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Início da semana com queda nos futuros do milho na B3

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Nesta segunda-feira (22), o cenário para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) é de desvalorização. Por volta das 10h21 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 63,11 e R$ 64,76.

No mercado nacional, o vencimento março/24 registrava R$ 64,76, com uma queda de 0,98%, o maio/24 estava cotado a R$ 64,59, apresentando uma perda de 0,78%, o julho/24 era negociado por R$ 64,30, com uma baixa de 0,79%, e o setembro/24 tinha valor de R$ 63,11, representando uma queda de 0,33%.

Desempenho no Mercado Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho mantiveram-se praticamente estáveis no início da primeira sessão da semana, por volta das 10h10 (horário de Brasília). O vencimento março/24 era cotado a US$ 4,46, com uma alta de 0,50 pontos. O maio/24 estava em US$ 4,56, mantendo-se estável, o julho/24 era negociado por US$ 4,64, com uma queda de 0,25 pontos, e o setembro/24 tinha um valor de US$ 4,68, apresentando uma baixa de 0,50 pontos.

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De acordo com informações do site internacional Successful Farming, os contratos do milho seguiram a tendência do trigo, que registrou queda nas negociações noturnas devido aos sinais de fraca demanda pela oferta dos Estados Unidos e ao clima favorável em algumas áreas de cultivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guia da Embrapa orienta produtores de caprinos na prevenção de doenças e reforça biosseguridade no campo

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Criadores de caprinos leiteiros já contam com um novo instrumento técnico voltado à prevenção de doenças infecciosas e ao fortalecimento da biosseguridade nas propriedades rurais. A Embrapa lançou o “Guia para elaboração de plano de biosseguridade no controle e prevenção de doenças infecciosas de caprinos leiteiros no Nordeste”, publicação que reúne orientações práticas para melhorar a saúde dos rebanhos, elevar a produtividade e garantir maior qualidade dos produtos.

O material apresenta recomendações sobre alimentação, vacinação, higienização das instalações, manejo de animais enfermos e descarte adequado de resíduos da produção, além de protocolos específicos para quarentena e controle sanitário em propriedades leiteiras.

A iniciativa é resultado de anos de pesquisa conduzida pela Embrapa Caprinos e Ovinos e também atende demandas identificadas junto a produtores rurais durante atividades do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC), realizadas entre 2019 e 2023 na região de divisa entre Pernambuco e Paraíba.

Biosseguridade ganha importância na caprinocultura leiteira

Segundo o pesquisador Selmo Alves, da área de Sanidade Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos, a convivência com os produtores evidenciou a necessidade de ampliar as orientações relacionadas ao manejo sanitário dos rebanhos.

“Nós verificamos a necessidade de uma orientação para biosseguridade, envolvendo questões como quarentena e outros cuidados na entrada e trocas de animais nos rebanhos, para que tudo seja feito com melhor critério sanitário”, explica.

O pesquisador Rizaldo Pinheiro destaca que técnicos e produtores demonstraram forte interesse por informações que contribuam para a construção de rebanhos mais saudáveis e produtivos.

“Vimos uma ânsia de informações muito grande, por parte de técnicos e de produtores, sobre como ter um rebanho mais saudável, aumentando produção e qualidade”, afirma.

O Guia reúne protocolos voltados ao monitoramento sanitário dos animais, vacinação, higienização de instalações, alimentação adequada e destinação correta de resíduos. A publicação também inclui um checklist técnico com indicadores que permitem avaliar o cumprimento das práticas sanitárias nas propriedades.

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Entre as enfermidades contempladas estão agalaxia contagiosa, artrite encefalite caprina, clamidiose, paratuberculose e toxoplasmose.

Ferramenta auxilia produtores na redução de prejuízos

A proposta da publicação foi bem recebida por produtores da região Nordeste. O criador Geneci Lemos, de Coxixola, no Cariri paraibano, afirma que o acesso às informações técnicas fortalece o controle sanitário nas propriedades.

“É excelente, algo essencial para fazermos um controle e acompanhar o rebanho”, ressalta.

Parceiro da Embrapa em projetos de pesquisa e transferência de tecnologia, Lemos destaca que os treinamentos permitiram maior autonomia no manejo diário da criação.

“Hoje eu sei coletar fezes de uma cabra para fazer OPG, dou remédios se for preciso, entre outras atividades mais básicas. Com essas informações, já consigo evitar vários prejuízos”, afirma.

O médico-veterinário Flávio Mergulhão, que atuou nas ações do PDHC e atualmente integra o projeto InovaCapri, explica que o Guia pode servir como referência técnica para produtores, consultores e extensionistas.

“Um monitoramento analítico identificaria pontos estruturais da propriedade e falhas no manejo que auxiliam na disseminação das adversidades sanitárias. Dessa forma, é possível direcionar ações preventivas e de tratamento das enfermidades”, destaca.

Controle sanitário protege mercado do leite caprino

Além do impacto direto sobre o bem-estar animal e a produtividade, a publicação também busca reduzir prejuízos econômicos causados por doenças que comprometem a qualidade do leite caprino.

Segundo Selmo Alves, a presença de enfermidades infecciosas nos rebanhos pode inviabilizar o processamento e a comercialização do leite em mercados nacionais e internacionais.

“Quando um mercado se abre para o leite caprino brasileiro, a primeira providência que outro país adota é analisar, em consulta ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que tipos de doenças podem contaminar os rebanhos locais. Essa questão de mercado é muito delicada”, alerta.

Saúde Única reforça preocupação com zoonoses

O Guia também amplia a discussão sobre Saúde Única, conceito que integra saúde animal, humana e ambiental. Algumas doenças presentes na caprinocultura são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas aos seres humanos.

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A toxoplasmose aparece entre as principais preocupações dos pesquisadores, especialmente pela incidência registrada em propriedades do Nordeste.

“Não podemos estudar uma doença de forma estanque, só em uma espécie. Ouvimos relatos de produtores com problemas neurológicos, oculares e até abortos relacionados à toxoplasmose”, afirma Rizaldo Pinheiro.

Durante as ações do Projeto Dom Hélder Câmara, equipes da Embrapa promoveram reuniões com secretários municipais de saúde para discutir os riscos da doença à população.

Segundo Flávio Mergulhão, a toxoplasmose pode ser transmitida por meio do consumo de leite cru e carne sem processamento adequado.

“Os secretários puderam correlacionar a doença a casos clínicos em humanos, como problemas de visão e crianças infectadas por agentes teratogênicos”, explica.

Guia apresenta medidas práticas de biosseguridade

O material reúne recomendações voltadas à biosseguridade externa e interna das propriedades rurais.

Entre as medidas de biosseguridade externa estão:

  • quarentena e monitoramento de animais recém-adquiridos;
  • exames clínicos e desinfecção na entrada de animais;
  • controle rigoroso de visitantes;
  • limpeza de veículos e equipamentos;
  • instalação de pedilúvios;
  • cercas para impedir acesso de animais externos.

Já as ações de biosseguridade interna incluem:

  • separação dos animais por categoria produtiva;
  • isolamento imediato de animais doentes;
  • cumprimento dos protocolos de vacinação e vermifugação;
  • fornecimento de água potável e alimentação adequada;
  • controle integrado de pragas;
  • descarte correto de resíduos da produção;
  • uso adequado de esterqueiras;
  • cronograma de limpeza e desinfecção das instalações.

Segundo os pesquisadores, o objetivo do Guia é fornecer um modelo prático e acessível que possa servir de referência para produtores, extensionistas e gestores públicos, fortalecendo a sanidade animal, a qualidade da produção e a saúde pública.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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