AGRONEGÓCIO

Capal investe mais de R$ 80 milhões em ampliação de armazenamento de grãos

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A Capal realiza investimentos substanciais na ampliação da sua capacidade de armazenamento de grãos e está preparada para receber a safra de verão 2023/2024. Com aporte de mais de R$ 40 milhões, a cooperativa entregou neste mês as obras de ampliação de silos na matriz em Arapoti (PR), Curiúva (PR) e em Itararé (SP). As estruturas juntas somam mais de 40 mil toneladas de capacidade de armazenamento.

A entrega das obras foi estrategicamente pontual com a antecipação da chegada da soja nos armazéns da cooperativa. A colheita do grão, que era esperada somente a partir de 20 de janeiro, foi antecipada para o começo do mês devido a diversos fatores, principalmente climáticos.

Também estão em andamento obras em outras duas unidades da Capal, nos municípios de Wenceslau Braz (PR) e Taquarivaí (SP). Trata-se de uma ampliação de mais 40 mil toneladas e que somam investimentos de R$ 40 milhões. A previsão de entrega é para agosto deste ano.

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O diretor industrial da Capal, Lourenço Teixeira, comenta que as obras vêm no sentido de melhorar a condição de atendimento aos produtores associados da cooperativa, além de oferecer tranquilidade no momento da entrega da safra. “Sabemos que o Brasil é deficitário em armazenagem de grãos e a Capal vem, há anos, investindo para acompanhar o crescimento da produção dos nossos cooperados, sempre pensando em garantir a qualidade dos produtos.”

Projetos em estudo

Atualmente, a Capal está analisando novos projetos referentes à construção de silos armazenadores na unidade recém-adquirida em Avaré (SP) e que, depois de prontos, terão capacidade estática para 50 mil toneladas de grãos.

Os estudos também contemplam a construção de mais silos em Arapoti e Wenceslau Braz – Unidade de Sementes, totalizando aproximadamente 50 mil toneladas de armazenamento. Juntas as obras deverão somar investimentos de aproximadamente R$ 85 milhões.

Fonte: Capal Cooperativa Agroindustrial

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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