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Exporta Mais Brasil: em 2024, programa de incentivo às exportações visitará 14 estados brasileiros

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Após uma estreia notável em 2023, o programa Exporta Mais Brasil, que busca uma aproximação ativa com os estados brasileiros para ampliar suas exportações, chega a 2024 com grandes novidades. Entre agosto e dezembro do último ano, a iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) visitou 12 estados e o Distrito Federal, com o objetivo de fortalecer setores produtivos locais e facilitar a aproximação entre produtores brasileiros e compradores internacionais. Agora, a caravana irá ao encontro de pequenos, médios e grandes empresários nas outras 14 unidades da federação. O formato do programa também trará novidades em relação ao ano anterior.

“O Exporta Mais Brasil foi uma das nossas ações principais de 2023. Fizemos uma grande incursão pelo país, visitando indústrias, conversando com empresários, promovendo negócios com compradores dos cinco continentes que trouxemos especialmente para o programa. Às vezes a empresa já está pronta para vender, mas ainda precisa de um apoio, e nosso objetivo foi chegar até essas pessoas, conhecer suas demandas e levar a expertise da ApexBrasil sobre comércio exterior. Agora, queremos ir além e consolidar esse programa no calendário oficial da Agência”, celebra o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Entre agosto e dezembro de 2023, foram promovidas rodadas em 13 estados brasileiros, com foco em diferentes setores produtivos do agronegócio, da indústria e dos serviços: Móveis (PB); Rochas Ornamentais (ES); Cafés Robustas Amazônicos (RO); Pescados (PR); Artesanato (CE); Cervejas Artesanais (RJ); Cosméticos (GO); Mel (SP); Cafés Arábicas (MG); Calçados (RS); Produtos Compatíveis com a Floresta (AC); Frutas (PE); e Audiovisual (DF). Ao todo, 487 empresas brasileiras de diferentes cantos do país participaram das rodadas. A mobilização dessas produtoras contou com o apoio de entidades setoriais parceiras da ApexBrasil; para algumas rodadas, em especial, foram abertas inscrições. Do exterior, vieram 143 compradores, de 44 países.

Cada rodada teve duração média de três dias. Parte da programação foi dedicada a visitas técnicas a indústrias, fazendas, ateliers e showrooms, a depender do setor produtivo em destaque. Outro ponto alto foram as reuniões de negócios entre vendedores e compradores, convidados pelos escritórios da ApexBrasil no exterior. Organizados a partir de um match entre a demanda e a oferta disponíveis, esses encontros tiveram o apoio de tradutores simultâneos e da equipe de negócios da ApexBrasil. Cada rodada contou, ainda, com os Diálogos Exporta Mais Brasil, que receberam autoridades locais e painéis sobre desafios e oportunidades para a exportação naquele estado.

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Os resultados de todos esses esforços são impressionantes: ao longo das 13 rodadas do Exporta Mais Brasil em 2023, foram R$ 275 milhões em negócios gerados a partir de 3.496 reuniões de negócios. Para a realização do programa, o valor investido pela ApexBrasil foi de R$ 5 milhões – ou seja, cada R$ 1 investido gerou R$ 55 em negócios para empresas brasileiras. Das empresas que participaram das rodadas, mais de 40% têm mulheres em cargos de liderança – um compromisso da ApexBrasil com a equidade de gênero no comércio Exterior, a partir do programa Mulheres e Negócios Internacionais.

“Em 2024, visitaremos os estados onde não estivemos no último ano, sendo que muitos deles ainda não têm uma cultura exportadora bem desenvolvida, apesar de se destacarem em determinados setores produtivos. Isso é ainda mais evidente nos estados do Norte e do Nordeste, que receberão a maioria das rodadas desta segunda edição. Fizemos entregas relevantes em 2023 e vamos aproveitar os aprendizados desse piloto para aprimorar esta segunda edição”, comenta o gerente Regional da ApexBrasil, Jacy Braga, responsável pelo programa Exporta Mais Brasil.

Novidades à vista

Para 2024, o formato do programa será incrementado, a partir do envolvimento direto de outras iniciativas da ApexBrasil. Uma delas é a conexão com o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), de forma a beneficiar as empresas que estão sendo qualificadas nas diversas regiões. Além disso, a Gerência de Competitividade da ApexBrasil oferecerá uma formação complementar para as empresas participantes do Exporta Mais Brasil. Essa preparação terá uma etapa online, prévia, e outra presencial, in loco, antes de cada rodada. Técnicas de negociação e formação de preços estarão entre os temas abordados. “Sabemos que as empresas que passam pela jornada do PEIEX já fizeram um grande dever de casa no tema da exportação e, ao participar do Exporta Mais Brasil, elas têm a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam e de, efetivamente, fechar negócios”, comenta Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil.

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Outra iniciativa da ApexBrasil envolvida será o Brazilian Suppliers, uma parceria entre a ApexBrasil e o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx). Essas empresas são especializadas na comercialização internacional, trabalhando em colaboração com indústrias, produtores e cooperativas, entre outros, para facilitar as vendas ao mercado externo. A participação do CECIEx no Exporta Mais Brasil se dará em duas vias: por um lado, apoiarão as empresas participantes com sua expertise em negócios, especialmente de jornada exportadora iniciante durante a preparação das empresas para a rodada. Por outro, também participarão das rodadas de negócios do Exporta Mais Brasil, representando clientes e ampliando o alcance do setor produtivo em questão.

Mais uma novidade diz respeito à participação dos compradores internacionais. Agora, além de participar da rodada de negócios em si, haverá um espaço para anunciarem de antemão às empresas o que buscam com sua vinda ao Brasil, casando demanda e oferta. A ideia é proporcionar um espaço de diálogo entre vendedores e importadores, que contribua para a performance das empresas diante desses potenciais clientes.

A ApexBrasil deverá encerrar a segunda edição do programa com mais uma rodada na Região Amazônica, como parte das atividades do Exporta Mais Amazônia, voltado para segmentos produtivos compatíveis com a floresta. Em outubro do ano passado, Rio Branco sediou a rodada de inauguração do programa, quando também foram lançadas as Mesas Executivas de Exportação. Por meio delas, a ApexBrasil, instituições parceiras e empresas identificarão, priorizarão e buscarão corrigir entraves à exportação de setores econômicos da Amazônia.

Próximas rodadas

Confira os setores e os estados que devem receber as rodadas do programa Exporta Mais em 2024, em datas a confirmar:

  • Frutas e derivados (AP)
  • Couros e curtumes (MA)
  • Alimentos e bebidas p/ saúde e bem-estar (Healthy Foods) (AL)
  • Materiais de Construção (SC)
  • Bebidas (TO)
  • Mel e conservas (PI)
  • Manejo Florestal Sustentável (MT)
  • Ingredientes p/ Cosméticos (AM)
  • Insumos Agropecuários (MS)
  • Chocolate (BA)
  • Moda Praia (RN)
  • Moda, Higiene e Cosméticos (SE)
  • Cereais, Oleaginosas e derivados (RR)
  • Exporta Mais Amazônia (PA)

Fonte: Assessoria de imprensa ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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