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Transição verde: Bioinsumos e agricultura digital promovem sustentabilidade sem afetar produtividade

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A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2023, a COP28, terminou em 13 de dezembro e teve decisões na agenda de florestas e agricultura que vão reverberar em 2024 e nos próximos anos. Mais de 150 países se comprometeram – dentre os quais o Brasil –, na chamada Aliança pela Transformação de Sistemas Alimentares, a criar metas mais arrojadas sobre alimentos em seus planos de combate à mudança climática. Nesse contexto, abre-se precedentes para a busca de alternativas que promovam a sustentabilidade das lavouras sem, contudo, afetar a produtividade. Dentre uma gama de opções, produtos como bioinsumos e as ferramentas digitais se apresentam como soluções eficientes para a transição verde.

De acordo com pesquisa da Fortune Business Insights, publicada pela Forbes, estima-se que o mercado global de biopesticidas movimente US$ 6,51 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões), anualmente, com a expectativa de que o número chegue a US$ 18,15 bilhões (R$ 93,7 bilhões) em 2029. Segundo a gestora de Insumos e Soluções Digitais da Agrex do Brasil – subsidiária Mitsubish Corporation –, Letícia Fontana, a projeção deve se confirmar porque os bioinsumos têm sido muito utilizados para mitigar os desafios de manejo no campo, como exemplo o controle de algumas pragas que já criaram resistência a alguns defensivos agrícolas convencionais. “Isso porque são produtos que têm na sua origem ou composição compostos biológicos, como enzimas ou microorganismos, um modo de ação distinto das moléculas tradicionais”, explica.

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Letícia avalia que esses insumos biológicos contribuem com a sustentabilidade das lavouras de duas formas: do ponto de vista dos efeitos que eles agregam à produção agrícola e sobre a perspectiva da natureza dos compostos, uma vez que tem sua origem biológica ou composto derivado de biológico. “Primeiramente, os bioinsumos, além de contribuírem para uma maior produtividade, ou seja, maior produção utilizando da mesma área plantada, eles também contribuem por meio da maior durabilidade do insumo a campo, combatendo as pragas por um período prolongado. Já em relação à sua origem, como a matéria desses insumos é biológica ou é um composto derivado de um biológico, eles se degradam facilmente no solo, não deixando resíduos tóxicos no meio ambiente”, esclarece.

Agricultura digital

Se de um lado os insumos biológicos utilizam a própria natureza a favor da produtividade e da sustentabilidade, do outro, as ferramentas de agricultura digital usam da inovação tecnológica para esta finalidade. “Esse ramo de gestão do campo engloba o uso de tecnologias que impactam na modernização da produção agrícola, tornando-a mais automatizada e digitalizada. Existem hoje no mercado diferentes ferramentas digitais que auxiliam o agricultor na tomada de decisão das mais diversas escalas”, revela Letícia. Dentre as inúmeras possibilidade de conectividade no campo, ela cita o uso do mapeamento por meio de VANTs – tipos de drones que fazem apenas operações aéreas –, instrumentos de inteligência climática e agricultura de precisão.

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De acordo com Letícia, a coleta de dados por meio desses dispositivos garante informações sobre nutrição, fertilidade do solo, sanidade do cultivo, entre outros, o que garante mais eficiência e produtividade e menos desperdício. “As ferramentas de agricultura digital auxiliam na tomada de decisão de várias operações a campo, com a gestão climática, por exemplo, o agricultor consegue definir o melhor momento para a aplicação de defensivos agrícolas, para que não seja aplicado no momento errado e haja necessidade de reaplicação. Outro exemplo é o uso de imagens de sensoriamento remoto que identificam áreas que requerem aplicações localizadas, evitando que a aplicação do defensivo agrícola seja em área total”, descreve.

No Brasil, práticas de manejo que promovem a sustentabilidade já são usadas há muitos anos. Nesse sentido, a gestora de Insumos e Soluções Digitais destaca que um bom exemplo é o próprio plantio direto – sistema diferenciado de manejo do solo que visa diminuir o impacto das máquinas agrícolas a aplicar técnica na qual a semente é colocada no solo não revolvido – que auxilia na conservação dos solos e garante umidade para os cultivos. “Sendo assim, as novas ferramentas, como bionsumos e ferramentas digitais, são mais instrumentos que vêm para auxiliar a agricultura brasileira a ser vanguarda na transição verde, contribuindo não só para o cumprimento das decisões da COP28, como também aprimorar o crescimento e o desenvolvimento das nossas lavouras”, arremata.

Fonte: Kasane

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Prefeito projeta “melhor saúde do estado” e detalha recuperação da rede municipal

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O prefeito de Abilio Brunini participou, na manhã desta quarta-feira (13), da audiência pública de apresentação dos resultados da saúde municipal na Câmara de Vereadores de Cuiabá e se comprometeu a entregar “a melhor saúde do estado” ao fim da gestão. Durante o encontro, o prefeito ponderou que a reconstrução da rede municipal exigirá tempo diante do cenário encontrado pela administração, que atualmente conduz cerca de 20 operações simultâneas na saúde, além de dezenas de reformas estruturais e processos de recuperação de unidades sucateadas ao longo dos últimos anos.

“Não dá para resolver tudo em apenas um ano. São muitas unidades deterioradas, contratos desorganizados e uma estrutura inteira que precisava ser reconstruída. Estamos fazendo esse trabalho com responsabilidade para entregar uma saúde melhor para a população”, afirmou o prefeito durante a audiência.

O encontro reuniu autoridades como o promotor Milton Mattos, a vereadora Michelly Alencar, a presidente da Câmara Paula Calil, o procurador-geral do município Luiz Júnior, a procuradora municipal, Bianca Botter Zanardia, secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon e o secretário de Planejamento e Orçamento, Rafael Alvarez Paulino Iacovacci.

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A presidente da Câmara, Paula Calil, destacou que o Legislativo seguirá acompanhando de perto as demandas da saúde pública e reforçou a parceria institucional com a Prefeitura. “A gestão precisa estar atenta às preocupações da população e a Câmara será parceira para levar melhorias aos cuiabanos”, declarou.

Durante a audiência, a secretária apresentou os dados da execução orçamentária da pasta e destacou o esforço da gestão para reorganizar financeiramente a rede municipal. Segundo ela, o município ampliou o orçamento da saúde de R$ 1,47 bilhão para R$ 1,56 bilhão e já empenhou mais de R$ 950,7 milhões apenas nos primeiros meses do exercício. “Os números demonstram o compromisso da gestão com o fortalecimento da capacidade operacional da saúde, garantindo continuidade dos serviços, investimentos em infraestrutura e maior equilíbrio fiscal para assegurar atendimento à população”, afirmou.

Os dados também apontam forte investimento na valorização dos profissionais da saúde. Aproximadamente R$ 470,9 milhões foram destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais, enquanto R$ 55,6 milhões foram reservados para assegurar o pagamento do Prêmio Saúde até junho de 2026.

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Na área operacional, cerca de R$ 470,2 milhões foram aplicados em despesas correntes, incluindo medicamentos, materiais hospitalares, contratos e manutenção das unidades. Outros R$ 47,5 milhões foram reservados para renovação de contratos administrativos essenciais ao funcionamento da rede.

A gestão municipal ainda destacou investimentos próximos de R$ 9 milhões em equipamentos e melhorias estruturais nas unidades de saúde. Entre as obras em andamento estão o CAPS CPA 4, Policlínica do Pedra 90, UBS do Pedra 90, UBS Cidade Verde, UBS São João Del Rey/Novo Milênio e CAPS 3 Verdão.

Ao final da audiência, o prefeito reafirmou que o objetivo da gestão é consolidar uma rede pública mais eficiente, equilibrada financeiramente e com maior capacidade de atendimento à população cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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