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CCORELB: Representantes das Corregedorias Eleitorais discutem e encaminham procedimentos

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O segundo dia do 53º Encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil (CCORELB), nesta quinta-feira (25.01), teve discussões importantes sobre procedimentos e melhorias de sistemas para as Eleições Municipais 2024, entre outros assuntos. O evento é realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por meio da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

A segregação das bases do 1º grau de jurisdição, integração entre sistemas e Eleições Municipais 2024 foram os aspectos debatidos na palestra “Novidades do PJe da Justiça Eleitoral”, ministrada pela assessora-chefe da Assessoria do Processo Judicial Eletrônico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renata Martinez Talim Dias. “Concluímos a segregação das bases do PJe em janeiro deste ano e temos algumas coisas para finalizar, como a integração dos sistemas. A partir de abril suspendemos essas mudanças, para poder estabilizar o sistema visando à realização das eleições. E após o pleito, começamos a pensar no planejamento para o próximo ano”.

Outros pontos de interesse das Corregedorias foram explanados pela coordenadora de Direitos Políticos e Cadastro Eleitoral da Corregedoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (RN), Renata Geórgia Pinheiro de Souza. Foram eles: proposição para os casos de alistamento tardio realizado presencialmente (ELO 22); elaboração de provimento para regulamentar a Resolução TSE 23.659/2021, nos moldes do Provimento do CGE n. 6/2006; definição dos parâmetros para concessão de dados e listas de eleitores, solicitados por autoridades judiciais, objetivando à nomeação de jurados  para composição de Tribunal do Júri; e elaboração de orientações ou provimento para regulamentar o procedimento disposto nos parágrafos 5° e 6° do art. 45 da Resolução TSE 23.659-2021.

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A coordenadora da Corregedoria Regional Eleitoral do Amapá (CRE/AP), Elinete Freitas, levantou questões acerca da possibilidade de não haver coleta da digital em casos de biometria coletada há mais de 10 anos e outras situações relacionadas à durabilidade da biometria no sistema da Justiça Eleitoral.

Espaço da Corregedoria Geral

Na parte da manhã, o espaço foi reservado para a Corregedoria Geral Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A secretária geral da CGE, Ariadne Antonia Tito da Costa Nolêto, e sua equipe falaram sobre providências em andamento e sugestões a respeito de procedimentos com foco nas Eleições Municipais 2024. “Estamos elaborando um roteiro de priorizações para este ano, conforme demandas apresentadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, visando melhorias e alinhamentos para o próximo pleito”, afirmou Ariadne Antonia Tito da Costa Nolêto.

Foram apresentados pontos como melhorias feitas no sistema ELO, que contém os dados cadastrais do eleitorado, e outros sistemas da Justiça Eleitoral. Também foram abordadas as próximas entregas, que a CGE deve fazer a partir de fevereiro, como por exemplo, a identificação de eleitores(as) para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), fornecimento de dados para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), conferência biométrica facial de foto selfie, melhorias em diligências virtuais, entre outras.

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Todos os encaminhamentos aprovados pelos(as) representantes das Corregedorias Regionais Eleitorais serão apreciados pelos(as) corregedores(as) eleitorais nesta sexta-feira (26.01) que, por sua vez, levarão as propostas para validação do TSE.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra algumas e alguns participantes do encontro, sentados em cadeiras enfileiradas à esquerda. À frente, tem a mesa de autoridades do evento e, ao fundo, um grande painel com a marca do 53º CCORELB.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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