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Futuros do milho iniciam quarta-feira em alta na B3 com suporte do dólar

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A quarta-feira (17) teve início com os preços futuros do milho apresentando ganhos na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 10h21 (horário de Brasília), as principais cotações oscilavam entre R$ 63,79 e R$ 67,85.

O vencimento março/24 era cotado a R$ 67,85, registrando uma valorização de 1,45%. O maio/24 estava avaliado em R$ 66,43, com um ganho de 1,19%. O julho/24 era negociado a R$ 65,55, com uma alta de 0,38%, e o setembro/24 apresentava um valor de R$ 63,79, com uma elevação de 0,46%.

Na última terça-feira, os contratos brasileiros do milho retomaram a trajetória de alta após seis dias consecutivos de quedas. O analista da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destacou que as cotações foram impulsionadas pelo câmbio, uma vez que o dólar valorizou em relação ao real no dia anterior, movimento que sustenta os preços na quarta-feira.

No cenário internacional, os preços futuros do milho iniciaram a quarta-feira com movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT), registrando quedas por volta das 10h08 (horário de Brasília). O vencimento março/24 era cotado a US$ 4,41, com uma queda de 2,25 pontos, o maio/24 estava avaliado em US$ 4,53, com uma perda de 2,25 pontos, o julho/24 era negociado a US$ 4,61, apresentando uma desvalorização de 2,25 pontos, e o setembro/24 tinha um valor de US$ 4,67, com uma baixa de 2,50 pontos.

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Conforme informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho recuaram devido a uma rodada de vendas técnicas. Tony Dreibus, analista do site internacional Successful Farming, acrescenta que as elevadas previsões de produção e estoques no último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) continuam exercendo pressão sobre o mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Restrições da União Europeia acendem alerta para reforço da defesa agropecuária brasileira

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As recentes restrições impostas pela União Europeia a estabelecimentos brasileiros exportadores de produtos de origem animal reacenderam o debate sobre a necessidade de fortalecer a estrutura de defesa agropecuária no Brasil. Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o episódio evidencia a importância de ampliar o quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) e garantir recursos compatíveis com as exigências cada vez mais rigorosas do comércio internacional.

Segundo a entidade, os questionamentos relacionados aos controles sanitários, à rastreabilidade e ao monitoramento de resíduos já vinham sendo apontados em auditorias internacionais realizadas nos últimos anos. Por isso, o sindicato defende investimentos contínuos para preservar a credibilidade do sistema brasileiro de inspeção e certificação agropecuária.

Credibilidade sanitária é fundamental para manter mercados

Para o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, a presença do Brasil nos mercados mais exigentes do mundo foi construída com base na confiança internacional no sistema de defesa agropecuária nacional.

“O Brasil conquistou espaço nos mercados mais exigentes graças à credibilidade de seu sistema de fiscalização e certificação. Manter essa posição exige investimentos permanentes em auditoria, inspeção, rastreabilidade e controle sanitário”, afirma.

De acordo com a entidade, eventuais embargos ou restrições comerciais não estão relacionados à qualidade dos produtos brasileiros, amplamente reconhecida pelos compradores internacionais, mas à necessidade de comprovar continuamente a eficiência dos mecanismos oficiais de controle sanitário.

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Déficit de auditores preocupa setor

O sindicato alerta que a estrutura de defesa agropecuária enfrenta desafios históricos, especialmente relacionados à insuficiência de servidores e às limitações orçamentárias.

Na avaliação da entidade, a recomposição do quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários é uma medida estratégica para garantir a capacidade operacional do sistema brasileiro de inspeção e atender às exigências dos parceiros comerciais.

Além disso, o Anffa Sindical considera essencial a existência de orçamento estável e previsível para assegurar a continuidade das ações de fiscalização, certificação e monitoramento sanitário em todo o país.

Perda de mercados gera impactos econômicos relevantes

O presidente da entidade destaca que os investimentos destinados à defesa agropecuária devem ser tratados como estratégicos para a economia nacional.

Segundo ele, o custo para recuperar a confiança de um mercado internacional após restrições comerciais é significativamente superior aos recursos necessários para manter uma estrutura robusta de fiscalização e controle.

“O investimento em defesa agropecuária protege mercados, preserva empregos e fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro”, ressalta.

Debate sobre fiscalização ganha força

Outro ponto destacado pelo sindicato é a discussão sobre a redução da participação do Estado nas atividades de fiscalização agropecuária.

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Enquanto alguns segmentos defendem modelos com menor presença da fiscalização oficial, os principais mercados importadores vêm ampliando as exigências relacionadas à certificação sanitária, rastreabilidade e auditorias independentes.

Para o Anffa Sindical, a confiança internacional nos produtos brasileiros está diretamente ligada à existência de controles oficiais sólidos, conduzidos por autoridades públicas com autonomia técnica e capacidade de fiscalização.

Defesa agropecuária é estratégica para o agronegócio

Na avaliação da entidade, o episódio envolvendo as restrições europeias reforça a necessidade de fortalecer o sistema nacional de defesa agropecuária para garantir a manutenção dos mercados já conquistados e abrir novas oportunidades comerciais.

O sindicato destaca que a modernização dos processos de fiscalização tem tornado os procedimentos mais digitais, eficientes e ágeis, sem comprometer o rigor dos controles sanitários.

Para o Anffa Sindical, a combinação entre fiscalização qualificada, rastreabilidade eficiente e certificação confiável continuará sendo um dos principais pilares para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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