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Mercado da soja em Chicago inicia semana com quedas; clima adverso na Argentina preocupa investidores

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O início desta semana apresenta uma pressão contínua sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago, com as posições mais negociadas perdendo entre 7,75 e 10,25 pontos nos principais vencimentos por volta das 6h55 (horário de Brasília). O contrato de março atingiu US$ 11,99 por bushel, enquanto o contrato de maio alcançou US$ 12,07. Os futuros do farelo e do óleo também registraram quedas na Chicago Board of Trade (CBOT) neste período.

Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, destaca que “os fundos continuam extremamente vendidos em CBOT, em todas as commodities agrícolas”, totalizando 486 mil contratos vendidos. Essa postura reflete a aposta dos fundos em uma safra de soja robusta na América do Sul e uma demanda limitada, com a China expressando sua intenção de importar cerca de 100 milhões de toneladas de soja de países como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Paraguai e outros.

Apesar desse cenário, o mercado permanece atento às condições climáticas adversas na América do Sul, especialmente na Argentina, que enfrentou outro final de semana de clima quente e seco, conforme previsto. Os modelos meteorológicos continuam indicando a manutenção dessas condições para os próximos sete dias.

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Sousa acrescenta: “O modelo GFS desta noite indica clima seco para a Argentina, RS e Paraguai nos próximos 7 dias. Algumas províncias argentinas já mostram deficiência hídrica, como Buenos Aires e o Sul de Santa Fé. No Brasil, RS e SC têm boa reserva hídrica, enquanto o PR enfrenta deficiência no centro e norte do estado, necessitando de chuvas para completar o ciclo.”

Ao avaliar a situação, o diretor da Labhoro destaca que “técnica e psicologicamente, a soja tem um grande suporte para o contrato de março nos US$ 12,00 e uma grande resistência nos US$ 12,50.” Ele alerta que os fundos, fortemente vendidos, defenderão suas posições a todo custo. Contudo, a ausência de chuvas na Argentina, somada ao plantio já concluído e as lavouras entrando em ciclos cruciais, poderá levar esses fundos a cobrir posições, forçando uma elevação dos preços na CBOT. “Eles irão lutar para evitar o aumento dos preços”, conclui Sousa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná exporta 6,72 milhões de toneladas de soja e registra alta de 8% no complexo soja em 2026

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Colheita do milho impulsiona vendas de soja no Paraná

O ritmo acelerado da colheita da segunda safra de milho no Paraná tem impactado diretamente o mercado de soja no Estado. Produtores estão intensificando as vendas do grão para liberar espaço nos armazéns, em preparação para o recebimento da nova produção.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Deral, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Estado exportou 6,72 milhões de toneladas do complexo soja nos cinco primeiros meses de 2026.

O volume representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo tanto a demanda externa quanto o bom desempenho logístico do setor no Estado.

Soja em grão lidera embarques do complexo

Entre os produtos exportados, a soja em grão respondeu pela maior fatia dos embarques, com 71% do total. O farelo de soja representou 24%, enquanto o óleo de soja participou com 5% das exportações no período analisado.

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O destaque do período ficou justamente para o óleo de soja, que registrou o maior crescimento proporcional dentro do complexo. As exportações somaram 338 mil toneladas entre janeiro e maio, alta de 59% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Receita das exportações cresce e reforça importância do setor

Em termos financeiros, o desempenho também foi positivo. Segundo o Deral, as exportações do complexo soja geraram aproximadamente US$ 2,94 bilhões para a balança comercial paranaense nos cinco primeiros meses de 2026, um avanço de 18% em comparação com igual período de 2025.

O resultado reforça a relevância da cadeia da soja para a economia do Paraná, especialmente em um momento de forte movimentação logística ligada à colheita do milho e à necessidade de escoamento da produção agrícola.

Brasil também registra crescimento nas exportações de soja

No cenário nacional, o desempenho segue a mesma tendência. No acumulado de 2026 até maio, o Brasil exportou 66,2 milhões de toneladas do complexo soja, crescimento de 7% em volume.

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Em termos de receita, as exportações brasileiras somaram US$ 27,62 bilhões no período, alta de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados consolidados do comércio exterior.

Perspectivas para o mercado de soja

Com a colheita do milho avançando no Paraná e a necessidade de liberação de armazenagem, a tendência é de manutenção do ritmo de comercialização da soja nas próximas semanas. No mercado externo, a demanda global segue firme, sustentando o fluxo de exportações brasileiras do complexo soja, que continua sendo um dos principais pilares da balança comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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