Projetos realizados com recursos do edital Viver Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) serão lançados nos próximos dias, levando exposição fotográfica para a população mato-grossense.
Um dos projetos viabilizado pelo edital Viver Cultura é a exposição e instalação ‘Mãos que sustentam a memória do tempo’, com fotografias de populações tradicionais de Vila Bela da Santíssima Trindade, valorizando a cultura do povo negro, indígenas e comunidades quilombolas.
A mostra apresenta o cotidiano de moradores da cidade, mostrando momentos simbólicos do fazer com as mãos. Nas fotos, eles estão produzindo artesanato, cuidando da terra, pescando e reproduzindo ofícios e saberes ancestrais, como guardiões da cultura e da história do município.
A exposição e instalação ‘Mãos que sustentam a memória do tempo’ será aberta ao público no dia 03 de fevereiro, às 8h, com entrada gratuita. A mostra fica aberta até o dia 23 de fevereiro, na recepção da agência do Sicredi, no município.
Além disso, a Secel tem viabilizado cursos gratuitos para capacitação de pessoas que atuam no audiovisual e para interessados em conhecer mais da arte produzida pela população LGBTQIAPN+.
O curso ‘Queer foco – arte e visibilidade LGBTQIAPN+’ está com inscrições gratuitas abertas e o link pode ser acessado AQUI. A capacitação tem o objetivo de apresentar a história da arte pela perspectiva do trabalho de artistas visuais LGBTQIAPN +.
As aulas serão online, no período noturno, entre 23 de fevereiro e 17 de maio. O curso será conduzido pela historiadora da arte e mestre em Estudos Contemporâneos das Artes Ynaê Cortez e pela arte-educadora especialista em Estudos e Práticas de Cultura Marcela Klayn.
Outro curso viabilizado pela Secel via edital Viver Cultura foi ‘Iniciação ao audiovisual: conhecendo as ferramentas do básico ao avançado’, que foi finalizado no dia 20 de janeiro, em Sorriso. O projeto surgiu de uma demanda na região em qualificar a mão de obra local para atuar em produções audiovisuais.
A capacitação durou três meses e abordou temas como criação de roteiro, manutenção e operação de equipamentos, técnicas de captação e edição de imagens e áudio, entre outras ferramentas usadas no audiovisual. Ao fim, os alunos fizeram o curta-metragem ‘Presente das sombras’, que pode ser conferido neste link do Youtube.
Com investimento de R$ 10 milhões do Governo de Mato Grosso, edital Viver Cultura foi lançado no final de 2022 para impulsionar variados segmentos culturais em todo o Estado. Foram contemplados 266 projetos nas categorias de criação e desenvolvimento de experiências artístico-culturais, ações formativas, práticas e vivências culturais, circulação, mostras e festivais.
No final de 2023, a seleção pública foi reeditada em duas versões: Identidades e Expressões Artísticas. Os editais estão em andamento e contam com recursos da Lei Paulo Gustavo.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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