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53º CCORELB debate a relação da democracia com a diversidade e a inclusão

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“Não tem como falar de democracia sem falar de inclusão e diversidade”, essa foi uma das falas da representante indígena, Dra. Samara Pataxó, durante palestra ministrada na tarde do último dia do Encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil (CCORELB), nesta sexta-feira (26.01). Assessora indígena do Núcleo de Inclusão e Diversidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela reforçou a importância da participação dos diferentes grupos sociais na política.

Diversidade e inclusão, conforme explicou a assessora, são temas que estão ligados à dignidade humana como rege a Constituição Federal, e por isso essas questões precisam ser discutidas, debatidas e pensadas no ambiente político. Para isso, é importante que as corregedorias regionais estejam atentas para analisar os diferentes contextos e integrar os grupos sociais que ainda estão sub representados. 

Umas das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral que soma nessa discussão e avanço da democracia no país é entender o perfil do seu eleitorado. Características como raça, gênero, etnia e pertencimento a comunidades quilombolas são alguns dados indispensáveis para conhecer as diversas camadas sociais que sustentam o sistema democrático. 

Ao entender o perfil do eleitorado é possível fortalecer a democracia com maior representação política. Um dos exemplos citados por ela é a quantidade de eleitoras mulheres que atualmente somam mais da metade da população. Conforme o próprio TSE, elas chegaram a 52,65% das pessoas aptas a votarem em 2022. Ainda assim, elas continuam sendo sub representadas na política, o que leva, portanto, a Justiça Eleitoral a criar estratégias para que esse grupo, assim como outros, ganhem maior representação. 

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A expectativa dela neste ano de eleições municipais é que grupos sub representados como o de mulheres, indígenas, negros, quilombolas e pessoas LGBT+ alcancem mais espaço na política. Ela ainda agradeceu pelo espaço de fala: “acho que traz essa representatividade pelo fato de eu ser mulher, ser de origem indígena e aqui ser um estado que tem uma população indígena expressiva. Acho que aponta para um futuro melhor de representatividade. É o que a gente tem dito, a gente precisa estar presente nos espaços, ocupando os espaços e também trazendo o nosso recado”. 

Inclusão indígena

O evento contou também com a apresentação, pelo juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, Antônio Veloso Peleja Júnior, do projeto “O direito dos indígenas na linguagem oral originária”. Em andamento na CRE do TRE-MT, a iniciativa consiste na tradução oral dos direitos dos povos indígenas na Constituição Federal para a língua originária da etnia Boe Bororo. 

“É necessário ter direitos, mas mais ainda que os direitos sejam conhecidos. A tradução do texto da Constituição Federal na linguagem oral originária significa a verbalização para os diversos povos e etnias. O projeto terá início com a etnia Boe Bororo, mas com o intuito de ampliar futuramente. Dessa forma, além da inclusão dos indígenas, buscamos também valorizar e resgatar a linguagem oral originária, que atualmente não é conhecida por parte dos indígenas mais jovens”, ressaltou o juiz auxiliar da Corregedoria. 

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Complementando a apresentação, o mestre em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e especialista em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Libério Uiagumeareu, proferiu parte de um capítulo da Constituição Federal na língua materna da etnia bororo. “Agradeço inicialmente ao professor Antônio Peleja, pelo reconhecimento das etnias e acesso à cidadania e aos instrumentos do direito. Minha etnia é remanescente de Cuiabá, mas, atualmente estamos presentes em cinco terras indígenas de Mato Grosso, então, o projeto é de suma importância para que o acesso chegue aos indígenas”.

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Andréa Martins de Oliveira)

#Descriçãodaimagem: A fotografia mostra a palestrante de pé falando no púlpito com o microfone na mão, logo atrás dela está o painel do evento.

Fonte: TRE – MT

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Tribunal Regional Eleitoral e Ministério Público orientam partidos sobre período pré-eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, em ação conjunta com a Procuradoria Regional Eleitoral, iniciou nesta terça-feira (26.05) a divulgação de regras de conduta para o período pré-eleitoral. A Recomendação 01/2026 traça os limites legais para a realização de eventos, reuniões e convenções por parte de legendas partidárias, filiados e pré-candidatos. O documento de órgão de controle reforça que a propaganda eleitoral possui permissão de circulação apenas a partir do dia 15 de agosto do ano de eleição.   

O texto de orientação estabelece que as convenções de partidos possuem autorização para ocorrer em formato presencial, virtual ou híbrido, no período de 20 de julho a 5 de agosto. A realização de atos de convenção deve manter o caráter de ambiente intrapartidário e evitar condutas que configurem propaganda de oficialidade. As legendas estão proibidas de realizar pedidos explícitos de votos, de usar instrumentos vetados em campanha e de apresentar elementos como números, bandeiras, slogans e jingles de forma antecipada.   

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A legislação de eleições resguarda o direito de participação de pré-candidatos em entrevistas e em debates de rádio, de televisão e de internet, com o dever de emissoras de garantir tratamento de isonomia. Os partidos podem custear encontros em locais fechados para a discussão de políticas de sociedade, de planos de governo e de alianças de legendas. A lei também autoriza campanhas prévias de arrecadação de recursos financeiros e a exposição de posicionamentos pessoais de política em redes de relacionamento social. A promoção de showmícios e de eventos com a presença de artistas para animação de público possui proibição total.   

“Considerando a relevância das orientações para a regularidade do pleito, determino sua ampla divulgação no âmbito desta Justiça Eleitoral”, fundamentou a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves.  O procurador regional eleitoral, Fabrizio Predebon da Silva, ressaltou o caráter de prevenção de documento. “O Ministério Público Eleitoral, na defesa do regime democrático e da lisura do pleito, prefere atuar preventivamente, contribuindo para que se evitem os atos viciosos das eleições e se produzam resultados eleitorais legítimos”, atestou o membro de Ministério Público no texto de recomendação.  

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FISCALIZAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE PUNIÇÃO  

A desobediência aos limites traçados em legislação eleva o risco de configuração de propaganda eleitoral antecipada, de condutas vedadas e de abuso de poder. A Procuradoria Regional Eleitoral destaca que qualquer encontro político de proporção ampla exige rigorosa observância de normas de artigo 36-A de Lei das Eleições. O descumprimento de recomendação sujeita os infratores à adoção de medidas judiciais de cabimento.   

A Secretaria Judiciária de tribunal fará a notificação de juízes membros de corte e de diretórios estaduais de agremiações.  

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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