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Poder Judiciário de SC Revoluciona com Lançamento de Robô Auxiliar Movido por Inteligência Artificial.

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Poder Judiciário de Santa Catarina Introduz Revolucionário Robô com Inteligência Artificial para Otimizar Processos Judiciais

Em um passo significativo em direção à modernização do sistema judiciário, o Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC), por meio da sua Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), lançou oficialmente o “Robô Auxiliar” nesta segunda-feira, 22 de janeiro. Equipado com inteligência artificial (IA), este novo integrante tem a capacidade única de propor minutas de despachos, decisões e sentenças, representando uma transformação radical nas práticas judiciais tradicionais.

Automatização e Inteligência Artificial Aceleram Processos Judiciais

Os algoritmos que simulam a interação humana, incorporados no Robô Auxiliar, têm o objetivo de acelerar o andamento dos processos judiciais. Esse avanço não apenas visa beneficiar os cidadãos, proporcionando resoluções mais rápidas, mas também visa proporcionar maior autonomia e liberdade aos servidores e magistrados. A ferramenta já desempenha funções como consultas de atestados de óbitos, endereços, além de acessar sistemas fundamentais como o Banco Central (Sisbajud) e o Denatran (Renajud).

Expansão do Escopo e Resultados Positivos

Após experimentar sucesso em iniciativas anteriores, o Núcleo II da CGJ evoluiu para desenvolver uma rede neural capaz de classificar um conjunto específico de petições. Com a correta classificação, o Robô Auxiliar assume a tarefa de inserir minutas, deixando a verificação final para o usuário. Este projeto inovador, coordenado pelo juiz de direito Rafael Steffen da Luz Fontes, teve início no ano passado, com a intenção de apoiar os vinte gabinetes da Vara Estadual Bancária.

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Robô Auxiliar: A Nova Face da Eficiência Judicial

O juiz Rafael Steffen da Luz Fontes, coordenador do Núcleo II da CGJ, destaca a importância ética desta iniciativa, reconhecendo os questionamentos éticos em torno da inteligência artificial. “Estamos dando um passo seguro. Há os questionamentos éticos quando se fala em inteligência artificial, mas temos a segurança de que é perfeitamente aplicável ao dia a dia do Poder Judiciário. É a conclusão de uma primeira etapa entre muitas que hão de vir”, afirma o magistrado.

Resultados Tangíveis e Confiança Crescente

Ramon Quadros, assesso

r correcional do Núcleo II, destaca os resultados tangíveis alcançados pelo Robô Auxiliar. Um aumento de 23,45% na produção média de despachos e 49,9% na produção de sentenças atesta a eficácia da implementação da inteligência artificial no cotidiano judiciário. O juiz Rodrigo Tavares Martins, coordenador da Unidade Estadual de Direito Bancário, compartilha sua experiência, enfatizando a segurança e confiabilidade do Robô Auxiliar, com um índice de acerto superior a 99% nas minutas propostas.

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Futuro Promissor da Inteligência Artificial no Judiciário Catarinense

O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), desembargador Altamiro de Oliveira, conclui a solenidade ressaltando que a IA já é uma realidade presente em todos os meios. “O Robô Auxiliar já é uma grande ferramenta – e com certeza vai ser ainda melhor no futuro, quando será adotado por mais magistrados e por mais áreas”, complementa o desembargador. Esta inovação é mais do que uma adição tecnológica; é uma representação tangível do compromisso do Poder Judiciário de Santa Catarina com a eficiência, modernização e constante evolução.

FONTE:  TJSC – https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/poder-judiciario-de-sc-lanca-robo-dotado-de-inteligencia-artificial-e-capaz-de-propor-minutas?redirect=%2F

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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