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Dióxido de cloro garante segurança e qualidade dos alimentos em frigoríficos e abatedouros

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Os frigoríficos e abatedouros desempenham um papel crucial para garantir que os produtos derivados de carne branca e vermelha que consumimos sejam seguros. A higienização e a desinfecção adequadas são fundamentais nessas instalações, para prevenir a contaminação dos produtos por microrganismos prejudiciais à saúde das pessoas.

O dióxido de cloro (ClO2) tem se mostrado um biocida altamente eficaz em frigoríficos e abatedouros, oferecendo inúmeros benefícios em termos de segurança alimentar, qualidade e eficiência operacional. Este artigo destaca os principais benefícios do uso da solução nesse mercado tão importante para o Brasil.

Elevado controle microbiano

O dióxido de cloro é um biocida extremamente potente e de amplo espectro, que elimina efetivamente uma grande variedade de microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fungos, protozoários e esporos. Suas propriedades químicas únicas permitem que ele penetre nos biofilmes e alcance áreas de difícil acesso, assegurando uma desinfecção completa. Ao eliminar completamente esses microrganismos, o dióxido de cloro ajuda a prevenir a disseminação de doenças transmitidas por alimentos e garante a segurança dos produtos cárneos.

Desinfecção sem geração de resíduos

Uma vantagem significativa do dióxido de cloro é sua capacidade de realizar uma desinfecção efetiva sem deixar resíduos prejudiciais ao ser humano. Ao contrário de desinfetantes tradicionais como o cloro, o dióxido de cloro não forma subprodutos nocivos quando reage com matéria orgânica, como os trihalometanos, compostos químicos comprovadamente cancerígenos. Isso faz com que os produtos cárneos permaneçam livres de contaminação e sem resíduos químicos indesejados, atendendo às rigorosas regulamentações de segurança alimentar existentes no Brasil e nos países que importam nossa proteína animal.

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Controle de odor e sabor

Os frigoríficos e abatedouros frequentemente enfrentam desafios associados a odores e sabores desagradáveis causados pela atividade microbiana. O dióxido de cloro não apenas elimina os microrganismos responsáveis por esses problemas, como também neutraliza os compostos causadores. Ao implementar protocolos de desinfecção baseados no dióxido de cloro, esses estabelecimentos podem melhorar significativamente a qualidade sensorial de seus produtos e, assim, aumentar a satisfação do consumidor.

Prevenção de biofilmes

Biofilmes são camadas viscosas formadas por bactérias que aderem a superfícies, tornando-as resistentes a métodos tradicionais de limpeza e desinfecção. O dióxido de cloro interrompe e previne efetivamente a formação de biofilmes, o que assegura que as superfícies permaneçam limpas e livres de contaminação microbiana persistente, como a Salmonella. Isso reduz o risco de contaminação cruzada e melhora a higiene geral do abatedouro.

Eficiência operacional

O dióxido de cloro oferece várias vantagens operacionais e promove eficiência nos processos dos frigoríficos e abatedouros. Sua ação rápida permite tempos de contato mais curtos durante a desinfecção, na comparação com o cloro ou o ácido peracético, por exemplo. Isso diminui o tempo de inatividade e melhora a produtividade. Além disso, a estabilidade do dióxido de cloro em solução e sua facilidade de uso simplificam a aplicação e a dosagem, levando a protocolos de desinfecção mais eficientes e à redução dos custos.

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Ambientalmente amigável

Em comparação a outros desinfetantes, o dióxido de cloro apresenta um perfil de compatibilidade ambiental mais elevado. Ele se decompõe em subprodutos inofensivos, como água e sal, e não contribui para a formação de subprodutos prejudiciais de desinfecção (DBPs). Além disso, requer concentrações menores para desinfecção efetiva, reduzindo ainda mais seu impacto ambiental.

Conclusão

O dióxido de cloro tem se mostrado uma ferramenta extremamente poderosa na garantia de segurança alimentar e qualidade em frigoríficos e abatedouros. Com controle microbiano superior, desinfecção sem resíduos, controle de odor e sabor, prevenção de biofilmes, eficiência operacional e compatibilidade ambiental, torna-se a escolha ideal para protocolos de desinfecção nessas instalações.

Ao adotar soluções baseadas em dióxido de cloro, os frigoríficos e abatedouros podem aprimorar seus processos, minimizar o risco de doenças transmitidas por alimentos e fornecer proteína animal segura e de alta qualidade aos consumidores.

Lucas Donato é engenheiro de produção e gerente comercial da Sabará Químicos e Ingredientes

Fonte: IMAGE 360

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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