boa parte do resultado do ano passado. Agora, o que a gente observa no agro tem a ver com ciclos e cenários externos. Mas também há um ponto interessante: às vezes temos impactos negativos do clima e, em outras, positivos. No caso deste ano, o impacto foi mais positivo”, explica o presidente.

Leia Também:  O Crescimento do Interesse pela Carne de Búfalo no Rio Grande do Sul
Safrinha

De acordo com a análise de especialistas, o PIB do setor ainda deve contar com impactos positivos vindos da soja no segundo trimestre, mas o milho segunda safra desponta como um limitador para os próximos resultados. A avaliação da consultoria indica que será difícil registrar crescimentos fortes no PIB da agropecuária ao longo do ano, com o milho safrinha pressionando o desempenho principalmente na segunda metade de 2026.

A colheita da segunda safra de milho já começou sob a expectativa de redução na oferta. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção do cereal deve alcançar 108,4 milhões de toneladas na segunda safra, volume 4,2% menor do que o registrado no ciclo 2024/25. A falta de chuvas afetou severamente a produtividade no Estado de Goiás, e problemas pontuais em menor proporção são observados em Minas Gerais e São Paulo.

Além do milho, analistas do setor privado citam o algodão e a cana-de-açúcar como pontos de atenção para os próximos meses. No primeiro trimestre, o crescimento anual foi sustentado pela soja — que registrou novo recorde de 4,8% na estimativa anual de produção — e pelo segmento de carnes, além de contribuições do café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva, e do cacau. Na outra ponta, as principais retrações foram registradas na batata inglesa, no arroz (-10,6%) e no milho (-2,5%).

Leia Também:  Frango vivo dispara em maio e amplia rentabilidade da avicultura, enquanto preços dos ovos recuam ao menor nível em quatro anos
Juros

O início de ano positivo ocorre em um momento em que a agropecuária começa a sentir com maior intensidade o peso da taxa Selic elevada. Economistas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) avaliam que o custo do crédito tende a desacelerar o ritmo de produção nos próximos meses, período em que o clima se tornará uma variável crítica.

A CNA projeta que os resultados do segundo e do terceiro trimestres fiquem próximos da margem, podendo oscilar levemente para cima ou para baixo devido à base comparativa elevada de 2025. Contudo, o grande ponto de interrogação reside no fechamento do ano. A coordenação técnica da entidade alerta que há dúvidas sobre como o fenômeno climático El Niño vai se refletir na safra de inverno, tornando o clima a principal incógnita do setor.

Petróleo e gás

Diferentemente do observado em períodos anteriores, a agropecuária não deve figurar como o principal motor do PIB brasileiro neste ano. Estimativas do Núcleo Econômico da CNA indicam que o protagonismo do crescimento em 2026 deve ser assumido pelos setores de petróleo e gás, do ponto de vista da produção.

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio elevou os preços internacionais do barril de petróleo, levando a indústria extrativa nacional a intensificar o ritmo de atividade. Como o Brasil exporta petróleo bruto e importa subprodutos como diesel e gasolina, a valorização da commodity no mercado internacional deve fazer com que a Petrobras mantenha a produção em patamares elevados, gerando reflexos estatísticos positivos sobre o PIB ao longo de todo o ano.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA