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Produção de açúcar segue em alta no Norte e Nordeste até final de dezembro

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Até o final da segunda quinzena de dezembro do ano passado, a moagem registrou alta de 6,9%, com a produção de 42,62 milhões de toneladas. A fabricação de açúcar, somando 2,3 milhões de toneladas, cresceu 13,6% em comparação aos números verificados em igual data da safra anterior.

Dados compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) reafirmam a tendência de crescimento na produção de açúcar observada nos últimos relatórios quinzenais da entidade. Segundo Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio que congrega 35 usinas e destilarias de etanol em 11 estados brasileiros, a alta na fabricação do produto se deve à valorização da commodity no mercado internacional, conjuntamente com o desestímulo na competitividade do etanol diante da gasolina no mercado interno nacional.

Cunha, também presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçucar/PE), acrescenta que deve ocorrer prorrogação da safra atual para além do mês de março em algumas usinas. O motivo é o atraso na colheita 2022-2023 decorrente de eventos climáticos, o que está provocando um retardamento na atual safra.

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Em relação à produção total de etanol (anidro e hidratado), o volume alcançou 1,72 bilhão de litros. “Apesar de uma redução de 4% no anidro, que apresentou uma produção de 869,9 milhões de litros se comparado aos 906 milhões de litros verificados no mesmo período da moagem passada, a fabricação total do biocombustível elevou-se em 2,6%”, pondera Cunha. Isso porque até 31 de dezembro, para o produto hidratado houve crescimento de 10,4%. Foram produzidos 852,5 milhões de litros ante 772,5 milhões de litros em comparação ao ciclo 2022-2023.

Até a segunda quinzena de dezembro, o estoque físico de etanol anidro somado ao hidratado cresceu 25,09%. Chegou a 419,19 milhões de litros, armazenamento superior aos 335,12 milhões de litros da safra 2022-2023. Considerando somente o estoque de etanol anidro, ou seja, o biocombustível destinado exclusivamente para a mistura na gasolina, o aumento foi ainda maior, de 46,14%. “Esse é o maior sintoma da atual política de competitividade: continua sacrificando as vendas, e as do anidro em relação à gasolina são muito evidentes. Isto só seria resolvido caso houvesse regras de estímulo para formação de estoques aos combustíveis limpos e verdes”, alerta o presidente da NovaBio.

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Fonte: NovaBio – Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná exporta 6,72 milhões de toneladas de soja e registra alta de 8% no complexo soja em 2026

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Colheita do milho impulsiona vendas de soja no Paraná

O ritmo acelerado da colheita da segunda safra de milho no Paraná tem impactado diretamente o mercado de soja no Estado. Produtores estão intensificando as vendas do grão para liberar espaço nos armazéns, em preparação para o recebimento da nova produção.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Deral, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Estado exportou 6,72 milhões de toneladas do complexo soja nos cinco primeiros meses de 2026.

O volume representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo tanto a demanda externa quanto o bom desempenho logístico do setor no Estado.

Soja em grão lidera embarques do complexo

Entre os produtos exportados, a soja em grão respondeu pela maior fatia dos embarques, com 71% do total. O farelo de soja representou 24%, enquanto o óleo de soja participou com 5% das exportações no período analisado.

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O destaque do período ficou justamente para o óleo de soja, que registrou o maior crescimento proporcional dentro do complexo. As exportações somaram 338 mil toneladas entre janeiro e maio, alta de 59% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Receita das exportações cresce e reforça importância do setor

Em termos financeiros, o desempenho também foi positivo. Segundo o Deral, as exportações do complexo soja geraram aproximadamente US$ 2,94 bilhões para a balança comercial paranaense nos cinco primeiros meses de 2026, um avanço de 18% em comparação com igual período de 2025.

O resultado reforça a relevância da cadeia da soja para a economia do Paraná, especialmente em um momento de forte movimentação logística ligada à colheita do milho e à necessidade de escoamento da produção agrícola.

Brasil também registra crescimento nas exportações de soja

No cenário nacional, o desempenho segue a mesma tendência. No acumulado de 2026 até maio, o Brasil exportou 66,2 milhões de toneladas do complexo soja, crescimento de 7% em volume.

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Em termos de receita, as exportações brasileiras somaram US$ 27,62 bilhões no período, alta de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados consolidados do comércio exterior.

Perspectivas para o mercado de soja

Com a colheita do milho avançando no Paraná e a necessidade de liberação de armazenagem, a tendência é de manutenção do ritmo de comercialização da soja nas próximas semanas. No mercado externo, a demanda global segue firme, sustentando o fluxo de exportações brasileiras do complexo soja, que continua sendo um dos principais pilares da balança comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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